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Fev 11
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Fev 11

EDUCAÇÃO II

EDUCAÇÃO II Aproveitando o comentário formulado por Ana Helaisa, formulei esta resposta, que passo a compartilhar com os meus amigos. Quando minha esposa Silvia leu o post, “EDUCAÇÃO”, ela detestou, pela cara que fez, pois sinto que ela achou que fui muito condescendente com os educadores, enchendo muito a bola destes profissionais, quando ela, que trabalha na área, sabe que existem poucos bons professores e muitos professores ruins, que não querem saber de aproveitar as formações que lhes são oferecidos, que não querem saber de mudar seus métodos jurássicos de ensinar. São profissionais que vão empurrando a vida com a barriga, um dia depois do outro, esperando a aposentadoria com 25 anos de trabalho, para, aí sim, poderem, talvez, fazer aquilo que gostariam de ter feito, ao invés de dar aulas... Acho que, em todos os setores, temos bons e maus profissionais. Na Educação, temos muitos profissionais frustrados, que não conseguem passar entusiasmo para seus alunos e com isso, acabam prejudicando a formação e o desempenho dos seus discípulos. Mas acho que, conforme disse no Post, nós precisamos daqueles que atuam com a alma, com o coração, antes de serem racionais. Quando atuamos com paixão, entregamos uma energia naquilo que fazemos, que contagiam as pessoas à sua volta. Acho que infelizmente, a idade em que escolhemos nossa profissão, por volta dos 17 a 20 anos de idade, é aquela onde estamos ainda muito imaturos, e escolhemos nossa carreira por impulso, por ouvir dizer, de "orelhada". Na grande maioria das vezes, ao se terminar o curso, a pessoa sente que não era bem aquilo que ela gostaria de fazer a sua vida toda. Mas aí, vem o comodismo de seguir o caminho já inicialmente trilhado, e as pessoas continuam o curso, alguns fazendo mestrado, doutorado e outros avanços profissionais, mas sem o total envolvimento emocional. Com isso, tornam-se professores das faculdades, mas de péssima qualidade. Acho que, nem por isso, devemos achar que a profissão de professor é ruim em si mesmo. Acredito que aquilo que eu escrevi no Post é a minha visão de futuro, de um objetivo a ser alcançado, com o professor sendo muito bem remunerado, valorizado pela sociedade, recebendo uma formação continuada para poder se manter atualizado, aplicando as ferramentas modernas que a computação, as mídias e o uso misturado de velhas ferramentas, poderiam proporcionar ao ensino. Será um sonho termos num futuro próximo, professores de primário que dessem 4 horas de aula em toda a sua jornada de trabalho, com 4 horas para eles aplicarem no seu estudo, que tivessem formação com mestrado, doutorado, pós-doutorado, e pudessem receber uns $10 mil dólares de salário por isso? Será um sonho impossível? Bem, a Coréia do Sul e o Japão estão fazendo isso há uns 40 anos e têm dado certo, caprichando na formação de suas crianças desde o ensino primário, com aulas em período integral, mesclando aulas tradicionais, como português, matemática, física, biologia, etc, com aulas como teatro, dança, música, artesanato e outras, fazendo com que ao atingir o nível universitários seus alunos possam estudar em universidades que são centros formadores de altíssima tecnologia, cuja pesquisa gera conhecimento que são transferidos para as grandes corporações que ajudam a pagar os salários dos professores pelas suas experimentações realizadas. Nós brasileiros, temos um traço cultural que, ao mesmo tempo em que é a nossa fraqueza, é a nossa maior riqueza, ou seja, somos um povo aberto, sem preconceitos, que absorve as culturas que vêm de fora, misturando tudo, naquilo que eu chamo de “sincretismo brasileiro”. Por exemplo, o “sushi”, prato tipicamente japonês, foi incorporado pela culinária brasileira, de tal forma que, em qualquer região do país que se vá, temos um restaurante de comida japonesa. Porém, a característica principal, é que o sushi brasileiro incorporou o tempero brasileiro, acrescentando a manga, o kiwi, o queijo e a goiabada, enfim, o nosso sushi é um prato de origem japonesa, feito com peixe cru, que incorporou um traço brasileiro, enriquecendo-o e tornando-o um prato diferente do original japonês. Isto me enche de esperança de que possamos dar o nosso salto, copiando o modelo dos países desenvolvidos, mas colocando um tempero brasileiro, que tornaria nosso modelo educativo apropriado ao nosso clima tropical. Acho que as pessoas que lêem este blog acham um absurdo tudo isso que escrevo, um delírio de um sonhador utópico e que vive no mundo da fantasia, não no mundo real. Mas, se olharmos a história brasileira, vemos que nossa história, na verdade, se resume a menos de cem anos. Tirando alguns Estados litorâneos e cidades costeiras, o nosso interior era um deserto despovoado, até o início do século XX. As estradas paulistas foram iniciadas em 1930 e a industrialização para valer na Grande São Paulo, começou na década de sessenta. As principais cidades do nosso Estado, bem como o Estado do Paraná, Mato Grosso, Rondônia, têm menos de setenta, cinqüenta anos. Somos um país muito jovem, que estamos nos fazendo, criando uma cultura própria aos poucos, misturando traços raciais e culturais de diversas origens. Com isso, quando reclamamos que somos um país atrasado, temos que nos lembrar que as Universidades do Chile, do Peru e da Argentina, têm centenas de anos, enquanto nossa escola mais antiga foi fundada por Dom João VI, em 1808. Há cem anos, Buenos Aires era uma cidade cosmopolita, com todos os traços de uma cidade européia, cuja riqueza oriunda da exportação da carne, gerava uma sociedade culta, rica, que apreciava óperas, dança clássica, teatro, cafés, e livrarias cheias, enquanto São Paulo, tinha menos de 60 mil habitantes. O Rio de Janeiro, há 200 anos, quando da sua independência de Portugal, contava com menos de 300 mil habitantes. Portanto, se olharmos para trás, vemos que na verdade, nós avançamos demais, em tão pouco tempo. Por isso, quando reclamamos de tudo, de nossa saúde pública, da Educação, da segurança pública, temos que avaliar com uma lente menos pessimista e mais realista. O nosso sistema de saúde pública, o SUS, tem 20 anos desde a sua implantação. Em virtude de tudo isso, acho que devemos manter as esperanças de dias melhores, apostando nos bons, naqueles que trabalham com o coração, que se dedicam de corpo e alma àquilo que fazem. Devemos, sabendo de tudo isso, manter nosso olhar crítico, mas ao mesmo tempo, esperançoso, de que dias melhores podem pintar no nosso futuro, desde que nós façamos nossa parte e lutemos para que isso se torne realidade. O Brasil sempre foi tido pelos estudiosos de Economia como o país do futuro, que um dia tornar-se-ia uma grande potência econômica no mundo. Pois bem, o futuro chegou. Precisamos correr para não perdermos o bonde da história.
publicado por drtakeshimatsubara às 04:11 | comentar | ver comentários (2) | favorito
15
Fev 11
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Fev 11

EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO Recentemente, ao participar de discussões do blog do Valfrido Silva, www.valfridosilva.com, deparei-me com uma situação inusitada. Uma das comentaristas pede ao moderador que bloqueie as postagens de pessoas que escrevem com muitos erros de caligrafia e gramática. Ela própria, porém, cometeu alguns crimes contra a nossa língua pátria e isso gerou uma série de discussões acaloradas, com alguns defendendo a liberdade de expressão e o respeito pelas pessoas que têm dificuldade em se expressar, e outros descendo o “cacete” nos ditos analfabetos e em seus defensores. Eu fiz um comentário, criticando a forma preconceituosa como a comentarista havia se comportado, ao desrespeitar as limitações de uma pessoa que tinha uma formação insuficiente em português, não sei se por falta de anos de estudo ou falta de interesse ou mesmo por problema de algum distúrbio neurológico, sei lá... Porém, o fato gerou uma série de comentários, alguns a favor de minhas colocações, outro criticando o fato de eu, um médico, estar defendendo o analfabetismo. Uma das comentaristas, inclusive, imputou à classe médica o erro de se injetar vaselina numa paciente em São Paulo, o que ocasionara a sua morte, porque segundo ela, médico não sabe ler... Sabemos que o português é uma língua complexa, com inúmeras conjugações verbais, com uma gramática complicada e cheia de regras, com grafias diferentes para palavras que têm o mesmo som, mas sentidos totalmente diferentes, dependendo de uma diferença em uma ou outra consoante. Mesmo pessoas, ditas cultas, às vezes, cometem erros pueris de gramática ou de grafia. Parece-me que a única maneira de se aprender o português de uma maneira definitiva, é a leitura constante. Ao se ler centenas ou milhares de livros, acabamos inconscientemente, aprendendo a grafia correta das palavras, a concordância verbal, a colocação correta dos pronomes, etc. Porém, uma das grandes deficiências de nosso povo é justamente a falta de hábito da leitura. Ao se tentar obrigar os alunos a ler os livros de José de Alencar, Aluízio de Azevedo, Euclides da Cunha, Machado de Assis e outros, na verdade, na sua grande maioria, os professores acabam criando uma rejeição pela leitura, pois a grande verdade é que esses autores são um “saco”, livros que somos obrigados a valorizar por fazer parte da nossa literatura, mas que na verdade, são de difícil assimilação ou de uma grafia rebuscada e de difícil compreensão para os nossos jovens destes tempos modernos. A leitura tem que ser algo prazeroso, não uma obrigação. Precisamos incutir nas crianças, desde a mais tenra idade, a capacidade de se entrar no mundo imaginário, no reino da fantasia, que somente uma boa leitura nos proporciona. Em alguns países, como o Japão, as pessoas têm o hábito de carregar livros de bolso para onde quer que se vá. Nas praças, nos trens, nos ônibus, enfim, em qualquer tempo livre, os cidadãos estão lendo os seus livros. Isto cria uma cultura, onde as livrarias são em grande número, muito freqüentadas e as impressões de livros são feitos aos milhares, barateando o custo de cada exemplar. É claro que isto é fácil, num país onde 90% da população têm nível universitário e o analfabetismo é algo inexistente. O nosso grande desafio para este século é zerarmos o nosso índice de analfabetismo. As nossas escolas primárias têm que rever o seu modelo, pois temos muitas escolas onde o índice de analfabetismo funcional é imenso, ou seja, o aluno chega à quinta série, mas não consegue escrever um ditado, ou mesmo interpretar um texto. Teoricamente ele está alfabetizado, sabe escrever o “beabá”, mas não consegue entender o que escreveu ou leu. As escolas estaduais de nosso Estado cometeram um crime, ao criar o modelo seriado, onde os alunos, mesmo que cheio de deficiências, não podia ser reprovado e era empurrado para frente, sem saber ler, escrever ou fazer contas. Com isto, com o passar dos anos, aumenta assustadoramente o índice de evasão escolar, com turmas cada vez menores, conforme vai se aumentando os anos escolares. A Educação é o grande desafio deste país que almeja se tornar uma superpotência mundial neste século, com o crescimento de nossa economia com taxas próximas aos dois dígitos, extremamente aquecida, com oferta ampla de empregos, mas cujas colocações de melhor remuneração ficam às vezes sem serem preenchidas, por falta de candidatos qualificados. Dizem que para melhorar a nossa Educação é necessário aumentar o salário dos professores. Em minha humilde opinião, isso somente não vai melhorar a qualidade de nosso ensino. Acho que o primordial é a valorização do profissional do ensino, e isso não se resume em aumentar os seus rendimentos. Esta valorização se inicia pelos salários também, sem dúvida, pois hoje, os salários pagos pela jornada de 4 horas são irrisórios, assemelhando ao salário de profissionais sem nenhuma formação acadêmica. Porém, mais do que aumentar somente os salários, é preciso que toda a sociedade passe a enxergar o professor e o profissional da educação, como alguém que é fundamental para a formação de nossa sociedade e do nosso conceito de cidadania. Que respeitemos este profissional, e ensinemos os nossos filhos que eles têm que ser vistos como os mestres que complementarão a sua formação, da mesma forma que queremos que os nossos filhos nos respeitem como pais. Não podemos, enquanto pais, permitir que os nossos filhos respondam de maneira mal educada às colocações e cobranças dos professores. É inaceitável que o professor chegue ao final de sua carreira com a grande maioria delas frustrada, com quadros depressivos, “encostados no INSS” ou aposentados por invalidez, como têm ocorrido nos dias atuais. Eu que trabalho na Perícia médica do INSS, fico impressionado com o número de professores e professoras de meia idade, a grande maioria com síndrome de “Burn-out” ou depressão, com crises de fobia somente de pensar em enfrentar uma sala de aula, lotada de jovens malcriados, que conversam nas salas, que não respeitam seus pedidos de permanecerem quietos e que não ligam a mínima para aquilo que o professor está tentando ensinar. Quando a escola chama os pais para reclamar dos seus filhos, eles reagem com indiferença, dizendo que o problema não é deles pais, mas sim da escola... Ou então, dizem ser um absurdo o professor ou a escola querer suspender o seu filhinho querido, que na sua casa é uma criança exemplar e que a falha está no professor, que não sabe dar aulas e cativar a atenção dos seus alunos... Para início de conversa, teríamos que criar escolas para pais. Precisaríamos repensar este nosso modelo condescendente e permissivo, onde todos passam as mãos na cabeça de todos, onde o excesso de legislação, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Leis contra isso ou aquilo, a Lei que torna um crime dar umas palmadas nos filhos, enfim, precisamos rever todo esse lixo criado para amedrontar os pais e torná-los incapazes de educar seus filhos, diante do medo de ser repreendido pelo Conselho Tutelar por tentar uma medida educativa mais enérgica. Precisamos ensinar aos pais que não podemos permitir o espancamento, a agressividade gratuita, a violência sexual contra menores, enfim, não podemos permitir os crimes contra os menores. Porém, encher a cabeça dos pais de dúvidas sobre até onde ele pode ir para educar os seus filhos, tentar educar apenas com base em palavras, sem a autoridade necessária, está criando uma geração que manda nos pais, que fala mal deles, os ofende e os “bananas” ouvem aquilo com a maior naturalidade, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Todas as sociedades têm a sua fase de sístole e diástole, onde uma fase extremamente moralista e repressiva é seguida por uma geração liberal e permissiva. Precisamos aprender que o correto está no meio termo, ou seja, “nem tanto ao mar, nem tanto a terra”... O ponto de equilíbrio está em permitir aos pais educar os seus filhos sem medo, com liberdade, baseada em seus valores morais recebido dos avôs, da soma cultural daquela determinada comunidade, baseada no limite, no amor, na energia na dose certa, para incutir nas crianças o respeito pelos seus genitores e, conseqüentemente, pelos professores e outros membros da coletividade. Com esta mudança de paradigma, talvez possamos resgatar o respeito pela educação, a valorização do profissional da educação e, com isso, possamos almejar uma participação na comunidade dos países desenvolvidos, com força na economia, mas também na cultura, nas artes, na geração de conhecimentos, na conquista dos Prêmios Nobel, enfim, possamos imaginar um Brasil rico, culto e educado. Quem sabe esse dia chegue antes do que nós sonhamos?
publicado por drtakeshimatsubara às 14:02 | comentar | ver comentários (4) | favorito
10
Fev 11

IDÉIAS PARA DOURADOS, MS

IDÉIAS PARA DOURADOS, MS Ao ler posts em blogs e comentários dos cidadãos, vemos que existem muitas críticas à prática dos políticos, à corrupção que grassa nos meios políticos, à prática do fisiologismo e do clientelismo que norteia quase todos os quadrantes deste país. É preciso que usemos este espaço democrático, para pensar em práticas que elevem o nível da discussão, para podermos expressar idéias que possam contribuir para o fortalecimento e engrandecimento de Dourados e de nossa região. A política reflete a sociedade. Temos políticos ruins, de má índole e sem princípios morais, porque nós, eleitores, colocamos eles lá, para nos representar. Talvez a sociedade como um todo esteja doente, valorizando a prática do “jeitinho”, da esperteza, do levar vantagem em tudo, e os políticos, sejam apenas um reflexo desses atos que são praticados por uma maioria de seus cidadãos. Talvez os cidadãos de bem, pudessem se organizar, para sugerir que nossa cidade passe por uma reavaliação e possamos, enquanto cidadãos, sugerir projetos que realmente contribuam para o crescimento e a melhoria das condições de vida para os douradenses. Quando olhamos Dourados pelo Google Earth, vemos que ela é cortada por 3 avenidas principais, a Marcelino Pires, a Presidente Vargas e a Hayel bon Faker, cortando a cidade nos eixos norte –sul e leste-oeste, sem que haja corredores interligando bairros. É preciso criar corredores (aquilo que em medicina, nós chamamos de circulação colateral) que permitam as interligações das diversas regiões, sem que fosse preciso ir até o Centro. Temos 2 parques, o Antenor Martins e o Arnulpho Fioravante, que estão há décadas abandonados, com o mato crescendo, sem que a população possa efetivamente utilizar esses espaços em todo o seu esplendor. Tentou-se, no governo Tetila, dar uma utilização melhor, mas ficou apenas na intenção, ficando incompleta obras que viabilizassem sua real utilização, com criação de pistas de caminhada, espaço para se fazer piqueniques, arborizar e fazer projetos de paisagismo, para enriquecer o entorno dos lagos. São espaços tão bonitos e dentro da cidade que dá dó vê-los tão pouco utilizados e abandonados, tornando feio um local que tem uma grande potencialidade para de tornar um lindo cartão postal da cidade. Temos poucas praças e locais de convívio social. Nós douradenses, temos o hábito de tomarmos o tereré, mas precisamos fazê-lo na calçada em frente às nossas casas. E se criássemos espaços para o convívio social, onde os jovens pudessem incrementar esse hábito, um espaço para jogar conversa fora, para se ouvir música regional, enfim, tentarmos um espaço onde fosse possível realizar o resgate de nossa cultura douradense? É preciso que recuperemos e revitalizemos os córregos que cortam nossa cidade. ‘Seria uma oportunidade resgatar o projeto do Laranja Doce, do arquiteto Luis Carlos Ribeiro, que teve e tem ótimas idéias para nossa cidade. É preciso tirar o carro do centro comercial, criando espaços com calçadões para pedestres, para incrementarmos o comércio da área central. É preciso refazer as ciclovias destruídas pelo Ari Artuzi, pois somos uma cidade onde o número de bicicletas é imenso e só não a utilizamos mais, por falta total de segurança de se andar na rua, pois as ciclofaixas, em que pesem suas falhas de projeto no governo Tetila, pois foram implantadas sem que as ruas fossem alargadas o suficiente para permitir o convívio entre bicicletas e automóveis, em si, era uma boa idéia e que o prefeito cassado e preso, fez o favor de destruir em seu “desgoverno”. Precisamos pensar na questão indígena com seriedade e responsabilidade, pois os indicadores de suicídio, alcoolismo, uso de drogas, assassinatos e outras violências, mostram que temos, a poucos quilômetros de nossa área urbana, um caldeirão prestes a explodir, a qualquer momento, se ficarmos apenas empurrando o problema com a barriga, como temos feito durante décadas. Precisamos pensar na vocação da nossa cidade. Queremos ser uma cidade educadora? Uma cidade universitária? Um grande centro comercial? Um grande centro de prestação de serviços? Uma cidade industrializada, ou então, a soma de tudo isso? O poder público precisa participar das discussões com a Academia, com as nossa Universidades, para que possamos buscar soluções e aproveitarmos todo o manancial de idéias e riqueza de conhecimento que a vinda dos professores universitários, com doutorado, mestrado e pós doutorado, para que possam ajudar a contribuir para o enriquecimento de nossa cidade. Precisamos pensar em incubadoras de empresas, onde os professores universitários possam criar empresas tecnológicas de ponta, nas mais diversas áreas tecnológicas, para que elas produzam produtos e materiais de alta tecnologia, em consórcio com pequenas e grandes empresas. Precisamos lutar para sairmos do isolamento em que nos encontramos, viabilizando um grande aeroporto, que possa ter vôos internacionais, pois estamos tão perto de países do Mercosul e de suas capitais. Precisamos pensar no eixo ferroviário, para baratear o transporte de nossos produtos agrícolas. Precisamos lutar para que a BR 163 seja duplicada, de Mundo Novo até Pedro Gomes, pois teremos a oportunidade de sermos um entroncamento rodoviário importante e permitir com isso, uma interligação aos grandes centros do país. Precisamos discutir seriamente o modelo de trânsito de nossa cidade e a sua violência, com veículos trafegando a altíssima velocidade por suas ruas e avenidas, com motociclistas e ciclistas fazendo verdadeiras loucuras, desrespeitando regras elementares de trânsito e de cidadania. Somos uma cidade que desrespeitamos o pedestre, com semáforos com ciclos muito rápidos, onde todos saem em disparada assim que o sinal abre, pois em poucos segundos o sinal se fecha e não teremos conseguido sair do lugar se marcarmos bobeira ou tentarmos ser civilizados com os pedestres que atravessam a faixa quando o sinal se abre. Quase ninguém respeita o sinal vermelho e contornar uma rotatória é uma experiência onde o veículo de maior porte quer passar por sobre o menor e mais fraco. Viajando por São Paulo, onde morei há 20 anos atrás, pude perceber que o trânsito, embora muito mais congestionado e caótico, apresenta uma característica importante, com todos respeitando a velocidade permitida nas vias, em geral de 60km/h. Ou nas marginais, onde se circula a 90 km/h. Qual o segredo? Pardais e sensores de velocidade a cada 300 metros, sensores nos semáforos nos cruzamentos de via, semáforos sincronizados no tempo, e, principalmente, a presença maciça de guardas de trânsito, os marronzinhos da CET. Talvez fosse interessante copiar esse modelo, que foi muito criticado no passado, sendo chamado de “Indústria de multas”, mas que, com certeza, ajuda a racionalizar e a se fazer respeitar os limites de velocidade e as leis de trânsito. Enfim, são muitas as idéias, que poderiam ser discutidas pela sociedade e que, se efetivamente implementadas, talvez pudessem contribuir para que tivéssemos uma Dourados melhor e mais humana, como pregava o slogan de um político do passado.
publicado por drtakeshimatsubara às 20:04 | comentar | favorito
10
Fev 11

ELEIÇÃO EXTEMPORÂNEA EM DOURADOS, MS

ELEIÇÃO EXTEMPORÂNEA EM DOURADOS, MS Aberta as urnas, está eleito Murilo Zauith prefeito de Dourados, MS. Esperamos que com isso, estejamos encerrando uma fase negra da história político-administrativa de nossa cidade. Após o vendaval que varreu a nossa cidade, com manchetes nos jornais de todo o Brasil e até de sites internacionais, a prisão de Ari Artuzi, ex-prefeito, Carlinhos Cantor, vice-prefeito, Sidlei Alves, presidente da Câmara Municipal , da primeira dama, Maria Artuzi e de nove vereadores e outras pessoas públicas, empresários, empreiteiros, administradores de hospital e outros, esperamos ter a oportunidade de retomarmos nosso ciclo de desenvolvimento e de solução dos diversos problemas que afligem os serviços públicos, como início das aulas nas escolas municipais adiadas por falta de professores, postos de saúde sem atendimento médico ,sem medicamentos, e com as ruas esburacadas e sem conservação das vias públicas, com o mato tomando conta de tudo. A população de Dourados, nos últimos 2 anos, tinha a sensação de viver numa cidade sem governante, pois a eleição de Ari Artuzi, um motorista analfabeto e sem nenhum preparo para o cargo, (nada contra os analfabetos e os motoristas, por favor), fazia com que a gente se sentisse abandonado à própria sorte. É um grande desafio, administrar uma cidade com a complexidade e a importância de Dourados. Por ser um pólo regional, milhares de pessoas das cidades vizinhas procuram-na diariamente, buscando o atendimento especializado que não tem em sua cidade de origem, fazendo compras, ou fazendo exames especializados. A população espera que Murilo componha uma boa equipe, composta por técnicos bem preparados, nos diversos setores, que possam efetivamente sanar os problemas e criar soluções para o caos administrativo que a era Artuzi deixou como legado para nossa cidade. Que tenha muita sabedoria para compor as suas principais secretarias, mormente a de Saúde, Educação, Obras e de Governo. Principalmente, que ele tenha coragem de nomear pessoas que não estejam intimamente ligados com os vários esquemas que há décadas, vem dilapidando o erário público. Se realmente ele colocar em prática as suas propostas, principalmente a de realizar licitações por pregão eletrônico, com suas compras feitas junto a empresas de todo o país, de forma ética, justa e pelo menor preço e maior qualidade, estará realmente dando um basta ao principal problema que contaminou a credibilidade dos últimos prefeitos. Se somado a isso, efetivar a prática de convidar indústrias para se instalar em nosso município, mediante a concessão de incentivos fiscais; se efetivar sua promessa de resolver os problemas mais urgentes da saúde pública em 90 dias, se colocar técnicos indicados pelas entidades de classe para compor seu secretariado, aí sim realmente teremos nossas orações por dias melhores atendidas. Quando se anda pela cidade e se vê as inúmeras obras realizadas em nossa cidade, nós ficamos com a sensação de que tivemos vários políticos que trouxeram obras para a cidade, mas que foram superfaturadas e o dinheiro publico roubado. Quando se anda pela praça Antonio João, quando vemos o Pavilhão de Eventos, o recapeamento das ruas, fica-se com a sensação de que algo de errado pode ter ocorrido nos meandros entre a liberação da verba e a efetiva realização da obra. Nestes momentos difíceis por que passa a nossa humanidade, onde o Sétimo Selo foi rompido e as forças do mal liberadas, nos momentos que antecedem a grande mudança vibratória do nosso planeta, o chamado “FIM DOS TEMPOS” assistimos à toda sorte de maldades em nosso planeta. Principalmente, a corrupção, que grassa nos meios políticos, onde o honesto é uma raríssima exceção, mal visto pelos demais corruptos, por atrapalhar uma prática corriqueira e quase que generalizada em todos os níveis políticos. A prática do mensalão, denunciada no governo Lula, parece ter se tornado uma prática generalizada. A prática do “retorno”, um percentual sobre a verba liberada, tornou-se algo corriqueiro, na mesma lógica da corretagem de um imóvel ou da venda de um automóvel, uma comissão “normal” que todo mundo recebe. Estamos vivendo uma era em que estamos perdendo o referencial, o Norte para a nossa bússola, que se encontra descalibrada. A Ética e a moralidade tornaram-se algo distante, uma prática que pertence ao passado e que não faz parte da nossa época. Esperamos que encerrado este ciclo negro, possamos retomar o dia a dia normal de qualquer cidade, mas, principalmente, retomarmos nossa auto-estima de cidadãos douradenses, pois nos últimos tempos, fomos alvos de gozações e achaques dos moradores de outros municípios. Quando saíamos do Estado e quando dizíamos que éramos moradores de Dourados, imediatamente nos perguntavam sobre o prefeito preso, sobre a corrupção, os maços de dinheiro que foram filmados, sendo entregues às autoridades municipais. Precisamos superar este ciclo que manchou nossa história. A eleição de Murilo, em que pesem sua votação pífia, de 50,6% do total de votos, quando era o candidato único, mostra que a população está de saco cheio de tanta roubalheira e não confia nos políticos, seja ele qual for. É preciso que Murilo mostre a todos que ele é feito de um outro material, de outro naipe, e que, na próxima eleição municipal, a participação popular retome os índices de normalidade. É o que todos esperamos. Vamos torcer para que tudo dê certo...
publicado por drtakeshimatsubara às 19:30 | comentar | favorito
01
Fev 11
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Fev 11

MOMENTO POLÍTICO DE DOURADOS, II

MOMENTO POLÍTICO DE DOURADOS II No próximo domingo, 06 de fevereiro de 2011, estaremos participando das eleições extemporâneas para eleger o prefeito que irá terminar o mandato interrompido de Ari Artuzi. Surge como candidato com chances reais de vitória o ex vice-governador, Murilo Zauith. Em que pesem nossas reservas quanto a nomeação da candidata à vice-prefeita, Dinaci Ranzi, nossa velha conhecida, que dirigiu o Hospital Universitário de 2003 a 2008 e criou uma legião de inimigos, devido à sua maneira peculiar de exercer o mandato e o poder, cumprindo aquele velho ditado: “Queres conhecer alguém? Dê-lhe poder”. Porém, passado o vendaval político, que quase destruiu nossa cidade e a varreu do mapa, após o drama vivido com duas operações policiais, Owari em 2009 e Uragano, em 2010, a cidade de Dourados se vê a frente com nova possibilidade de resgate de sua história. O que causou estranheza a todos, e um movimento de rebelião numa ala do Partido dos Trabalhadores, foi a coligação que juntou o DEM, de Murilo, com o PT, de Dinaci Ranzi. Pois, em nosso Estado de Mato Grosso do Sul, são partidos que defenderam bandeiras históricas diferentes. Enquanto o PT era um partido mais a esquerda, que defendia os movimentos sociais, o MST, os trabalhadores, os indígenas e outros movimentos parecidos, o DEM era um partido que defendeu o industrial, o fazendeiro, o comerciante, enfim, teve sempre uma posição mais à direita, mais conservadora, na política. Além disso, a coligação com 15 partidos políticos que apóiam Murilo tem a junção de praticamente todos os partidos mais importantes no Estado, começando pelo PSDB, PMDB, PPS, PSB, PT, PR e outros partidos. Ao mesmo tempo em que isso pode ser considerado como algo inédito e que causa esperança nos mais otimistas, causa preocupação, pois em nosso país, aliança política significa fisiologismo, distribuição de cargos, loteamento de espaços políticos. Apesar de muitos considerarem Murilo uma pessoa que não tem o perfil político dos grandes líderes, pois lhe falta carisma e seu discurso é ruim, não empolgando as multidões, ao mesmo tempo, ele é muito respeitado no meio político, por ser um homem de caráter, um empreendedor e um grande administrador, que consegue sair incólume de acusações de corrupção e malversação de dinheiro público. Até mesmo porque é um homem rico, casado com a herdeira de um império de educação como o é, a UNIGRAN e a Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, com dezenas de milhares de alunos matriculados. O que eu sempre admirei em Murilo é o seu jeito de fazer política. Diferente de seus companheiros do Estado, Murilo tem um postura ética, de não divulgar suas realizações. Diferente de outro Deputado Federal, que compra espaço em todos os jornais da cidade, para divulgar suas “realizações”, divulgando aos quatro cantos que ele fez isso, que conseguiu tantos milhões para a região, que falou com o presidente, com o bispo, com o papa, etc. Murilo não, ele não gosta de propagandear suas realizações. Nós que conhecemos um pouco o meio, sabemos de muitas verbas que ele conseguiu, de muitas obras que ele conseguiu realizar com dinheiro público, mas ele não gosta de aparecer. Com isso, o público, acostumado os políticos sensacionalistas, acha que Murilo não faz nada, que ele passou pelos cargos e não trouxe verbas ou que não realizou obras. Por exemplo, nós sabemos que uma parte importante do recapeamento das ruas da cidade é mérito dele, assim como a reforma do aeroporto de Dourados, as obras de saneamento, a duplicação da rodovia que liga Dourados a Itaporã, do sistema de esgotos em Dourados, enfim, ele se comporta de maneira diferente dos outros políticos e, com isso, a população acha que ele não faz nada, criticando-o de maneira injusta. Com a virtual eleição de Murilo, nós cidadãos que amamos Dourados, ficamos na expectativa de vermos uma reconstrução, com a nomeação de bons nomes para os diferentes cargos de secretários, principalmente os de Saúde e de Educação, que são as duas pastas mais importantes de qualquer município, pois dispõe de verbas de grande vulto e uma importância estratégica para a população. Além disso, em sendo ele engenheiro, esperamos que o mesmo consiga ter uma imagem mais global e moderna de nossa cidade, construindo vias expressas que interliguem os diversos bairros, que construa áreas para o convívio social, centros de lazer, que urbanize os parques e praças de nossa cidade, enfim, que ajude a refazer nossa auto-estima, tão abalada e rebaixada nos últimos anos. Fica também a expectativa de que, ao se aliar ao Senador Delcídio, ele possa trazer verbas federais nos mais diversos setores, criando uma infra-estrutura que permita o crescimento continuado de nossa cidade e da nossa região. Fala-se tanto na ferrovia que interligaria Maracajú e Dourados a Cascavel no Paraná, para escoar nossa produção agrícola. Fala=se na estruturação do nosso aeroporto municipal, para permitir que aviões de maior porte possam descer em nossa cidade, livrando-nos da necessidade de locomovermos em nossos carros até Campo Grande, para lá podermos embarcar em nossos vôos para o resto do país. Fala-se em industrializar nossa produção, que é uma das maiores do Estado, para agregarmos valor, passando a vender produtos manufaturados em vez de vender grãos de milho ou soja e carne resfriada. A sensação que temos, após vivermos 23 anos em Dourados, é de que, com raras exceções, Dourados perdeu o bonde da história, ficando parada no tempo, isolada, fechada em sua insignificância, enquanto outras cidades, como Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá, Naviraí e outras, cresciam e se industrializavam, Dourados ficou fora desse eixo de desenvolvimento, principalmente por culpa de nossos políticos, que têm uma visão tacanha e pequena, não reconhecendo a nossa importância e permitindo sempre que políticos de fora, principalmente de Campo Grande, dêem seus palpites em nossos destinos, sempre atuando para não permitir nosso crescimento. Reconhecemos que a implantação da UFGD foi importante, para nos permitir tornar-se um pólo educacional, que ocasionou um crescimento da área de serviços e de comércio. Mas isso isoladamente, não tem trazido todo o crescimento em toda a sua potencialidade. Esperamos que com a eleição de Murilo e do seu grupo político, Dourados possa efetivamente ocupar o seu lugar de importância em nosso Estado, tornando-se, além de pólo educacional, um pólo industrial, um pólo de desenvolvimento de novas tecnologias de alimentação, de tecnologia de ponta, para que a riqueza que aqui existe, seja multiplicada e gere o crescimento e o desenvolvimento de nossa população como um todo. Fica aqui a nossa esperança de dias melhores.
publicado por drtakeshimatsubara às 22:12 | comentar | ver comentários (2) | favorito