A HOMEOPATIA E AS DIFERENTES ESCOLAS

HOMEOPATIA E AS DIFERENTES ESCOLAS

A homeopatia, que surgiu na Alemanha , em 1796, através do médico Samuel Hahnemann, durante o século XIX, teve uma grande expansão no mundo todo, principalmente na Europa, e nos Estados Unidos. Neste último, médicos homeopatas de extrema importância para a história da homeopatia mundial, dentre os quais se destacaram Kent e Hering, que ajudaram a desenvolver a filosofia homeopática mundial.
No século XX, na França, diversos luminares desenvolveram a homeopatia, tornando-a uma ciência médica mais próxima da Medicina tradicional ou alopática.
Com o advento da penicilina e dos antibióticos, a Medicina tradicional deu um grande salto qualitativo, pois doenças como tuberculose, pneumonias, diarréias e outras infecções, que matavam aos montes, puderam ser combatidas e a bactéria, nossa grande inimiga há milênios, passou a ser combatida com uma arma poderosa, capaz de matá-la e com isso, as infeções passaram a não ser sinônimo de morte certa. Isto fez com que a medicina tradicional se fortalecesse de uma tal maneira que a homeopatia quase desapareceu nos diversos centros, principalmente nos Estados Unidos, onde passou a ser uma medicina alternativa e marginalizada.
Porém na Europa, ela continuou sendo a medicina preferida da nobreza. Ainda hoje, o médico da Rainha Elizabeth II é um homeopata, bem como os médicos de diversos reis e rainhas.
Na Índia, mais da metade da população utiliza a homeopatia. A outra metade, utiliza a medicina tradicional indiana, baseada em medicamentos à base de plantas e outros. Na China, a grande maioria dos médicos utiliza a medicina tradicional chinesa, baseada em chás, extratos de plantas e substâncias animais e minerais. Um outro tanto, utiliza a acupuntura, massagens, etc. Bem como no Japão, onde se utiliza tambem a acupuntura, massagens, do-in, shiatsu e outras formas tradicionais de tratar as doenças.
Ao longo do tempo, a homeopatia foi se modificando, de acordo com o pensamento dos diversos mestres e suas práticas. Hoje, temos uma primeira divisão, entre os tradicionalistas, que seguem a filosofia do fundador da homeopatia, Hahnemann, e sua escola homeopatica hahnemaniana, que preconiza um único remédio de cada vez. Outra variante é a escola kentiana, de James Tyler Kent, americano citado no início deste, e que também preconizada o uso de um único remédio.
Porém a escola francesa preconiza o uso de vários remédios aos mesmo tempo, o chamado Pluralismo. Segundo esta escola, nós pacientes temos um chamado remédio de fundo, que é o remédio da pessoa, que aumenta a imunidade e melhora nossa resistência às doenças. Existe um segundo remédio, dito de terreno, no qual, a pessoa teria um remédio dependendo de sua forma de adoecer .Um terceiro remédio seria o local, ou seja, o remédio para determinada doença.
Historicamente, essa diferença filosófica e de maneira de tratar causa uma divisão profunda entre os homeopatas. Há acusações de ambos os lados, mas principalmente dos unicistas, que chamam os pluralistas de não homeopatas, pois estes não seguiriam o princípio do fundador da homeopatia, Samuel Hahnemann, que preconizava um remédio único.
Para nós, que nos colocamos fora desta discussão, o fato é que a homeopatia funciona. Independente da escola e da forma de tratar, seja com um único remédio ou usando vários ao mesmo tempo, os pacientes que usam a homeopatia têm, sem dúvida, uma melhora importante, mudando para melhor, tanto na forma de vida, como na maneira de adoecer.
E isso é o que realmente importa. O resto, é vã filosofia...

publicado por drtakeshimatsubara às 01:35 | comentar | favorito