A EXPOSIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER EM PORTO ALEGRE

A EXPOSIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER EM PORTO ALEGRE

 

 

Recentemente, vimos uma exposição de obras, ditas de artes, serem expostas no Espaço Cultural Santander, em Porto Alegre, RS, patrocinadas com dinheiro público, através da Lei Rouanet, que chocaram a sociedade e nos conduzem a uma reflexão profunda, sobre o momento em que estamos vivendo.

Toda sociedade, ao longo da história, tem a sua fase de crescimento, apogeu e queda. Vide as grandes civilizações do passado, como a egípcia, persa, grega, romana ou os grandes impérios como o espanhol, ingles e americano. Todas eles, no seu final, passaram por uma profunda crise, de cunho moral, que destroem os alicerces de sua sociedade, e entram num processo autofágico, destrutivo, que causam a sua implosão.

A nossa sociedade moderna, nos últimos sessenta anos, passou, de um processo extremamente conservador, onde a mulher trabalhava em casa, como dona de casa, educava seus filhos, tricotava, fazia bolos e se preocupava nos mínimos detalhes com os afazeres domésticos. De repente, veio a revolução sexual, a pílula anticoncepcional, os movimentos dos hippies, o rock and roll e o movimento da igualdade dos direitos para as mulheres, com estas saindo para o mercado de trabalho, com sua busca por formação e a mudança do modelo familiar para um núcleo mais restrito, com menos filhos, com o divórcio e os vários modelos de família, com pais ou mães do mesmo sexo adotando ou criando filhos.

No Brasil, saímos de uma ditadura militar de 21 anos, onde tudo era proibido, onde o pensamento e a liberdade de expressão foram censurados, onde as universidades tiveram grandes expurgos, exilando pensadores e professores mais progressistas, que foram mortos ou mandados para outros países. A imprensa era censurada, apresentando materiais jornalísticos que passavam por crivos dos censores. Tudo que contrariasse os interesses ou valores desse status quo, era proibido.

De repente, passamos por um processo de redemocratização, que culmina com a ascensão ao poder de um líder metalúrgico, semianalfabeto, filho de retirantes da seca do nordeste, carismático, bom de oratória e do poder de convencimento. Este promove algumas revoluções, principalmente com o seu olhar voltado para as minorias, os homossexuais, os índios, os negros, enfim, para um extrato social que sempre fora marginalizado ou restrito a guetos, tiveram o seu grau de liberdade máxima, com o Estado promovendo ações de valorização dos seus atos.

O que a sociedade não percebeu, foi que a ascensão de Lula e do PT fazia parte de um plano orquestrado por todas as forças ditas de esquerda da América Latina, num projeto para instalar o comunismo ou o socialismo, com estampas renovadas, nos diversos países. Liderados por Lula e Fidel Castro, unido a Hugo Chaves e outras lideranças, o Foro de São Paulo tentou instalar um sistema totalitário, onde o Estado era uma extensão dos partidos no poder e onde toda a atividade política e de governo, foi feito para criar mecanismos que permitissem a perpetuação desse grupo, ad eternem, no poder.

Nesse processo, tanto os órgãos de imprensa, dependentes da verba publicitária das instituições governamentais, ou da troca pura e simples de favores, como o de salvar a Rede Globo do seu processo de falência iminente, através de empréstimos camaradas a fundo perdido, de verbas do BNDES, transformando a outrora conservadora rede de televisão numa empresa que vivia para enaltecer os feitos do governo petista.

No bojo de tudo isso, criaram uma tal Lei Rouanet, que despejou bilhões de reais em supostos projetos de arte, transformando os artistas em grandes defensores dessa visão socialista e dependente das benesses desse governo, dito progressista.

Estamos vivendo a ressaca dessa fase de liberação geral da sociedade. Toda vez que isso ocorre, os excessos e a falta de limite, fazem com que as pessoas percam os parâmetros, percam sua bússola e começam a achar tudo normal. Essa normose, faz com que tudo se resuma a liberdade de expressão, essa iconoclastia de destruir valores, faz com que atitudes como desconstruir valores religiosos e sociais seja considerado forma de livre expressão.

Mas, isso não é verdade. Passada essa ressaca libertária, a própria sociedade recomeça tudo da estaca zero, reconstruindo valores e voltando ao ponto de partida. Reconheceremos que essa suposta liberdade de expressão, na verdade se tornou um desrespeito, uma ofensa às crenças e a princípios sociais e religiosos.

A sociedade, quando passa por uma crise violenta, como a que estamos passando, carece do norte, principalmente porque as pessoas de bem se omitem, se calam e ficam num estado catártico, de assistir a tudo passivamente, permitindo que o mal se arvore de defensor da liberdade de expressão e da liberdade de pensamento.

Mas, sem querer cair no maniqueísmo do bem contra o mal, os meus valores precisam ser respeitados. Não posso considerar arte, uma obra que defenda a pedofilia, a zoofilia, o homossexualismo, o sexo grupal e, principalmente, que essas ditas obras sejam expostas para públicos de todas as idades, para crianças em idade escolar, que fizeram visitas guiadas por professores criando confusão na cabeça de seres que ainda não têm o senso crítico e de valor que lhes permitam avaliar se aquilo que estão vendo e assistindo é bom ou ruim, se ela deve aceitar e absorver aquilo como sendo realmente uma obra de arte. Não posso aceitar como obra de arte, escrever na hóstia sagrada, no pão que simboliza a presença de Jesus Cristo, palavras de baixo calão ou descrevendo órgãos anatômicos e sexuais. Isso passa a ser um total e completo desrespeito com a minha crença e com a minha liberdade de escolher uma religião. Não posso aceitar como obra de arte um Cristo crucificado, com várias mãos, segurando pênis, e outros órgãos sexuais.

Por isso, a sociedade precisa reagir. Precisa dar um basta em tudo aquilo que passa do ponto. Precisa dar um basta na corrupção, que grassou livre e solto durante muito tempo, parar de achar normal que um político receba comissão pela liberação de verba pública para uma determinada obra, como se fosse uma corretagem da venda de um imóvel ou de um carro. Não, isso não é correto!

A sociedade precisa se manifestar e resgatar seus valores éticos e morais. Não se trata de conservadorismo contra os progressistas e liberais. Podemos conviver com as pessoas homossexuais, respeitar suas escolhas, não estigmatizá-las nem colocar rótulos sobre sua opção sexual. Mas não posso aceitar que ele tente impor para mim o seu modelo de vida e que eu seja obrigado a tomar a mesma decisão e fazer a mesma opção. Ou mesmo que uma criança em idade escolar seja obrigado a fazer essa escolha, quando ela ainda não tem maturidade para tal. Podemos falar sobre sexo, sobre as diversas formas de se obter o prazer, sobre as escolhas que cada um pode fazer e se dispor do seu próprio corpo. Não cabe a mim julgar ou condenar o outro por essa escolha. Mas não tentem transformar a pedofilia, um ato, que o próprio Código Penal brasileiro considera crime, punido com a restrição da liberdade, em um ato normal. Ou dizer que isso é uma obra de arte! Quando alguém faz sexo com uma criança, aquele ser não estava preparado para tal. Tanto o seu corpo, como o seu espirito, não estavam preparados para a conjunção carnal. Isso é um ato de extrema violência, que causa traumas profundos e graves naquele ser.

Vamos lá, sociedade!!! Chega de ficarmos na zona de conforto! Vamos espernear, gritar, protestar, fazer a nossa parte, para não deixarmos o nosso mundo se afogar na escuridão e nas trevas!!! Façamos um movimento de união, em defesa dos valores que nos são caros!

Quero que meus filhos e netos vivam num mundo melhor, onde a liberdade de expressão seja total, mas sempre baseado no respeito com o próximo!

Que mais vozes se manifestem e deem um basta nesta bagunça em que transformaram nosso país! Chega, eu não aguento mais isso tudo!

Parem o mundo, que eu quero descer, parafraseando Raul Seixas!!!

 

publicado por drtakeshimatsubara às 16:22 | comentar | favorito