OBESIDADE

OBESIDADE

A obesidade está se tornando um problema de saúde importante na faixa etária pediátrica.
Cada dia que passa, aumenta o número de crianças e adolescentes acima do peso.
A base genética dos pais e familiares é, sem dúvida, muito importante como causa de obesidade. Mas ela não é a única causa. Certamente, erros cometidos pelas famílias, principalmente pelos pais, contribuem decisivamente para aumentar o número de gordinhos nos dias de hoje.
Nos primeiros dias de vida, após o parto, a criança tem como meio de comunicação, quase que unicamente o choro. Ele chora por tudo e por qualquer coisa. Se sente frio, ou se está com calor, se está com fome, ou dor de ouvido, ou cólica na barriga; se ele quer colo para receber um chamego; ou ainda se está com a fralda suja ou apertada, enfim, por qualquer coisa que ela queira dizer, ela o faz através do choro. A mãe, insegura com o choro, acha que o filho está com fome e coloca o peito em sua boca. Ou a mamadeira. Com isso, a criança começa a associar que, qualquer que seja o problema, isso se resolve através da comida. Esta resposta errada a uma solicitação da criança é o princípio que gera esse grave problema de saúde pública que enfrentamos diuturnamente nos consultórios e ambulatórios país afora. A obesidade por sua vez, gera uma ansiedade imensa na criança, que sempre quer comer por tudo. E comendo, ela fica mais ansiosa, criando um círculo vicioso
Outra causa importante é o erro na escolha do alimento. Devido à propaganda maciça nos meios de comunicação, seja nos intervalos ou mesmo fazendo merchandising nos programas infantis, as crianças aprendem desde cedo a pedir a bolacha recheada, o hambúrguer com batata fritas, o refrigerante, o doce, etc. Tudo muito gostoso, mas recheado de gordura trans, altamente calórico e que engordam pra burro!
Outra causa é o sedentarismo. As crianças não gostam de fazer exercícios. Ficam o dia todo frente ao computador, assistindo televisão, jogando videogame, deitados ouvindo seus mp3players, brincando com seus celulares e nada de gastar energia. Essa energia que não é gasta se acumula em forma de gordura. Isso causa obesidade.
Precisamos aprender a prevenir a obesidade no bebê. Ensinar `as famílias e aos familiares que o bebê gordinho pode até ser bonitinho, mas que aquilo não é saudável. Que uma vez que nós tenhamos ensinado o bebê a se alimentar de forma errada, aquilo vai aumentar o número de células de gordura no seu corpinho e isso ele não perderá nunca mais. Mesmo que ele faça regimes a vida toda, qualquer descuido e aquelas células de gordura se encherão novamente, tornando-o obeso. É uma luta inglória em que a vitória quase nunca acontece. Aliás, até aqui, a Medicina tem conseguido poucas e parcas vitórias contra a obesidade. Quando ela acontece, o mérito é quase que exclusivamente do paciente, que conseguiu fechar sua boca para a tentação da gula e seguiu em frente, comendo muita alface e deixando de lado as delícias do chocolate, do doce, da gordura da picanha e por aí afora.
Portanto, se nós não fizermos nada, nos próximos anos, teremos uma epidemia de obesidade e, consequentemente, muita gente morrendo cedo demais, aos vinte, trinta ou quarenta anos,por problemas que se seguem, como o diabetes, pressão alta, infarto do coração e derrames. Precisamos, urgentemente, atuar em todas as frentes para combater esse mal e, principalmente, prevenir sua ocorrência.

publicado por drtakeshimatsubara às 01:29 | comentar | favorito