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Abr 16

O MURO DA VERGONHA

O MURO DA VERGONHA

 

Quando em 1989 vimos a queda do muro de Berlim, acreditamos que o mundo havia dado um salto sem volta, onde nunca mais teríamos que construir muros para separar irmãos, por causa de ideologia política.

Hoje, vejo entristecido, que neste canto do planeta, neste país que tinha conseguido destituir um presidente da República impopular, em 1992, indo para as ruas e pintando suas caras, de repente, alguns grupos políticos e órgãos de informação, conseguiram produzir dois Brasis, um vermelho, outro amarelo, onde foi fomentando o ódio, a irracionalidade, a intransigência, culminando com a necessidade de separá-los, através de um muro, para que não se engalfinhassem, não partissem para as brigas e quem sabe até, o extermínio mútuo.

Terminado o processo de impeachment da Câmara dos Deputados, com 367 deputados votando a favor do impeachment e 137 contrários, é chegado o momento de se fazer algumas reflexões.

Para a presidente Dilma e para o PT, juntamente com o ex-presidente Lula, é preciso entender uma questão básica. Não se governa um país, com o apoio de 137 deputados. Sei que os argumentos podem até serem válidos, pois talvez as bases legais que sustentaram a tese de impeachment sejam bastante fracos, mas o que esteve em julgamento, não foram as pedaladas fiscais, mas sim a constatação de que Lula errou, ao indicar uma pessoa totalmente despreparada para o exercício da mais importante função política em nosso país, de governar uma nação. Aqui não está em jogo uma tese machista, porque ela é mulher, ou qualquer preconceito por ela ser petista. Simplesmente, o que ela demonstrou em todos os momentos, é que ela estava despreparada para tal exercício. Demonstrou que suas ideias de governo, seu modo simplista de achar que com uma canetada poderia diminuir a conta de luz, os juros do país ou fomentar o crescimento econômico, foram todos desastrosos para a economia. Além disso, cercou-se de pessoas totalmente incompetentes para comporem sua equipe de trabalho, nos mais de 39 ministérios, o que agravou ainda mais o processo. E finalmente, a sua personalidade irascível, a sua falta de trato com as pessoas, a maneira desequilibrada com que tratou e trata seus subalternos, demonstra a sua total falta de liderança. Portanto, o impeachment é apenas uma carta de demissão do povo brasileiro para a presidente mais despreparada, impopular e incompetente que já ocupou a cadeira de presidente, no Palácio do Planalto em Brasília.

Porém, se a tese de impeachment avançar e Michel Temer insistir em ocupar o cargo, até 2018, restará contra ele uma rejeição popular de mais de 60% da população brasileira ao seu nome. Além disso, ele estará impedido de sair de Brasília, principalmente para outros países, pois ninguém, em sã consciência, aceitará que se ocupe a cadeira de presidente da República, como vice-presidente, um Eduardo Cunha, réu em vários processos da Operação Lava Jato, com diversas provas de que o mesmo têm diversas contas secretas no exterior, com diversos denunciantes citando seu nome por envolvimento em diversos processos de suborno junto à empreiteiras e bancos corruptos e que se sustenta no cargo de Presidente da Câmara através de chicanas e de abuso do seu poder, impedindo que seu nome seja levado à Comissão de Ética e tenha seu mandato cassado, como de fato ele merece. Muito menos que Renan Calheiros, mais sujo que pau de galinheiro, com outra montanha de citações na Operação Lava Jato e também em vias de ser processado pelo Supremo Tribunal por diversas irregularidades, venha a ocupar o posto presidencial.

A simples recondução da chapa que ficou em segundo lugar, de Aécio Neves, do PSDB, tampouco será uma solução aceitável, pois pesam contra ele diversas citações e denúncias de recebimento de propinas na operação que lavou o país.

Além disso, é difícil aceitar que tenhamos centenas de políticos envolvidos em diversas irregularidades, com citações de recebimento de propinas, esquemas de lavagem de dinheiro, ou que tenham sido eleitos com dinheiro de corrupção em empresas estatais e obras públicas. Principalmente que esses mesmos políticos tenham a caradura de ocupar os microfones e anunciar com a maior candura do mundo, que votam pelo impeachment de Dilma, para varrer a corrupção, ou então, em defesa do mandato da presidente, como vimos ontem pela televisão.

Se essas questões não forem resolvidas, a seguir adiante este processo de impeachment e darmos posse a Michel Temer e mantivermos os políticos citados, teremos aí sim, todos os ingredientes para uma explosão de revolta popular, principalmente do lado derrotado, que poderá fazer com que o muro seja apenas o início da divisão do pais em dois lados inconciliáveis, com ódios crescentes e que poderão culminar sim numa guerra civil.

Portanto, eu vejo como a única solução, capaz de solucionar esse impasse, que se façam eleições gerais. Precisamos de um presidente novo, com apoio popular, e coragem para que possa implantar mudanças duríssimas, que mexerão em bolsos e interesses arraigados há séculos neste país. Precisamos eleger uma Assembleia Constituinte, para se elaborar uma nova Constituição, pois a cada dia fica evidente que a Constituição de 1988 criou um monstro, que onera dia a dia o contribuinte, levando a uma carga tributária crescente e sem fim, tamanha a quantidade de leis e benefícios criados, mas tendo se esquecido de um pequeno detalhe: Não existe almoço grátis. Uma constituição paternalista, após 21 anos de ditadura, cheio de direitos para todo mundo, mas sem uma preocupação maior com os custos desses direitos. Não se pode criar um sistema único de saúde, universalizando o acesso da população, sem que se tenha uma fonte financiadora, uma fonte pagadora. É inaceitável que os impostos sejam gerados num lugar, sejam mandados para Brasília e de lá seja redistribuídos para os locais que o originaram, gerando uma cadeia de lobistas, de políticos corruptos que se acostumaram a receber o seu “retorno”, a sua comissão pela liberação da verba, com a maior naturalidade do mundo, como se fosse uma taxa de corretagem, esquecendo-se que isso é corrupção. Precisamos repensar todo o sistema político, pois é inaceitável que tenhamos quarenta partidos, mantidos pelo fundo partidário, com horário gratuito no rádio e na televisão, a grande maioria deles sendo apenas legendas de aluguel, que participam de coligações espúrias, corruptas e sem nenhuma representatividade, sem ideologia, sem sequer ter um programa político. Precisamos repensar todo o sistema de leis trabalhistas, um código de leis elaborado por Getúlio Vargas, na década de 30 e 40 do século passado e que pouco ou quase nada foimodernizado ao longo do tempo, gerando uma série de benefícios ilusórios, que oneram o empregador, tornando a empregabilidade uma política de alto custo para as empresas. Precisamos rever o nosso sistema previdenciário, pois não é justo que um trabalhador da iniciativa privada tenha direitos diferentes de um servidor público, quando da aposentadoria. (E eu sou um funcionário federal, médico perito do INSS). Precisamos rever todas as nossas leis civis e criminais, todo este sistema jurídico, que favorece quem tem dinheiro para pagar um bom advogado, recorrendo em várias instâncias, enquanto um ladrão de galinhas fica preso por décadas, num sistema injusto.

Enfim, precisamos repensar o país e passa-lo a limpo, convocar eleições gerais para todos os cargos eletivos, de presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores, em um sistema eleitoral onde se fiscalize a origem do dinheiro usado no financiamento das campanhas, evitando o dinheiro sujo de empreiteiras e empresas que futuramente farão negócios com o governo, pois essa conta sempre será cobrada com juros salgados.

Acredito que tudo o que temos passado nos últimos tempos seja maravilhoso para todos nós, e principalmente para o nosso país, pois estamos desnudando as entranhas do jogo do poder, a sujeira que sempre existiu, talvez em menor escala, mas que foi levado ao extremo, pelos governos petistas e que se tornaram ostensivos demais, impossíveis de serem escondidos, tamanha a proporção que tomou. Isso tudo é ótimo, pois toda crise gera mudanças e este processo traumático pelo qual estamos passando, precisa dar origem a um novo país, onde a percepção de todos os políticos seja reconduzido para a verdade dos fatos, de que eles são servidores públicos, temporários, que ocupam um cargo com a única finalidade de servir à população que os elegeram e que seu único beneficio, ao final do seu mandato, seja o do reconhecimento de quão importante eles foram para o melhoramento daquela comunidade que era a sua base eleitoral. Sonho? Talvez. Mas precisamos mudar o país e precisamos dar passos gigantescos, para recuperar o atraso gerado pela administração desastrosa de Dilma e do PT.

Esperemos por um amanhã...

publicado por drtakeshimatsubara às 15:51 | comentar | favorito
27
Mar 16

A PEDIATRA E O PT

A PEDIATRA E O PT.

Recentemente, foi noticiado na mídia e nas redes sociais que uma pediatra desmarcara a consulta de um paciente, sob a alegação de que a mãe, por ser filiada ao PT, era defensora de todo o estado de coisas ruins pelos quais o país está passando e, portanto, não haveria condições para ela continuar o atendimento.

Tal fato gera discussão e nos leva à uma reflexão profunda.

A que ponto chegou este país, onde irmãos da mesma família brigam e param de se falar, chegam ao ápice de cortar relações, por questões ideológicas e políticas?

Existe um fórum especializado na questão da médica, o CRM/RS, que com certeza, será provocado, através de uma sindicância, para avaliar se a pediatra incorreu em ofensa a algum artigo do código de ética médica e, portanto, se deverá ou não ser punida.

Mas o fato é que temos um país dividido ao meio. Ou oitenta por cento contra vinte, segundo as pesquisas e as manifestações.

O maior responsável (ou irresponsável) por essa divisão é Luís Inácio Lula da Silva. Nos momentos em que se sente acuado, Lula se especializou em jogar o jogo do “nós contra eles”. Para ser defendido pelos seus militantes, Lula joga o papel de vítima, jogando a culpa pelos seus erros à imprensa, ao capital estrangeiro, aos “coxinhas”, etc, criando assim um Brasil dos petistas e outro, dos inimigos dos petistas. Através da ameaça de seus braços armados, como as centrais sindicais e o movimento dos sem terra, Lula ameaça transformar o país em palco de uma guerra civil. Essa ameaça tem todos os ingredientes para não acabar bem.

Nesse contexto, temos um país, onde vestir uma camisa, seja ela vermelha ou amarela, define o lado em que você está. E é preciso destruir o inimigo, bater nele, acabar com ele .

O Brasil é um país maravilhoso, o único do mundo, onde um mascate libanês é acolhido por um comerciante judeu, no Bom Retiro, sendo tratado como amigo, sem rancores, sem ódios, sem inimizades. Onde japoneses, coreanos e chineses convivem pacificamente no bairro da Liberdade, de forma bem diferente dos seus países de origem, onde as sequelas da segunda guerra mundial deixaram marcas profundas, devido à agressividade dos soldados imperiais japoneses, que viam os inimigos como seres inferiores e passiveis de serem escravizados.

Nosso país é um mosaico, onde se sobressaem o branco português, o negro e o índio, mesclado com europeus e asiáticos que vieram posteriormente, todos miscigenados de forma perfeita, formando uma nova raça brasileira, com um cadinho de cada cultura, num processo vivo e que ainda está acontecendo, fazendo deste país um lugar diferente, onde a solidariedade e a fraternidade estão acima do materialismo e do individualismo, que imperam nos países ricos capitalistas. Somos um país pobre, em desenvolvimento, mas temos um espirito solidário, que permeia todas as atitudes do seu povo, tornando-o querido por todos os outros países do mundo.

Não podemos deixar que uma ideologia retrógrada, que não deu certo em lugar nenhum do mundo, venha a seduzir alguns poucos, que em nome dessa ideologia e do jogo de poder, querem transformar este país maravilhoso num local dividido, numa dualidade entre comunista e capitalista, entre petista e coxinha, entre vermelho e amarelo, de tal sorte que se tornem partes inconciliáveis, inimigos para serem destruídos pelas armas, numa guerra civil, cujo resultado ninguém sabe onde vai resultar. É só ver os americanos, onde ianques e confederados ainda hoje, passados quase 150 anos, têm uma desconfiança uns para os outros, como se não fossem membros de um mesmo país.

Temo muito pelo futuro do meu país. Como cristão, só me resta orar, pedir a Deus para que traga um pouco de sabedoria para os nossos líderes, para que desarmem seus espíritos, pois ao iniciarmos o terceiro milênio, temos que aspirar por um mundo onde saibamos conviver com as diferenças, onde cada ser tem a liberdade de ter e expressar suas opiniões, credos, religiões, time de futebol, etc, sem medo de ser destruído pelo inimigo ou pelo Estado.

Deste modo, não me cabe julgar a colega pediatra pelo seu ato de recusar o atendimento para uma criança, só porque sua mãe é militante do Partido dos Trabalhadores, mas apenas lamentar profundamente que tal fato tenha ocorrido. Uma criança não tem culpa alguma das escolhas feitas por seus pais. Pode ser que ela tenha incorrido em infração ao Artigo 23 do Código de Ética, que diz que é vedado ao médico: Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto.

A medicina é uma profissão muito difícil, aliás, eu digo sempre para os alunos das faculdades de medicina que a Medicina é uma arte, impregnada de ciência. É arte, pois o trato com outro ser humano necessita do emprego de vários dons, como o da paciência, da compassividade, da compaixão, do amor ao próximo, do respeito, da empatia, (ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro, do paciente, e sentir suas dores, seus medos, suas angustias), etc., de tal maneira que ela se soma ao conhecimento científico e técnico, para podermos assim prestar um bom atendimento. Existem muitos colegas que são verdadeiras sumidades em conhecimento técnico, mas uma negação em relacionamento humano. Serão ótimos pesquisadores, cientistas, mas nunca serão ótimos médicos. Já outros colegas, são políticos, os famosos “bagre ensaboados”, mas não estudam, não se atualizam e acabam cometendo erros por deficiência técnica. O equilíbrio entre estas duas constantes acabam formando um bom médico.

Quando um médico vai atender, é um ser humano que está diante de você. Poderá estar num mau dia, ter brigado com seu(ua) parceiro(a), estar preocupado com o saldo bancário, com a conta que não foi paga, sentir raiva do governante incompetente que onera sua vida com impostos, com cobranças injustas e, devido à essa humanidade, descarregar suas frustrações sobre o paciente. Não é certo, mas pode ocorrer. Parece que no caso em tela, a pediatra se recusou a atender a família, pois personalizou naquela mãe, militante do PT, todas as mazelas que afligem o país nos dias de hoje, com um escândalo de corrupção sem precedentes no mundo, tido como o maior caso de corrupção no mundo ocidental em todos os tempos. Com uma presidente incompetente como há séculos não se via neste país, que conseguiu arruinar pilares de economia, da indústria, do comércio, causando um retrocesso de décadas em toda a cadeia econômica. Com um ex-presidente acusado de enriquecimento ilícito e corrupção, que se esconde dos juízes e da Polícia Federal, ocupando um cargo de ministro de Estado, para adquirir foro privilegiado e tentar assim escapar das garras da justiça. Estas foram as alegações da pediatra, para cancelar a consulta do paciente.

Com certeza, a colega vai ter que assumir o ônus de sua postura, talvez ser julgada num processo ético profissional e acabar recebendo alguma penalidade, desde uma advertência até a suspensão do seu exercício profissional. Talvez isso a faça refletir se terá agido corretamente ou não.

A medicina como um todo está sendo julgada todos os dias, através do massacre impiedoso da imprensa, que se apega em alguns colegas desonestos, ou imperitos, ou negligentes, jogando todo o ônus dessa carga sobre todos os profissionais médicos, como se todos fossem mercenários, incompetentes, injustos, errados. O erro de um profissional não pode ser jogado na conta de toda a categoria. O profissional médico é fruto desta sociedade que nós temos. Se não temos médicos melhores, talvez seja o momento de nós nos perguntarmos o que precisa ser feito, para resgatarmos a ética, o respeito, a humanidade e a capacidade de exercer com amor esta profissão tão difícil, tão sacrificada, tão cansativa, mas ainda assim, maravilhosa, que nos preenche, que nos dá uma sensação de dever cumprido, de realização plena, quando bem exercida.

publicado por drtakeshimatsubara às 04:03 | comentar | ver comentários (2) | favorito
05
Mar 16

A CRISE E AS FORÇAS ARMADAS

A CRISE ATUAL E AS FORÇAS ARMADAS O Brasil está passando por uma crise profunda, de falta de governo, de falta de credibilidade da classe política e de total descrença nos dirigentes dos destinos da nação. As Forças Armadas, apesar dos inúmeros chamamentos nas manifestações públicas e nas passeatas, escaldadas após 21 anos de governo militar, não querem intervir neste momento crítico, pois temem as consequências, como as do último período em que estiveram ocupando o poder. O Brasil, após a Guerra do Paraguai, viu a politização e o fortalecimento das Forças Armadas, como uma instituição que participou ativamente dos principais momentos históricos do país, nos dois últimos séculos. Foram autores da Proclamação da República, ocuparam a presidência no início do governo republicano, participaram ativamente no início do século XX, através dos movimentos dos tenentes e dos generais que ocuparam cargos políticos e culminaram com os 21 anos do governo militar. Toda vez que uma grave crise política assola o país, a população recorre aos militares, como se eles fossem uma panaceia que colocaria nos trilhos os rumos da nação. Essa dependência demonstra claramente o quanto nós ainda não estamos amadurecidos social e politicamente, pois procuramos fora a solução, quando, na verdade, deveríamos ter maturidade para buscarmos dentro de nós mesmos a resolução de nossas crises e problemas. Com certeza, a democracia não é o melhor sistema de governo, mas é o que de menos ruim nós temos no momento, para reger os destinos da sociedade. Eu já fui um dia militante do PT, e acreditei nas propostas renovadoras de Lula e outras lideranças. Eu dei meu voto por várias vezes para os candidatos do Partido dos Trabalhadores. Portanto, nós temos que assumir que uma maioria de nós acreditou nas propostas socializantes dos candidatos ditos de esquerda. E que erramos profundamente com essa escolha. Hoje, vimos com tristeza que tudo isso foi uma grande fraude, uma grande mentira, pois enquanto eles diziam que repartiam as riquezas com as classes menos favorecidas, eles aparelharam todo o Estado, tomando posse dos cofres públicos e se esbaldaram com o dinheiro público, utilizando de todos os meios ilícitos para se locupletarem com as benesses do poder. Nós temos que assumir que mais da metade da população brasileira errou e elegeu os candidatos do Partido dos Trabalhadores para dirigir os rumos de nossa nação, por quatro mandatos presidenciais. Hoje, sabemos que em torno de 20% ainda continuam a acreditar piamente nas promessas e nas palavras de seus líderes, principalmente de Lula. Que apesar de todas as provas e evidências apresentadas exaustivamente pelos meios de comunicação, essa minoria continua achando que tudo não passa de um golpe das elites, das grandes corporações, do capital estrangeiro, da mídia, etc.. É um direito. O grande problema é que líderes populares e populistas, como Lula, não sabem a hora de parar, pois perdem a noção da realidade, acreditando piamente nas palavras dos bajuladores e dos puxa-sacos que os rodeiam e vivem para inflar os egos dessas personalidades. Acreditam que o fato de terem tido um dia 83% de popularidade, no seu auge, isso os torna pessoas amadas por todos e que estão acima das leis, das instituições, do bem e do mal. O Brasil é um país muito interessante. Enquanto o comunismo caiu de podre na União Soviética e na Europa Oriental há quase 30 anos, pondo fim a um sonho de quase um século, e resistindo hoje em alguns países sem nenhuma relevância, como Cuba e Coréia do Norte, mostrando que esse sistema político não deu certo, os brasileiros, capitaneados por Lula, fundam o Foro de São Paulo, em 1990, com as principais lideranças dos movimentos de esquerda da América Latina e Caribe, produzindo uma aberração que governou a Venezuela, A Bolívia, a Argentina, Equador, Peru, Nicarágua, Honduras e claro, o Brasil, num sistema de esquerda, nominado bolivariano, baseado no mais escrachado populismo, bancado com petrodólares, gás natural, commodities e dinheiro de outras fontes menos lícitas. Fundamentados no pensamento de Antonio Gramsci, filósofo do século passado, que pregava a implantação do comunismo através das disputas eleitorais, vendendo para a população uma imagem de um comunismo light, sem apelar para as armas, mas comprando o apoio popular através do dinheiro. Enquanto distribuíam renda, através das bolsas famílias e similares, aproveitaram para encher os próprios bolsos, roubando dinheiro de empresas estatais e de contratações de empreiteiras para construir grandes obras megalomaníacas, tudo isso bancado com o dinheiro sem fim do nosso BNDES. Graças ao bom Deus, essa esquerda bolivariana está fazendo água em todos os países onde ela se implantou. Começou na Argentina, com o fim da era Kirschner. Passou pela Venezuela, com a derrota acachapante de Nicolás Maduro nas eleições legislativas e passa pela Bolívia, que negou em plebiscito a eternização de Evo Morales no poder. Agora é a vez do Brasil. Nós, brasileiros, precisamos entender que não é possível mudar um país através de milagres e passes de mágica. Que não se muda a distribuição de renda por decreto e pela vontade de governantes supostamente bem intencionados. Que é muito bonito falar que estamos tentando acabar com a miséria, com a fome, com a má distribuição de renda, mas que esse processo tem que ser um processo sério, diuturno, que o Estado não é uma teta sem fim, que alimenta a todos indistintamente de maneira infinita. Não existe almoço grátis. Alguém tem que pagar a conta. E todo esse processo de suposta distribuição de renda, somente fez com que o país se endividasse ainda mais, de maneira irresponsável (devemos hoje mais de 3 trilhões de dólares) e provocasse uma sobrecarga de impostos em quem já há muito tempo, vem bancando o país, que é a classe média, através dos impostos diretos e indiretos, embutidos nos preços de todos os produtos consumidos. Mas nós temos mostrado que apesar de toda a sujeira que tem vindo à tona com o mensalão, a operação Lava Jato, Operação Zelotes e outras, nós temos hoje instituições fortes, através de uma grande turma de juízes e promotores, a maioria jovens, que não têm se sujeitado aos desmandos do poder central e tem promovido um processo de faxina, indo a fundo em suas investigações e buscando a verdade para punir os culpados sejam eles quem forem. Todos nós brasileiros sabíamos desde sempre, que o verdadeiro mandante do mensalão e o chefe do petrolão era Lula. E que Dilma Roussef sempre soube de tudo, e se beneficiou desse esquema corrupto. Parece que finalmente, estamos chegando aos verdadeiros chefes da quadrilha que assaltou o erário público e promoveu o maior escândalo de corrupção no planeta em todos os tempos. Precisamos continuar fortalecendo as nossas instituições, os nossos juízes, promotores, delegados da Polícia Federal e outros, que estão lutando para passar o país a limpo. Não podemos mais acreditar em soluções fáceis e rápidas, advindas de um golpe militar, que colocaria na cadeia toda essa corja que roubou e matou pessoas, sem medir consequências, em nome de um suposto projeto para se perpetuar no poder. Precisamos julgar e prender todos aqueles que se corromperam e não souberam fazer jus à confiança do povo, utilizando o poder para benefício próprio e dos seus familiares e amigos. Acredito piamente que temos condições para resolver tudo isso de maneira civilizada, dentro das regras e de forma madura, mostrando para o mundo que não somos mais uma republiqueta de bananas, que vive de golpes militares para derrubar governos corruptos e que acaba se corrompendo também, para ser derrubado por outra ala militar, como já ocorreu no passado. Ou vocês se esqueceram que Paulo Maluf, Antônio Carlos Magalhães, José Sarney, a família de Roberto Marinho e a Rede Globo, a Odebrecht, a Camargo Correia e tantas outras empresas e pessoas que estão hoje envolvidos nessa roubalheira toda, são produtos gerados na ditadura militar? Somos um país onde a grande maioria das pessoas é constituída de seres trabalhadores, honestos, justos e que apenas quer ver o seu país viver um dia após o outro, dentro da normalidade, lutando dia a dia para corrigir suas desigualdades, as suas mazelas e injustiças, onde tenhamos o direito de manifestar nossas opiniões livremente, de criticar o governo de plantão, de discordar democraticamente de posições ideológicas de outrem, de termos liberdade de crença religiosa, de valores morais e éticos. Olha só quanta coisa está em jogo?!?! Não vale a pena abrirmos mão de tudo isso, seja para um governo de esquerda ou uma ditadura de direita. Mas não mesmo!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 20:02 | comentar | ver comentários (4) | favorito
10
Dez 15

GRATIDÃO

GRATIDÃO

Quando atingimos certa idade, passados meio século de vida, o nosso passado começa a se tornar preponderante, sobre o nosso futuro. Andei pensando ultimamente no que me tornei e quantas pessoas estiveram envolvidas nesse meu processo de crescimento.
A nossa razão de viver, Aquele que governa a nossa vida e participa em todos os segundos de nossa vida, muitas vezes passa despercebido, em virtude de nossa ignorância. Eu passei a vida acreditando de forma meio vaga, que existiria um Deus, que governa nossas vidas, mas não tinha dimensão do seu Amor e do quanto ele age em nossas vidas, nos conduzindo e colocando anjos em nossos momentos de dificuldade e dor. Ele realmente é o Senhor de nossas vidas e nos Ama, motivo pelo qual, nossa maior gratidão deve ser para com Ele.
Os meus pais passaram pelos horrores da Segunda Guerra Mundial. Viveram e se casaram quando viviam na Mandchuria, uma província chinesa que havia sido anexada pelo Exercito Imperial Japonês na Guerra entre a China e o Japão de 1937. Era uma região extremamente rica em minérios, carvão e petróleo, além de ter um solo dos mais férteis do mundo. Mas havia sido tomado dos chineses à força e ao final da guerra, com a derrota do Japão, teve que ser devolvido. Minha mãe contava que eles tiveram que fugir em um trem de carga, naqueles vagões de carregar minérios, sem teto, numa época de frio, chuva e neve. Nessa ocasião, minha segunda irmã, de poucos meses de idade, morrera acometida de pneumonia. Minha mãe contava que ela não pudera ser enterrada dignamente, sendo praticamente abandonada nos trilhos do trem. Contudo, mesmo com essa história triste, meus pais me ajudaram a ser o que hoje sou. Passaram valores morais e éticos, dos quais só vim a ter dimensão de sua grandeza, após eles terem ido para o céu.
Outras pessoas a quem devo muito são meu irmão Ryuiti e minha cunhada Ritie, bem como todos os seus filhos. Pela tradição japonesa, o irmão mais velho assume a responsabilidade de cuidar dos pais e dos irmãos mais novos. Pois ambos, recém-casados, numa época de extrema dificuldade financeira, me enviaram para São Paulo, para estudar, pagando minhas despesas com muita dificuldade, muitas vezes abrindo mão do pouco que tinham, para que eu pudesse pagar as mensalidades das escolas. Ao longo de suas vidas, sempre estenderam um olhar cuidadoso para todos nós, ajudando-nos e velando para que pudéssemos empreender nosso próprio caminho. Através de meu sobrinho Edson Takashi, segundo filho deste casal, pude conhecer o movimento campista da igreja católica, fato que mudou completamente a minha vida e a maneira com que eu me relaciono com o mundo e com Deus.
Quando passei na Faculdade de Medicina do ABC, uma escola particular, logo vieram as dificuldades para pagar as mensalidades, que eram caras. Como meu irmão não havia conseguido mandar dinheiro para pagar as mensalidades, no terceiro mês de atraso, fui chamado para a tesouraria, sendo impedido de fazer a prova de Anatomia. Quando voltei para a sala para pegar meu material e ir embora, surge a Dona Rumika Watanabe, uma senhora de uns 50 anos de idade, que não pudera fazer medicina na juventude pois tivera que assumir sua família e suas irmãs mais jovens, devido à morte prematura de seu pai. Casada com um rico dono de um entreposto no Ceasa e com os filhos criados, ela finalmente havia conseguido realizar o sonho de estudar medicina. Quando soube da minha dificuldade, ela foi comigo na tesouraria, pagou todos os meses em atraso e me disse que aquilo era um presente. Ela foi uma pessoa crucial, um anjo enviado por Deus, para me salvar naquele momento e permitir a minha caminhada, para me formar médico. Esta história os meus filhos estão carecas de saber, de tantas vezes que contei para eles. Contei recentemente para os meus amigos da faculdade, quando comemoramos 30 anos de formatura.
Saindo de casa para estudar fora, fui acolhido na Casa de Estudantes Harmonia, em São Bernardo do Campo, entidade mantida pela colônia japonesa, com auxílio de diversas instituições empresariais e bancárias japonesas. O seu diretor, Tsuguio Watanabe, foi um dos meus mestres, que já mereceu um texto todo dedicado a ele aqui neste blog. Foi sem dúvida, junto com sua esposa Dona Elisabete, pessoas fundamentais para a minha formação cultural e moral. Com eles, pude aprender muito da cultura e tradições japonesas e de sua importância em nossas vidas.
Quando terminei a faculdade de medicina e passei na residência médica de pediatria, fiquei sem ter onde morar. Foi quando a minha irmã Keiko e meu cunhado Toshio Akagui ofereceram um teto, onde pude morar por dois anos. Trabalhava na residência e dava vários plantões, quando voltava para a casa de minha irmã, tinha um monte de roupas brancas para ela lavar. Foram anjos enviados por Deus para me acolher, quando eu não tinha condições de bancar com um apartamento, pois o salário da residência era muito baixo. Acolheram um sem teto em sua casa.
Quando cheguei em Dourados, poucos anos depois, pude conhecer o Dr. Archiduque Fernandes, pediatra e homeopata. Quando começava a fazer o curso de homeopatia em São Paulo, fiquei vários meses estagiando com ele, quando aprendi vários macetes e “pulos do gato”. Era um homem totalmente desapegado da matéria, um grande idealista e u homem honestíssimo, com quem pude aprender muito, nos vários anos de convívio que pude desfrutar com ele. Também escrevi dois artigos sobre ele neste blog.
Outra pessoa que me ajudou sobremaneira foi o Dr. Alaércio Abrahão, advogado, idealista e sonhador, pessoa do mais alto gabarito e honestíssimo. Fomos secretários do governo Tetila juntos e sempre que podia, ia procura-lo, para pedir conselhos. Suas palavras foram fundamentais para me livrar de diversas armadilhas.
Um padre surgiu em nossa vida, quando fizemos acampamento na igreja católica. Tive a minha experiência em Campo Grande, mas devido `a distancia, optamos por trabalhar aqui em Dourados. Foi quando pudemos conhecer o padre Gregorius Olapito Wuwur, um baixinho, que fala tudo “elado” mas de uma espiritualidade incomensurável. Pudemos aprender muito com ele, principalmente a importância de se viver em comunidade, do amor a Deus, da formação religiosa e, principalmente moral. Com as orientações de Padre Gregorius, o nosso casamento deu um salto qualitativo.
Finalmente, a pessoa que se tornou a minha melhor amiga, minha companheira, minha confidente, minha amante: Silvia. Com ela, construímos um mundo, um lar estável, uma família maravilhosa. Ela me deu três filhos maravilhosos, Luciano, Ana Carla e Ana Carolina, nossos maiores tesouros. Suportou dignamente muitos momentos difíceis, nunca deixando que eu fraquejasse ou vacilasse. Mulher forte, de temperamento calmo, fala macia. Nos quase 30 anos que a conheço, não me lembro de tê-la ouvido elevar o tom de voz, nem comigo, nem com os filhos. Superamos juntos muitas armadilhas e momentos críticos. Mas sempre estivemos juntos na construção de nossa família. Com ela, aprendi a ser fiel, a importância do respeito, de que o amor é um sentimento que deve ser cultivado todos os dias, que ele nunca morre, se cuidarmos com carinho um do outro. Tornou-se a pessoa mais importante em minha vida, a companheira que Deus me enviou para abençoar a nossa casa e a nossa vida. Cada minuto passado ao seu lado foi importante. Consegui melhorar muitos dos meus defeitos graças à atenção e cuidado dela, chamando a atenção de maneira carinhosa, orientando-me para o cuidado com os filhos, a maneira certa de falar com eles, os momentos em que eles estavam precisando de atenção, enfim, transformando-me num ser melhor.
Depois que eu fiz o acampamento da igreja, uma grande quantidade de amigos e irmãos de fé passaram a fazer parte de nossas vidas, permitindo a mim e a minha família o convívio em comunidade. Esses irmãos, têm feito uma enorme diferença, pois têm sido os amigos que eu sempre sonhara conquistar e que agora fazem parte de nossas vidas, com toda a plenitude que a amizade, calcada em valores cristãos, nos têm permitido.
Obrigado a todos que fizeram parte de minha vida e de minha história. Cada um, deixou uma marca, uma influência, de tal maneira que hoje eu sou a somatória, um mosaico feito da presença de cada um de vocês em minha vida. Muito obrigado !
publicado por drtakeshimatsubara às 12:37 | comentar | ver comentários (1) | favorito
16
Nov 15

ATENTADO EM PARIS X MARIANA

ATENTADO DE PARIS X MARIANA

 

Atentados cometidos por guerrilheiros do ISIS, em Paris, na última sexta feira treze, geraram um clima de comoção, com várias pessoas adotando as cores da bandeira francesa em seu perfil do facebook. Isto gerou uma ampla discussão sobre a propriedade ou não de tal ato.

Nós no Brasil, estamos passando por um momento muito difícil. Após 13 anos de governo petista, com a maioria dos lideres do partido dos trabalhadores(assim mesmo, com minúscula) presos ou condenados por escândalos de corrupção, com a presidente se equilibrando num equilíbrio instável, para não ser apeada do poder, com um ex-presidente Lula, tida como um grande líder popular pela imprensa mundial até recentemente e que hoje mal pode aparecer em público, sem ser xingado ou vaiado, tornou este país um local onde a maioria das pessoas perderam a fé nas instituições e descrente dos brasileiros. De alguns brasileiros.

Quando viajo para São Paulo ou Brasilia, o que faço com certa frequência, sinto que as pessoas estão mais agressivas, mais impacientes, mais raivosas. Falar de politica para um paulistano ou brasiliense parece ser um xingamento. O sentimento de crise parece estar mais exacerbado nos grandes centros do que em Dourados, MS, pois apesar de tudo, as regiões que dependem do agronegócio ainda respiram, embora com dificuldade, enquanto os outros locais já estão na UTI em estado terminal.

Com isto, as crises e tragédias que ocorrem no país, como recentemente ocorreu em Mariana e que comprometeram milhões de pessoas no vale do Rio Doce, deixando as pessoas sem água, pela morte do rio, soam como fatos distantes, esquecido pela mídia nacional, como se tivéssemos vergonha de reconhecer a total falta de governo, das instituições, deixando ao Deus dará pessoas que está há semanas sem água, sem alimentos, pessoas que estão abandonadas por todos.

Com isso, a ocorrência do atentado em Paris e a mudança do perfil do facebook fez com que várias pessoas criticassem tais atos, como se condoer-se com os parisienses fosse um ato errado, como se estivéssemos traindo os brasileiros de Mariana.

Acredito que nós brasileiros realmente perdemos um pouco da nossa inocência, de acreditarmos em campanhas de doação de dinheiro pelas redes de televisão ou por algumas instituições. Após várias denuncias de malversação do dinheiro doado, de roubo de materiais doados, de pessoas que vendem alimentos e roupas doadas, de certa forma, perdemos a vontade de fazer doações para as pessoas que necessitam de ajuda nesses momentos de crise aguda. Porém, isso não significa que nós brasileiros, perdemos a capacidade de sermos bons e fazermos a nossa parte para ajudar nossos irmãos. Pelo contrario, o que eu vejo todos os dias são pessoas se ajudando, pessoas de periferia que não tem carros, pedindo para o vizinho carona para ir para hospitais de madrugada e sendo atendido gentilmente, com naturalidade, sem outro sentimento do que o de se doar. Vejo a igreja católica prestando atendimento social para as comunidades carentes, prestando atendimento gratuito para crianças, para idosos, evangelizando pessoas, levando uma palavra de carinho e de consolo para pessoas doentes ou necessitadas, prestando um serviço de formiguinha para ajudar pessoas, longe das instituições oficiais. Vejo médicos que prestam atendimento gratuito em orfanatos, em lares de idosos, para pessoas que não podem pagar pela consulta, levando remédios gratuitos, tudo isso longe dos olhos da imprensa e da mídia.

Nós todos sabemos que o Brasil é um pais jovem, cheio de problemas e de imaturidade, onde as instituições estão engatinhando, quando comparado com países com cultura milenar, como a China e o Japão, ou países da Europa. É covardia querer comparar nossa cultura com a dos franceses. Porém, acredito que muitas qualidades que caracterizam nosso povo brasileiro são inatos, como a nossa alegria, a nossa fraternidade e a nossa capacidade de nos ajudarmos nos momentos difíceis. Acredito que o mundo todo terá a prova dessas capacidades em breve.

Por isso, não vejo mal nenhum em colocarmos as cores da bandeira francesa em nosso perfil, como forma de dizermos que nós estamos solidários com a dor dos franceses pela tragédia recente ocorrida em Paris. Que não estamos traindo os brasileiros de Mariana, que nós estamos fazendo (ou tentando fazer) a nossa parte, ajudando pessoas, buscando dar o nosso melhor para ajudar o nosso irmão. Só não estamos preocupados em fazer isso diante dos holofotes. Cristo já dizia que “ uma mão não saiba o que a outra está fazendo...”

Estamos de acordo?

 

publicado por drtakeshimatsubara às 23:36 | comentar | favorito
10
Abr 15

A ESQUERDA BRASILEIRA

A ESQUERDA BRASILEIRA
A esquerda brasileira é extremamente interessante.
Hoje, o ambiente onde mais prospera a ideologia da esquerda no Brasil são as universidades, o funcionalismo público e ainda algumas correntes da igreja.
Eles nos chamam de burgueses, de pessoas que não gostam de sentir cheiro de pobreza no ar.
Concordo em parte com eles. Temos dois Brasis, um rico e um pobre. Peguemos cada cidade deste país, e veremos que temos os chamados bairros nobres, com mansões, com garagens cheias de carros, e no outro extremo, temos os chamados bairros de periferias e as favelas. Os valores e a realidade de cada ambiente é totalmente o oposto ao do outro. Se temos empresários, fazendeiros, profissionais liberais bem sucedidos, morando nos bairros nobres, têm, por outro lado, empregadas, garçons, vigias, faxineiros, ou mesmo, pessoas desempregadas, morando nos bairros ditos periféricos. Cada ambiente tem os seus locais de lazer, os seus bairros, os restaurantes de um não são frequentados pelos outros, etc. Na verdade, é como se um muro dividisse a cidade, entre ricos e pobres.
A maneira que a esquerda quer atuar, em tese, para resolver o problema, passa pelo empobrecimento dos ricos e pelo enriquecimento dos pobres, tirando de uns e dando para os outros.
Neste momento, é que eu lanço um desafio para as esquerdas do Brasil. Por que é que, ao invés de fazer isso com o dinheiro alheio, os petistas não fazem isso com o próprio dinheiro de seus bolsos?
A lógica sempre foi realizar uma revolução, fazer reforma agrária, socializar empresas e bancos e dar posse ao povo dessas riquezas. Pois eu desafio os esquerdistas a não esperarem por essa revolução e começarem a dar o próprio exemplo. O professor universitário, que ganha o seu salario, vai pegar a metade dele e distribuir para os pobres. O mesmo vale para o funcionário publico. Divida o seu salario com o pobre. Afinal você morre de amores pelos pobres, tome então a iniciativa de pegar metade de tudo que você tem e ganha e divida com os pobres. Não faça isso com o dinheiro alheio, faça isso com o seu próprio bolso. Pegue a sua casa e divida ao meio, dê a metade dela para o irmãozinho que mora embaixo da ponte. Na sua mesa de jantar, coloque uma mesa do mesmo tamanho e dê de comer para o irmãozinho. Pegue o seu carro, venda e compre duas motos, uma para você, outra para você dar para o seu irmão que mora com você.
Ué, não gostaram da sugestão? Acharam tudo uma grande bobagem? E porque é que você quer fazer isso com o meu bolso? Pois não é isso que vocês vivem a propagar?
Ah, pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é mesmo?
Pois é, foi por isso que a União Soviética desmoronou, há 26 anos. Porque, embora em tese todos fossem iguais, havia uma nomenclatura, de altos burocratas do governo, que tinham limusines, que tinham casas de praia no Volga, que podiam comer caviar, enquanto o povo tinha que se digladiar todos os dias por um pedaço de pão, por um rolo de papel higiênico. É o que está ocorrendo hoje na Venezuela, onde os chavistas têm de tudo, enquanto o povão está passando fome. Aconteceu no passado e se vocês insistirem nessa barca furada, vai acontecer de novo e de novo.
Eu já militei em partido de esquerda e o que eu vi, foram os meus companheiros se esbaldando com as benesses do poder, com a riqueza, com o luxo. Vi companheiro saindo da periferia e comprando mansões em bairro nobre, comprando carros de luxo, adorando viajar de avião e se hospedando em hotéis 5 estrelas em Brasilia. Quando vemos o sobrinho do Zeca do PT fazendo um vídeo de gozação aos reclamos da chamada direita, da burguesia, embarcado num carro importado de alto luxo, com cara de ter cheirado todas, não me contive diante da imensa contradição entre o que era dito e o que era feito pelo dito cujo. Não me lembro de ter visto nenhum esquerdista se lembrando de e tentando ajudar os pobres com a sua súbita riqueza obtida.
Na verdade, a única forma de socialismo que já funcionou até os dias de hoje, foi aquela que ocorrera lá nos primórdios do cristianismo, onde aqueles que foram tocados por Cristo e convertidos ao cristianismo, deixavam tudo o que tinham, davam as suas casas, as suas riquezas em doação para a igreja, e seguiam a Cristo. Dividiam o pão, cuidavam dos enfermos, davam assistência aos necessitados, independente de serem nobres ou escravos. Como houve momentos de forte perseguição aos cristãos, eles tinham que se reunir nas catacumbas, para poder rezar, receber a comunhão, ler as escrituras sagradas. E dividiam tudo, até mesmo a roupa que vestiam.
O que eu quero dizer, é que a única forma de haver justiça social é através do amor, da doação, do desprendimento dos bens materiais por resolução pessoal de cada um, não por decreto, não através da força das armas, não pela imposição. Nada disso que vocês forem tentar, em nome de uma justiça social, vai dar resultado em longo prazo.
Vamos quebrar o muro que divide as cidades. Façamos uma visita à casa de nossa faxineira, do vigia que cuida de nossa empresa, conversemos com ele, procuremos saber de sua realidade, de suas necessidades, procuremos ajudar as pessoas que realmente precisam de ajuda, tudo aquilo que é feito massivamente está sujeito a cometer erros, injustiças, a ajudar os malandros e oportunistas de plantão.
Talvez assim, façamos a verdadeira revolução de diminuir as injustiças, de quebrar muros e divisórias que nos dividem que nos isolam no medo e no rancor, uns dos outros. Quem sabe assim, quebremos um pouco essa divisão social, que é muito pior que o preconceito racial, essa burrice de dividir brasileiros do norte aos do sul, aos da banda de cima da Marcelino Pires dos da banda de baixo, etc. Veremos assim, que somos todos irmãos, filhos do mesmo Deus, que torcemos por diferentes times, que acreditamos numa determinada ideologia, em detrimento de outra, mas que isso, não nos torna inimigos mortais, que só poderemos resolver isso, destruindo, matando, aniquilando o nosso opositor.
Quem sabe?
publicado por drtakeshimatsubara às 13:43 | comentar | favorito
15
Mar 15

E AGORA, DILMA?

E AGORA, DILMA?

 

O povo saiu às ruas, aos milhões, pedindo para vc sair. As pessoas de bem não aceitam mais ouvir o noticiário falando em roubo na Petrobrás, no BNDES, nas usinas hidrelétricas em construção, em propinas, em Lava Jato, mensalão, etc.

O brasileiro, povo pacífico, que sempre faz piada de tudo, não aguenta mais ser motivo de piada no mundo todo, de alvo de gozações na mídia internacional, como o país que manda soltar criminosos, julgados pela mais alta corte, com menos de um terço da pena cumprida, com dezenas de chicanas jurídicas, com uma legislação feita para punir apenas aos pobres, mas nunca aos ricos e poderosos.

Os motoristas de caminhão estão putos da vida, pois não aguentam mais pagar combustível que sobe, quando o preço internacional diminui, que a cada 50 km tem um pedágio, pois todos os motoristas somos obrigados a pagar dupla, triplamente, para utilizar as estradas, com impostos sobre combustíveis, sobre o veiculo, imposto federal, municipal, estadual, etc.

O povo brasileiro não aguenta mais um governo, incompetente, que só fez cagadas por mais de doze anos, invertendo a lógica da meritocracia, que não respeita direitos elementares, como o de propriedade, permitindo que índios, sem terras, sem vergonhas, possam invadir propriedades, fazendas, centros de pesquisa, depredem tudo, destruam pesquisas científicas de dezenas de anos, sob argumentos pífios e, o que é o pior, que tudo isso fique por isso mesmo, sem nenhuma investigação, sem nenhuma punição, sem nada.

O povo brasileiro não aguenta mais ver nosso dinheiro sendo enviado para países ditatoriais, como Cuba, Venezuela, Irã, etc, enviando bilhões de dólares do patrimônio público, através do BNDES, em contratos suspeitos, secretos, escondidos, quando este dinheiro poderia fazer muita diferença neste nosso pobre país, construindo hospitais, escolas, obras públicas por aqui, e não no estrangeiro, só porque os lideres desses países são amigos do presidente da Republica. Que dívidas contraídas por países ditos pobres sejam perdoados, como se nós tivéssemos dinheiro sobrando, para serem dados de presente para os chamados “países amigos”. Amigos de quem, cara pálida?

O brasileiro é um povo trabalhador, ordeiro, honesto, que ainda acredita nas leis e no direito.

Pelo amor de Deus, Dona Dilma Roussef: ouça o clamor das ruas... Nós queremos resgatar nossa auto-estima, nós queremos que vocês desocupem a moita, que deixem o poder para pessoas sérias, que tenham um mínimo de patriotismo, que pensem o país de uma forma mais correta, que parem de roubar, que parem de achar normal que possam criar leis e medidas e se locupletar com as benesses do poder ad eternum, que nós, os brasileiros trabalhadores e pagadores dos impostos, somos umas bestas quadradas que podem pagar a conta para sempre.

Pelo amor de Deus, Dilma: Caia fora!!! Suma-se daqui!!! Leve junto Lula, Mercadante, Genoino, Dirceu, etc..

Fora Dima!!!!

E viva o BRASIL!!!!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 21:40 | comentar | favorito
07
Mar 15

O OCASO DE UMA SIGLA

 

O OCASO DE UMA SIGLA.

A passagem do PT pelo poder, no Brasil, está terminando, (se Deus quiser) de forma melancólica. O partido que se arvorava de defensor da moral e dos bons costumes, que sempre saia para a rua, contra os desmandos, que foi um dos líderes do movimento pelas Diretas Já em 1984 e depois pelo impeachment do presidente Fernando Collor, com o movimento dos “caras pintadas” que culminou com o presidente saindo pela porta dos fundos do Palácio do Planalto, em 1992, teve sempre a marca registrada da militância petista, aguerrida, idealista, sonhadora.

O PT, que surgiu da junção dos metalúrgicos, com os intelectuais das universidades paulistas e os movimentos eclesiais de base, da igreja católica, formou um partido que, durante muito tempo, fazia campanhas políticas com dinheiro arrecadado em promoções, em galinhadas, pucheiros, churrascos e bingos. Os comícios, onde meia dúzia de barbudos, vestindo camisetas vermelhas com a estrela do PT, fazia um barulho infernal, com carros de som emprestado por sindicatos, ou de amigos e simpatizantes. Naquela época, seu já grande líder, Lula, aparecia com seu boné e as camisetas, pois era proibido se falar em ternos, em gravatas.

A militância, formada pela junção de diversas correntes, alguns trotskistas-leninistas, outros estalinistas, bolchevistas, socialistas e alguns poucos moderados, numa miríade de movimentos de esquerda, que vinham se abrigar no guarda chuva do partido, liberado pelos militares, nos estertores da ditadura militar. Demorou, mas aos poucos, foi conquistando algumas prefeituras, principalmente na região da Grande São Paulo, berço do partido. Mais um pouco, conquistaram prefeituras de grandes capitais e finalmente, Estados, como o Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e o Acre. Por fim, em 2002, após inúmeras tentativas, eis que surge Lula, o candidato da esperança, negando o seu viés comunista e socialista e prometendo um governo que seguiria as regras do mercado de capitais, mantendo a dinâmica da economia e suas matrizes, alcançadas pelo governo que lhe antecedera. Em sua “ Carta ao Povo Brasileiro”, o candidato Lula prometia que não mudaria as regras da macroeconomia, mantendo o cambio livre, o controle dos gastos públicos e as metas inflacionárias dentro de margens estritas. Em virtude do desgaste sofrido pelo governo de FHC, que havia passado por um momento grave, que culminou com o “apagão”, com a insuficiência de geração de energia elétrica, por falta de planejamento e por falta de chuvas que tornaram as represas vazias, o povo decidiu finalmente dar um voto de confiança em Lula e no PT.

E assim, começou um ciclo, que apesar de altos e baixos, navegou por um longo ciclo de bonança da economia internacional, com o surgimento da potência mundial chamada China, que consumia as nossas commodities com voracidade, elevando os preços dos nossos produtos de exportação, como carne, soja, minério de ferro e outros. Aliado a isso, o ciclo de crescimento mundial e a poupança dos países ricos tinham grande voracidade para investir em países emergentes, como o nosso, causando recordes sucessivos de alta em nossa bolsa de valores. Por último, a descoberta de reservas quase incalculáveis de petróleo, no pré-sal, fazia com que todos os brasileiros tivessem a sensação de que, finalmente, estávamos fadados a cumprir uma profecia de nos tornarmos uma grande potencia mundial e ocuparmos um lugar de destaque no cenário mundial. Em nosso front interno, o viés socialista de Lula, ampliava os mecanismos de distribuição de renda, unificando e aumentando os diversos programas sociais, criando o Bolsa Familia e outros programas similares. Todo esse cenário positivo, fez com que os brasileiros mudassem de classe social, ampliando o universo da classe média, e criando um mercado ávido por consumir produtos e serviços.

Quando começaram as denúncias de corrupção, com a CPI dos Correios, que culminou com o mensalão, as pessoas não tinham uma dimensão desse problema, que parecia circunscrito a alguns políticos ligados ao PT, mas não ao seu líder.

Quando terminava o seu mandato de oito anos, Lula não tinha candidatos à altura para sucedê-lo. Antonio Palocci, José Dirceu, José Genoino e tantos outros foram ficando pelo caminho, bombardeados por denúncias de corrupção e/ou envolvimento com o mensalão. Restou para Lula apostar num poste, chamado Dilma Roussef, com fama de gerente durona, que mandava calar os seus subordinados, mas tinha uma obediência canina ao grande líder. E assim, após campanhas maciças de marketing político, eis que surge a “Mãe do PAC”, o Programa de Aceleração do Crescimento, que mudaria para sempre o Brasil, com grandes obras e projetos de Norte a Sul, que nos colocaria, a jato, no primeiro mundo. E assim temos a primeira mulher a comandar o nosso país, uma ex-guerrilheira que havia sido torturada pela repressão militar, que nunca havia governado absolutamente nada, galgando rapidamente cargos na burocracia estatal, desde uma gerente do Estado do Rio Grande do Sul, promovida para Ministra da Energia, depois ministra da Casa Civil e finalmente, Presidente da República. Ou Presidenta como gosta de falar os petistas.

Dilma assume a presidência, mas não mandava absolutamente nada, com todo o ministério praticamente intacto, herdado de seu antecessor e padrinho político. Aos poucos, as denuncias de corrupção foram pipocando, derrubando um a um os seus ministros, e ela, num jogo de cena incrível, substituía imediatamente o ministro corrupto, colocando outro, do mesmo partido, do mesmo jogo que se vislumbrava, com os partidos aliados indicando ministros e diretores de empresas estatais.

Já perto do final do seu mandato, uma avalanche de denúncias, envolvendo a Petrobrás, tomou de roldão o cenário político e as notícias diárias, através da investigação da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Associado a isso, denúncias de compra super (hiper) faturado de uma refinaria nos EUA, a de Pasadena, na época em que Dilma era a presidente do Conselho de Administração da estatal do petróleo.

Começam as eleições e Dilma, baseado nas técnicas de marketing, vende a imagem de uma pessoa que iria manter todos os privilégios que levaram a classe média ao paraíso. Vence Aécio Neves por margem estreita e toma posse para um segundo mandato.

Estamos hoje com dois meses completos do segundo governo de Dilma, e o que vemos hoje é uma presidente que despencou nos índices de popularidade, mostrando que suas ações, fazendo tudo aquilo que havia atribuído como ações do seu adversário político, era uma grande mentira e portanto, a população que votou nela se sente enganado, ludibriado e traído.

A eleição de Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados, um desafeto antigo de Dilma, foi um dos fatos históricos relevantes neste momento político. Ao tomar decisões que contrariam os interesses do Palácio do Planalto, o poder legislativo finalmente tem tido algum poder de fiscalizar e oferecer um contraponto à conduta ditatorial da presidente.

A grande verdade é que Dilma brincou de ser presidente durante 4 anos. Bolou ideias mirabolantes, de controlar a inflação segurando o preço dos combustíveis, de baixar o preço da conta de luz por decreto, de continuar incentivos fiscais para determinados setores da economia, com favorecimentos de alguns empresários e grupos, com o dinheiro barato do BNDES. Esta gastança desenfreada causou um total desequilíbrio nas contas públicas. Estamos agora, começando a pagar a conta dessas “cacas” econômicas feitas por Dilma, no seu primeiro mandato. E ela está hoje completamente isolada, sem o apoio do PT, pois sempre foi vista com desconfiança por este partido, já que durante mais de 20 anos fora militante do PDT, sem um apoio parlamentar digno de nota, mesmo tendo leiloado 39 ministérios entre os ditos “partidos aliados”; sem apoio popular, com sua popularidade cada dia em queda, sem saber lidar com as dificuldades e sem apoiar com firmeza a sua única tábua de salvação que tem hoje, que é o seu ministro da Fazenda Levy, o único dentre os 39 que pode ser chamado de ministro, que precisa conduzir um processo de endurecimento e tomar medidas impopulares, para tentar resgatar a credibilidade econômica perdida ao longo do tempo. Com a inflação em disparada, com a economia em franca recessão, com o desemprego disparando, com o dólar em disparada, o cenário político e econômico para Dilma tem sido o pior possível.

Com o país parado politicamente, com as principais figuras da política emparedadas pela Operação Lava Jato, com as denúncias de corrupção pipocando todos os dias, com o povo saindo para a rua, restam poucas alternativas para Dilma. Neste momento, de “salve-se quem puder”, o criador de Dilma, Lula, parte para o tudo ou nada, convocando as milícias guerrilheiras do MST para o combate.

A figura de Lula, que já foi considerado um dia um grande estadista, mostra hoje a sua verdadeira face, de verdadeiro responsável por toda a roubalheira que se instalou nas empresas estatais pelo país, com os esquemas de corrupção institucionalizada que dilapidou o patrimônio público, permitindo o enriquecimento dele e de sua família. As suas últimas atitudes, de jogar a população uns contra os outros, dividindo o país em nós e eles, em nordestinos contra sulistas, em ricos contra pobres, em esquerda contra direita. Esse divisionismo, que só interessa a Lula e ao seu projeto de se perpetuar no poder, está se tornando um jogo extremamente perigoso. Ao incitar os seus aliados, infiltrados nos movimentos populares como o MST e os sem teto, para sair às ruas e combater a população, está criando um caldo de cultura, que pode culminar com uma guerra civil.

O maior perigo que ronda o país hoje, num momento histórico sem precedentes, com uma presidente despreparada, fraca, isolada e enclausurada no palácio, com medo de sair às ruas e ser vaiada e achincalhada, cercada de lobos por todos os lados, sem poder confiar em ninguém, com uma equipe de governo totalmente despreparada, com os políticos emparedados pela denúncia do escândalo da Petrobrás, com a população revoltada pelo engodo da campanha política e com os movimentos de esquerda armado até os dentes, com equipes dos movimentos populares treinados com táticas de guerrilha, com os militares em alerta máximo nos quartéis, tudo isso está cheirando a sangue!

A única alternativa viável neste momento, para desarmar todas essas armadilhas, seria a renúncia de Dilma Roussef. Seria a única forma de, por vias democráticas, permitir que os políticos fossem julgados, que a população se unisse para criar um governo de coalizão e buscar alternativas e saídas para as inúmeras crises que se instauraram no país.

Rezemos para que a presidente tenha um gesto de grandeza (talvez o único momento de lucidez em sua vida) que salve a nação brasileira. Tudo que nos resta neste momento é pedir a Deus que inspire essa mulher a ter o seu momento de realeza. Oremos...

publicado por drtakeshimatsubara às 14:01 | comentar | favorito
31
Out 14

DEUS TENHA PIEDADE DE NÓS

Vivemos a era da internet. A era onde as informações são imediatas, curtas e fugazes. O que você postou no facebook ontem, hoje já é notícia velha, qual pão amanhecido, que deve ser descartado. Os pensamentos e as deduções são curtas, rasas e imediatistas. As frases são telegráficas e criamos códigos para palavras, para facilitar a digitação nos teclados dos celulares e smartphones. Criamos o microblog, onde temos que sintetizar o pensamento em no máximo 100 caracteres.

Temos visto cada barbaridade serem postadas na internet nos últimos dias, após a derrota de Aécio Neves para as eleições presidenciais, que me causam uma profunda inquietação. Culpam a derrota de Aécio aos nordestinos, aos portadores do Bolsa Família, aos pobres, aos incultos, etc..

Em minha modesta opinião, o contraponto que permeou a eleição deste ano, para a maioria, não foi a corrupção, não foram os escândalos da Petrobrás, ou mesmo a ameaça de ditadura comunista que o Partido dos Trabalhadores teima em tentar implantar neste país. O embate político que tem acontecido nas últimas 5 eleições, portanto há 20 anos, é o embate entre o PT e o PSDB. Este último ficou no ideário popular, com a imagem de um partido de direita, que prega o neoliberalismo econômico, com a ideia do Estado mínimo, que quer privatizar todas as empresas estatais, que aposta apenas no livre mercado e na desestatização do país. O discurso de Aécio Neves, pregando um novo modelo de governar o país, com mais seriedade, com cortes dos cargos comissionados, com a diminuição do número de ministérios do governo, não tiveram repercussão nenhuma diante do eleitorado. Por isso, a eleição não se decidiu no nordeste, mas em cada Estado, em cada cidade, dentro das mesmas casas e dos nossos locais de trabalho. Não foram os pobres e os bolsistas que definiram estas eleições, mas o modelo econômico adotado pelo Partido dos Trabalhadores, assistencialista, que multiplicou a contratação de funcionários públicos e promoveu uma maior distribuição de renda. As pessoas que são contrárias a esse assistencialismo dizem que devíamos ensinar a pescar em vez de dar o peixe para a população, mas para quem vivia no estado de total abandono, à margem da sociedade, o simples fato de ter um governo que estendesse pelo menos um olhar sobre ele, representou muito, conquistou seu coração e o seu voto. Embora o modelo de distribuição seja questionável é algo que o país precisava, naquele momento histórico.

Como tenho frisado nos últimos dias, vivemos numa democracia e temos que respeitar a opinião da maioria, mesmo que não concordemos com ela. Mesmo que para uma parte importante, quase a metade dos votantes do segundo turno, nas eleições presidenciais, a corrupção que grassou em todos os níveis do governo, das empresas estatais e que tem sido comprovados diuturnamente, sejam fatos de extrema gravidade e que portanto devemos trocar os mandatários do país,, termos uma alternância de poder. Vemos diariamente os membros mais radicais do Partido dos Trabalhadores criando mecanismos para implantar um governo dos sovietes, dos tais conselhos populares em todos os níveis. Vemos que a imprensa está amordaçada, ameaçada pela força do poder estatal de financiar as propagandas e a distribuição de verbas publicitárias para as empresas que lhe são dóceis. Vemos que o equilíbrio dos poderes está ameaçado, pois quando nós perdemos a confiança no julgamento isento dos magistrados do Supremo Tribunal Federal, quando vemos que um advogado que defendeu o PT a vida toda se torna o presidente do Tribunal Superior Eleitoral ele perde a confiabilidade e a isenção necessária para a ocupação de tão importante cargo.

Enfim, estamos com o país dividido ao meio. Nas mesmas famílias, temos irmãos que têm opiniões diferentes, cada um defendendo o seu candidato e partido e criticando, menosprezando e ofendendo o partido e o candidato adversário.

A grande verdade é que Lula fez um bom governo, conseguiu avançar no assistencialismo e na distribuição de rendas, sem mexer nas regras e nos pilares da economia, implantados por FHC e o seu governo, no segundo mandato, alem de ter tido a sorte de governar num período de extrema bonança da economia internacional, com o crescimento acelerado da China que comprou os produtos que nós tínhamos para vender, as tais commodities, ( soja, minério de ferro e carnes). Havia dinheiro sobrando na praça, e um grande volume de reserva externa foi investido na bolsa de valores e nas empresas do país. Porém os seus possíveis sucessores foram um a um sendo esmagados por escândalos e foram saindo de cena. Com isso, Lula ficou sem alternativa para indicar um sucessor ao término do seu mandato, tendo que indicar um poste, uma pessoa que tinha surgido do nada, que nunca havia governado ou tido qualquer mandato eletivo, que nunca passara pelos crivos das urnas. Com a popularidade em alta, Lula transferiu votos para o seu poste, Dilma, transformando-a na presidente do país. Mas ficou evidente, nestes quatro anos, que o poste não tinha nenhum preparo, não tem a personalidade afável do seu criador, não tem enfim, nenhuma das características que fazem os grandes líderes. Tivemos, durante o período eleitoral, um verdadeiro massacre de Dilma pelos outros candidatos, evidenciando o seu despreparo, a sua falta de controle emocional, o destempero e a incapacidade de lidar com momentos de tensão, somente repetindo frases feitas e números assoprados por seus marqueteiros e conselheiros políticos, sem ter anunciado nenhuma proposta de governo para corrigir os rumos do país. Aliás, pela sua fala, o seu governo foi maravilhoso, a economia está bombando, (só não está melhor por culpa do mercado externo) a inflação está controlada ( quase 7% ao ano, muito acima do teto máximo aceitável, o desemprego está em baixa, enfim, vivemos no País das Maravilhas na sua ótica. Não tem portanto que corrigir nada... Outra coisa que ficou evidente é o distanciamento entre o criador e sua criatura, entre Lula e Dilma, nestas eleições. Devido à sua personalidade teimosa e obstinada, Dilma não tem ouvido os conselhos do seu grande líder, compondo, para o seu segundo mandato, uma equipe com nomes que não gozam da simpatia de Lula.

Mas qualquer tentativa de impor um impeachment para Dilma neste momento, baseado apenas em uma matéria da revista Veja, sem que esteja provada a materialidade do crime, torna-se em verdade um golpe. Este é o momento de se lamber as feridas, de nos recolhermos à nossa derrota, com tranquilidade, aguardando o desenrolar dos fatos, fiscalizando as ações do governo, criticando, sugerindo, brigando. Mas tudo dentro das regras da democracia.

Qualquer tentativa golpista mal fundamentada irá apenas acirrar a divisão e os ânimos de ambos os lados, podendo desencadear uma guerra civil ou algo mais grave, como um golpe militar, que não podem prosperar, pois teriam consequências drásticas, muito piores do que o inferno que temos vivido.

Aguardemos com tranquilidade o prosseguimento desta crise. E vamos rezar bastante, para que o nosso Pai possa inspirar os nossos governantes e os nossos líderes, para uma saída pacífica e indolor desta crise que estamos vivendo. Oremos...

publicado por drtakeshimatsubara às 14:38 | comentar | favorito
06
Out 14

PORQUE EU VOTEI EM AÉCIO NEVES

PORQUE EU VOTEI EM AÉCIO NEVES

 

 

Houve um tempo, em que acreditei que seria possível mudar o mundo através das ideias, que precisávamos ser mais justos, diminuir a desigualdade social, promover uma melhor distribuição de rendas, de modo que não houvesse este abismo social, que divide o Brasil em dois brasis, um rico, que anda de BMW e Mercedes, come nos melhores restaurantes, voa de jatinhos e helicópteros de alto luxo, passa temporadas de férias em Aspen, ou Paris. Outro Brasil pobre, que sobrevive em palafitas, abandonado à própria sorte, sem assistência nenhuma do poder público, que fica em filas intermináveis dos postos de saúde, à espera de um atendimento e de um exame que nunca vem. Achava que para diminuir essa desigualdade, seria necessária uma atitude de governo, um sistema socialista, onde o governo cobraria impostos mais altos dos milionários e os distribuiria às camadas mais pobres da população, em forma de serviços públicos de qualidade.

Fui desde a época de estudante de Medicina no ABC paulista, um simpatizante das teses e ideias do PT, pois as falas de seus líderes iam de encontro às minhas ideias e à minha ideologia política. Acreditava num mundo mais humanizado, mais justo, mais correto, onde os políticos da direita eram nossos inimigos ideológicos, que seriam varridos do mapa, numa avalanche das pessoas mais pobres e politizados, que saíam as ruas vestindo camisetas e bandeiras vermelhas, gritando palavras de ordem e hinos socialistas.

Quando Zeca do PT assumiu o governo de Mato Grosso do Sul, havia prometido acabar com os coronéis, que há décadas ditavam os rumos da política do nosso Estado, se locupletando com os esquemas de evasão dos impostos, enriquecendo a olhos vistos nos vários esquemas com empresas cerealistas e distribuidoras de petróleo. Mas já no primeiro mês, em nome da governabilidade, Zeca se aliou ao principal coronel de nossa política, que, oriundo de uma cidade do interior, dominava todos os principais postos chaves no esquema arrecadatório da Secretaria de Fazenda. Naquele momento, a minha crença na ideologia petista começou a ser abalado.

Quando Lula foi eleito presidente, chorei de alegria, pois era a consagração da tese de um país novo, onde um pau de arara que fugira da seca, se tornara líder sindical e principal representante da ideologia de esquerda, que através do voto, conseguiu assumir o poder maior do país. Nos primeiros meses, quando ele manteve todos os principais dogmas econômicos que havia sido adotado por FHC, achei que ele estava mostrando prudência e que isso era positivo. Mas da mesma forma que Zeca do PT, Lula se aliou aos políticos que representavam tudo aquilo que nós, idealistas, mais combatíamos, que era o fisiologismo puro, a corrupção e as famílias que se perpetuavam desde os tempos da ditadura nos Estados, como José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e tantos outros, distribuindo ministérios a aliados dessas raposas da política. Naquele momento, a luz vermelha se acendeu em minha cabeça e via, com tremendo desgosto, que as teses que por décadas eram propagadas pelos políticos do PT, só eram válidas enquanto era oposição. Que no poder, eles faziam o mesmo, ou até pior, que todos aqueles que haviam sido combatidos no passado.

Após uma breve passagem de seis meses como secretário de saúde do município, governado pelo PT, de 2002 a 2003, saí com um infarto e com a certeza de que a ideologia de esquerda era uma utopia, que não dava para ser colocada em prática, pois não se consegue governar nada com um partido que não resolve os problemas administrativos de governo, realizando reuniões intermináveis, que sempre acabam com a marcação de uma próxima reunião para continuar a discussão, mas nunca se toma decisões que coloquem em execução essas ideias. Pedi para me desfiliar do partido. Logo em seguida, começou a pipocar os escândalos de corrupção no governo do PT, com a CPI dos Correios, do mensalão e por aí a fora.

Hoje, temos a certeza de que o PT e os seus líderes traíram todos os seus princípios éticos e ideológicos. Foram com muita sede ao pote e se lambuzaram, sem cerimônias, fazendo tudo aquilo que sempre combateram de forma desbragada e infame. Apossaram-se das chaves do cofre do Estado e usaram o bem publico como algo pertencente ao partido, ao governo, a si próprios, distribuindo benesses com o dinheiro público, se apossando de cargos, em empresas estatais e criando centenas de milhares de cargos comissionados para alojar os militantes e os políticos e indicados por estes. Distribuíram milhões de bolsas famílias, criando uma legião de pessoas que perderam todo e qualquer objetivo de trabalhar, de crescer na vida, de lutar pelo sustento dos seus, pois mensalmente o cartão permite uma renda, que é multiplicada pelo numero de filhos, permitindo que atingissem rendas superiores ao salário mínimo sem nenhum esforço. Isto inverteu os valores, pois bobo é aquele que trabalha, pois é possível ganhar dinheiro sem fazer nada, só tomando tereré e conversando fiado, que o dinheiro e a comida da casa são garantidos pelo papai Lula e a mamãe Dilma.

Este último governo de Dilma Roussef se caracterizou pelos piores índices dos tempos republicanos, em termos de crescimento econômico. Só conseguiu ser equivalente ao governo de Floriano Peixoto, o presidente que sucedeu ao Marechal Deodoro da Fonseca, logo após a proclamação da República, e que herdara um país totalmente quebrado, com os fazendeiros indo a bancarrota com a libertação dos escravos e com as mudanças de governo. Enquanto países como a China cresciam a índices de 8 a 10% ao ano, o Peru crescia a 6% e o Brasil, cresceu menos de1% por ano, na média dos 4 anos de governo da presidente (quem fala presidenta já denuncia sua ideologia petista).

O programa Mais Médicos, foi todo formulado desde o início para se trazer médicos cubanos para o país. Aliás, escravos cubanos. O governo Dilma e o ministro da Saúde Alexandre Padilha passaram como um trator sobre toda a legislação que rege o exercício da medicina, e a legalização de médicos estrangeiros para exercer a profissão no país. Jogaram no lixo todas as leis que regulamentam a fiscalização da Medicina pelos Conselhos Federais e Regionais de Medicina. Estão destruindo todos os mecanismos de formação de residentes e especialistas, além de permitir a abertura de faculdades de medicina sem nenhum critério ou fiscalização. Gostaria de saber se Dilma vai ser tratada por um médico cubano no posto de saúde ou se vai ser atendida pelos residentes sem nenhuma supervisão, nos hospitais públicos. Gostaria de saber se você se sujeitará a ser tratado por um médico formado numa escola onde não tinha hospital, nem professor, nem laboratório, não tinha nada, só um quadro negro carteira e giz. onde médicos despreparados vão poder exercer a mais sagrada das profissões sem saber tratar doenças simples, sem saber examinar, sem saber avaliar exames, nada. Será um pouco melhor que um prático de farmácia, que diz que toda febre é por inflamação de garganta e passa antibiótico, sem saber direito o que está tratando.

O governo do PT se especializou em ir, aos poucos, minando as estruturas, nomeando juízes sem nenhum preparo para serem ministros do Supremo Tribunal, só pelo fato de terem prestado serviços ao partido e serem fiéis aos desmandos da presidente. Conquistou uma maioria na Câmara e no Senado através da compra deslavada dos políticos de diversos deputados e senadores, A base da democracia prega que os três poderes são independentes e um fiscaliza a ação do outro. Pois temos uma ditadura de esquerda, onde os outros dois poderes são comandados pelo Executivo. Alem disso, os meios de informação, principalmente a imprensa, é o tempo todo assediado pelo poder econômico, direcionando a verba de propaganda para empresas e jornais que falem bem ou não falem tanto mal do governo, criando distorções que sói ocorrer em verdadeiras ditaduras.

Por tudo isso, há três eleições que eu não voto mais nos candidatos do PT. Votei em Aécio Neves para presidente, nesta eleição, pois após 12 anos de poder nas mãos dos petistas, temos que renovar, tentar um modelo diferente, onde o governo interfira menos na economia, onde o paternalismo seja deixado de lado e se privilegie a capacidade e a competência, ao invés de nivelar tudo por baixo. Chega de cotas que estão destruindo as nossas universidades, ao permitir acesso de pessoas totalmente despreparadas, verdadeiros analfabetos nas vagas públicas. Chega de distribuir o nosso dinheiro para empresas de amigos do poder, desperdiçando o nosso tesouro com empresas que viram fumaça.

Por tudo isso, eu tenho a esperança de que precisamos mudar e a única proposta de mudança que se viabilizou nestas eleições é o PSDB de Aécio Neves. Nós colocamos o PT no poder. É chegado o momento de mandar Dilma e companhia para casa e mudarmos o modo de lidarmos com a coisa pública: Com mais seriedade, tratando com parcimônia e evitando que o Estado interfira em todos os setores, de maneira incompetente e aja de forma paternalista.

Vamos mudar? Vamos eleger Aécio Neves presidente do Brasil.

 

 

publicado por drtakeshimatsubara às 15:40 | comentar | favorito