03
Abr 20

JANIO QUADROS E JAIR BOLSONARO: A HISTÓRIA SE REPETE?

 

JANIO QUADROS E JAIR BOLSONARO: A HISTÓRIA SE REPETE???

Em 1960, o Brasil estava terminando o mandato de Juscelino Kubitschek, um médico mineiro, que havia feito uma carreira politica apoteótica e havia sido eleito presidente da Republica. Sua obsessão era mudar o Brasil, em 5 anos de mandato. Seu lema: 50 anos em 5!

A sua principal obra fora mudar a capital federal para o planalto central, um sonho que vinha sendo acalentado desde a Constituição Federal de 1890 e que finalmente se materializava, a um custo elevado, tanto financeiro como politico. Construir uma cidade inteira, com uma urbanização moderna, com avenidas largas com setores comerciais separados, baseado num projeto urbanístico de Lucio Costa, com seus palácios arquitetados por Oscar Niemeyer, literalmente quebrou o Tesouro Nacional. Nesse periodo, começou a tomar corpo as empreiteiras como Odebrecht, Camargo Correia, Constran e tantas outras, que se especializaram em construir grandes obras no período militar, tornaram-se gigantescas, transnacionais e terminaram melancolicamente envolvidas em escândalos de corrupção nos governos do PT.

Em virtude das despesas gigantescas que foi a construção de Brasilia, bem como de outras obras estruturantes, como diversas BR federais, a hidrelétrica de Furnas e tantas outras obras, o governo JK terminou envolvido em acusações de corrupção e escândalos.

Isso foi combustível para o surgimento de uma candidatura presidencial de um professor de português, Janio Quadros, que havia sido governador de São Paulo e baseado numa campanha bem sucedida, onde empunhava uma vassoura, para varrer a suposta corrupção de JK. Com esse mote, Janio foi eleito presidente da Republica.

Poucos anos após, após brigas intermináveis com as forças politicas da época, Jânio renuncia, em agosto de 1961.

De acordo com historiadores da época e atuais, Janio Quadros esperava que sua renúncia causaria uma comoção nacional, e com isso, seria reconduzido ao seu mandato, ganhando poderes inimagináveis, para fechar o Congresso e o Senado e poder governar  como um ditador.

Mas, o restante da história é bem conhecida e Janio Quadros desembarcou na base aérea de Cumbica, em Guarulhos, então uma base aérea da Força Aérea Brasileira, sem que nenhum cidadão estivesse a esperar por ele e assim, terminou melancolicamente o seu golpe de Estado furado.

Vocês irão me perguntar : Tá, e aí, o que isso tem a ver com o nosso tempo atual?
Vejo o nosso presidente Jair Bolsonaro, que nunca escondeu seu pendão para o poder absoluto, agindo de uma maneira errática, nesta crise atual, que eu começo a ver um perigo de se tentar algo parecido.

A impressão que eu tenho é que o presidente Jair Bolsonaro quer, a todo custo, provocar uma cisão no Brasil. Ele quer mostrar o tempo todo, que a imprensa, que o Congresso Nacional, que o Senado Federal, o Supremo Tribunal Federal e agora também os governadores, não o deixam governar e tomar as suas decisões politicas que o pais precisa. A impressão que fica, é que Bolsonaro quer que ocorra o movimento que culmine com seu impeachment. Nesse momento, segundo sua avaliação, os militares se uniriam em torno dele e o reconduziriam ao poder, com plenos poderes quase ditatoriais, que lhe permitiriam fechar o Congresso, o Senado, destituir os juizes do Supremo e nomear novos membros. Seria algo à moda Hugo Chaves.

Porém, na minha humilde opinião, ele não conta com alguns fatores, cometendo os mesmos erros que Janio Quadros cometeu.

  • Hoje, o apoio popular ao presidente é muito menor do que no período eleitoral. Dados do Idea Big Data mostram que foram de 52% no auge do segundo turno de 2018 e hoje, ele conta com um apoio de 32% da população brasileira. Houve uma queda acentuada desse apoio, após o inicio da crise do Covid 19 pois sua postura, de ir contra as medidas adotadas por todos os lideres mundiais, de convocar o pais a se unir contra o vírus, quando nosso presidente segue o caminho oposto, de apoiar uma quarentena vertical, de segregar os idosos e a população de risco e todo o restante voltar ao trabalho. A grande maioria dos países que tentaram essa medida, tiveram que voltar atrás, devido à explosão de mortandade que ocorreu 2 semanas após essas medidas. O próprio presidente americano Donald Trump, que era um dos poucos que defendiam essa ideia, voltou atrás e hoje, defende o isolamento social. Pesquisas mostram que a população brasileira, em 76%, apoiam o isolamento social e a quarentena.
  • Os militares não embarcariam numa aventura, pois há anos, eles têm mostrado uma postura equilibrada, não incentivando golpes e outras medidas que contrariam o preceito da Constituição que eles juraram defender. Além disso, o vice presidente, General Mourão, goza de um apoio nas alas militares até maior do que o presidente. A postura equilibrada e serena do vice presidente, de apoiar a quarentena, de defender o ministro da Saúde, tem angariado apoios em setores importantes, tanto políticos como de militares e da simpatia geral da população, fazendo com que a iniciativa de Jair Bolsonaro perca respaldo popular.
  • O Brasil não é Venezuela, não é Cuba, não é Bolivia. Este pais, continental, que se tornou a quinta maior economia do mundo, tem instituições solidas, estruturadas e que não dão espaço para aventuras e golpes.
  • O grupo baseado na ideologia de Olavo de Carvalho, cujas ideias são totalitárias e defensoras do fechamento das instituições que se opõem ao presidente, está minguando, ao lado do presidente. O radicalismo desse grupo, que é defendido pelos filhos do presidente, tem perdido forças e não tem conseguido alcançar relevância politica.

A postura do presidente Jair Bolsonaro, que tem sido errática, ora de apoio à quarentena, ora de ataques aos governadores e prefeitos e principalmente ao Ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, num claro sinal de ciúmes do protagonismo de seu subordinado, tem pegado muito mal para a grande maioria dos brasileiros, com exceção dos bolsonaristas raízes, os fanáticos defensores do presidente, que, graças a Deus, tem se mostrado num contingente insuficiente para permitir que  tais aventuras e arroubos do presidente possam oferecer perigo à democracia brasileira.

Com isso, corre-se o risco de se repetir o erro cometido por Janio Quadros e o presdiente Jair Bolsonaro, com sua atitude de enfrentamento e de provocações, acabar realmente sofrendo um impeachment, pois suas atitudes colocam em risco a vida e a segurança dos cidadãos brasileiros.

Espero sinceramente, estar errado e que nada disso esteja ocorrendo, sendo apenas ideias malucas na cabeça de um cidadão que está com tempo de sobra, nesses tempos de quarentena...

A se aguardar.

publicado por drtakeshimatsubara às 14:34 | comentar | favorito
23
Mar 20

...

A CRISE DO CORONAVIRUS

Há dias que eu venho me segurando, para me manter quieto em meu canto, mas as coisas estão fugindo do controle e venho aqui dar minha opinião.
Sem dúvida, nós temos hoje um presidente da República diferente de tudo que já tivemos, num passado recente. Um presidente que talvez não tenha assimilado aquilo que FHC e Sarney chamavam de liturgia do cargo. As formalidades, as palavras bonitas, o isolamento no Monte Olimpo de Brasília, com dezenas de seguranças isolando o presidente do contato, do sentir o cheiro do povo. Bolsonaro é um presidente diferente, que gosta de comer pão com leite condensado, que come pastel com caldo de cana, que usa calção e chinelo de dedos, que escreve com canetas esferográficas de 2 reais, que não tem medo de se expor, para desespero de seus seguranças, ele que é ameaçado de morte 24 horas por dia, e le que já levou uma facada e que é odiado por uma parte da população. Ao responder a entrevistas, onde a grande maioria dos jornalistas trabalha para as empresas de comunicação que o odeiam, porque ele fechou a torneira que jorrava bilhões de reais todos os anos para manter a imprensa dócil, falando bem do presidente, não importando quão bandido ele fosse. Essa imprensa passa o dia todo procurando qualquer vírgula, qualquer sombra para realizar manchetes todas contra o presidente. Até a primeira dama provou da vileza e da sujeira dessa imprensa, que não mede esforços para se rebaixar dia após dia, a procura de manchetes para vender seus jornais e revistas, cada dia mais desacreditadas, cada dia mais perdendo audiência.
A crise do coronavirus é mundial!!!! Começou na China e se espalhou pelo mundo todo. Culpa dos chineses? Parece que sim, eles omitiram, com o totalitarismo do partido comunista dominando os meios de comunicação, humilhando médicos e causando suas mortes, só pelo simples fato deles terem tido a audácia de falar a verdade, que a epidemia era perigosa, que ela poderia se espalhar pelo mundo. Arma de guerra bacteriológica? Não sei. Talvez.
Enfim, a crise do coronavirus, pediu um país estruturado, com hospitais funcionando, com UTI, com respiradores, com equipes médicas e de enfermagem, em todos os rincões do país, prontos para atender uma demanda monstruosa, que poderá acontecer, daqui a alguns dias, até o final de setembro. Quando o ministro da saúde diz que o sistema poderá entrar em colapso no final de abril, a imprensa bate com toda a força e vontade no presidente Jair Bolsonaro e no governo.
Esquecem-se porém, que nós estamos entrando no segundo ano do governo Bolsonaro. Que nós estamos recém saindo de 16 anos de desgovernos petistas. Tivéssemos tido um governo honesto e realmente preocupado com o povo, como dizem os ainda militantes do PT, que não tivesse saqueado os cofres públicos no maior assalto, no maior crime de corrupção da história humana, nós aí sim, teríamos um SUS robusto, rico, com centros de referencia, com hospitais com UTIS espalhados pelos principais polos do país, com hospitais robustos, com equipamentos de última geração, preparados para receber a avalanche de pacientes com insuficiência respiratória, com pneumonias graves, que talvez tivessem uma chance de sobreviver.
A crise do coronavirus é um problema sério, não tanto por sua letalidade, ou seja, pelo índice de pessoas que irão morrer nessa epidemia, mas sim porque essa epidemia causa um volume de doentes graves num curto espaço de tempo, fazendo com que o sistema de saúde não tenha condições de atender a todos os doentes que precisarão dos aparelhos para sobreviver.Em poucas semanas, teremos toda a capacidade de leitos de UTI tomada e mais e mais pacientes baterão à porta dessas UTI, sem poderem ser atendidas, porque todos os leitos estarão ocupados. ´Foi isso que o ministro quis dizer. A única maneira de se tentar evitar isso, é fazer com que menos pessoas se contaminem ao mesmo tempo e que o adoecimento não seja em progressão geométrica e sim aritmética. Isso permitiria que todos pudessem ser atendidos e o índice de mortalidade, principalmente de pessoas mais idosas e imunodeprimidas, não aconteçam aos montes.
Em todos os países do mundo, as pessoas se unem, para enfrentar as crises. No Brasil, temos uma pequena parte da população que torce para que o pior ocorra, que muitas pessoas possam morrer, que o sistema entre em colapso, que Bolsonaro mostre sua incopetencia, para poder mostrar que eles estavam certos, que o presidente era um despreparado para a crise. Etc.
Mas, meus amiguinhos, podem ir tirando o cavalinho da chuva, pois nada de ruim, como vocês previram, vai acontecer. O gestor principal da crise, o ministro Luis Henrique Mandetta, do nosso Estado de Mato Grosso do Sul, meu amigo pessoal, que fizemos curso juntos, vai continuar dando conta do recado, com serenidade, com clareza, com ética e sem esconder nada da população. A crise vai passar e todos nós teremos superado tudo isso.
Espero que quando tudo isso acabar, a pessoa que foi ao supermercado e comprou 50 sacos de arroz , que comprou fardos e fardos de papel higiênico, que saiu comprando fardos e fardos de álcool gel, pare um pouco para pensar na sua pequenez, no seu egoísmo, na sua falta de fraternidade. Que ele possa perceber que ele não precisava de nada disso. Que se ele tivesse sido um pouquinho menos egoísta, outras pessoas também poderiam ter se protegido, e não faltado comida. Espero que o excesso de comida que ele comprou sirva para ele entender que os momentos de crise são testes que Deus faz conosco, para botarmos a prova o quanto nós estamos pensando somente em nós mesmos, ou pensando também no nosso vizinho, no outro, no nosso irmão que esta ao nosso lado. Que ele possa entender que foi reprovado neste teste de Deus.
Pelo que consta da Biblia, os tempos são chegados. A separação do joio e do trigo se faz nessas pequenas ações do dia a dia, que traem o nosso verdadeiro eu. A falta de caráter, a falta de fraternidade, a falta de amor para com o próximo, irão separar aqueles que ficarão a direita ou a esquerda do Pai. Pensem nisso, pois novos testes virão nos próximos meses e anos.
Eu, faço a minha parte que me cabe. Estou no hospital, atendendo a todos, com fé em Deus, de que estou fazendo o meu papel de médico, atendendo os doentes na crise. Se for da vontade dele que eu vá para o outro lado, irei sem medo e com a certeza de ter cumprido até o final, o meu papel que me cabe.
Mas, você, que tem a oportunidade de escolher entre ficar recluso ou sair esparramando o vírus, pense na importância de sua acao, do quanto nós podemos ajudar, não contaminando tudo à nossa volta com o vírus e não permitindo que haja milhões de pessoas morrendo por aí.
Um forte abraço virtual a todos e fiquem com Deus!!!
publicado por drtakeshimatsubara às 18:53 | comentar | favorito
04
Out 19

JAIR, FLÁVIO E DIAS TOFFOLI

JAIR, FLÁVIO E DIAS TOFFOLI

A grande virtude de vc chegar aos 5.7 é que `você sabe que, provavelmente, já viveu e experimentou mais coisas na vida, do que provavelmente experimentará ou viverá daqui para a frente. As coisas vão se tornando mais claras, você não cria falsas expectativas com os amigos e acaba por aceitar as coisas e as pessoas como elas são, com suas virtudes e seus defeitos. Sem julgamentos e sem críticas.
O mesmo vale na esfera macro, a nível nacional, quando vc percebe claramente que não existem heróis, que não existem salvadores da Pátria, nem mocinhos nem bandidos. Que o mundo continua sendo o velho e bom mundo, com seus defeitos, com suas pessoas bem intencionadas, mas que as vezes falham na execução de seus projetos.
Quando escolhi fazer uma campanha e defender o voto em Jair Bolsonaro, eu tinha claro para mim, que existiam candidatos bem melhores que ele, mas os mesmos não tinham chance de vencer o pleito, devido à polaridade entre esquerda e direita que se criou naquele momento histórico. Sabia que ele seria uma peça de transição, que haveria um antes e um depois. Que ele é um homem cheio de limitações, cheio de preconceitos, cheio de lugares comuns em sua maneira de ver o mundo. Sabia que ele faria um monte de asneiras como presidente. Que ele não é tão ruim com os militantes de esquerda o pintam, mas tampouco, tão maravilhoso como os bolsonaristas de carteirinha o enxergam. Não é um deus grego, muito menos um grande líder. Tanto é que sempre fora um deputado do chamado baixo clero, que durante 28 anos, não havia chamado tanto a atenção de todos, exceto por algumas extravagâncias ou alguns rompantes e impropérios proferidos contra seus adversários políticos. Mas ele soube canalizar para ele e se apresentar como o contrário do petismo. E venceu as eleições presidenciais, contra todas as expectativas de que seria uma piada política. Ao escolher o texto de João 8;32 “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, como ele vive apregoando, ele decidiu escolher o caminho mais difícil para todo politico, de dizer a verdade em todas as ocasiões. Porém, isso, que para alguns jornalistas, é tido como. "Sincericídio”, tem sido um divisor de águas na política deste país, e com isso, ele comete acertos e erros. Cada semana, cada dia, temos um principio de incêndio, uma crise, que precisa ser debelado por seus assessores e ministros.
O presidente tem demonstrado, porém, que o seu ponto fraco, o seu tendão de Aquiles, são os seus filhos. A cada dia que passa, fica mais claro para todos, que o deputado Flávio Bolsonaro poderia ter cometido o pecado de nomear assessores parlamentares na Assembléia Legislativa do seu Estado, o Rio de Janeiro e de ter ficado com parte dos seus salários para ele, deputado, sendo esse dinheiro gerenciado por seu assessor. Quando o COAF abriu com zelo extremado e mostrou essas movimentações, transformou Bolsonaro e o país refém dessa informação. Agora, Jair Bolsonaro tem agido com todas as suas forças para defender o seu filho do possível ilícito cometido, usando prerrogativas de Estado, e se aliando a Dias Toffoli, para que este lançasse aquela peça casuística, vergonhosa, de proibir a divulgação dos dados do COAF sem ordem judicial. E o preço dessa bondade, é o de o presidente da República defender a permanência do presidente do STF, sabidamente por todos, uma das peças mais podres daquele tribunal superior, juntamente com Gilmar Mendes e Ricardo Lewandovsky, além de nomear para a PGR um nome alinhado com Dias Toffoli e o PT. Em vez de defender o nome que toda a sociedade pede, de Deltan Dallagnol, procurador responsável e o numero 2 da Operação Lava Jato, que foi, com certeza, a maior obra que este país já lançou mão, para fazer essa operação de limpeza nas ratazanas da corrupção.
Como eu digo, não existem santos no meio político. Jair Bolsonaro, pelo que se sabe até agora, não teve contra ele nenhuma prova de que tenha recebido dinheiro ilícito de empreiteiras ou de empresas como a JBS, que saiu comprando o poder através do financiamento ilícito de campanhas de centenas a milhares de políticos por todo o país. Tampouco, em todas as operações que foram desenvolvidas pela PF, pelas instituições que resguardam a justiça e o bem publico, nada existe que desabonem o politico Jair Bolsonaro. Porém o seu ponto fraco são seus filhos e estes podem ser a sua perdição. O dilema do estadista, é que, numa situação extrema como essa, ele tem que sacrificar o lado errado, que nesse caso é o seu filho. Senão, ele corre o risco de por para perder todo o seu esforço para reconstruir esta Nação. E o pior que pode acontecer, nesse momento, é termos um presidente refém de Dias Toffoli e similares.
Por isso, estamos aguardando os próximos movimentos no tabuleiro de xadrez de Brasília. Dependendo de qual peça ele mover, pode levar um xeque mate. E isso será ruim demais, pois teremos uma rainha da Inglaterra, manipulado pelos poderes que há décadas manipulam o poder e os tribunais do Brasil.
E isto tudo seria uma pena, pois, como disse lá no início, se fizermos uma analise desapaixonada do que foram estes 10 meses de mandato presidencial, sem duvida, perceberemos que muita coisa aconteceu, que muitos avanços ocorreram, principalmente na maneira de se fazer politica em Brasília, com um ministério técnico e capacitado para tocar os problemas cotidianos dos seus setores, que, mesmo sem dinheiro, conseguiram alavancar a economia, fazer com que diversos tratados de cooperação econômica e politica, avançassem décadas em poucos dias. Que temos um ministro da infraestrutura que tem angariado o respeito de todos, por onde passa, calando jornalistas esquerdistas com fatos e números, que ninguém consegue contradizer. Uma ministra da Agricultura, e um ministro da Saude, ambos do nosso Estado, que fizeram uma verdadeira revolução em suas pastas, uma conseguindo abrir mercados no mundo todo para nossos produtos agrícolas e nossa proteína animal, o outro resolvendo gargalos e sumidouros de dinheiro que por décadas sangraram o dinheiro do erário público, sem contar um plano de Médico do Estado, que era o grande sonho de todas as entidades médicas há décadas.
Além disso, Jair Bolsonaro, tem angariado a simpatia da população por ser uma figura extremamente simples e direto, que não se intimida com o contato com seu eleitorado, mesmo já tendo sido vitima de um atentado que quase o matou, não se furtando ao corpo a corpo com seus simpatizantes, para o pânico dos seus seguranças.
Portanto, eu espero, de todo o coração, que Jair Bolsonaro consiga ver a grandeza do cargo que ocupa e do sacrifício que por vezes dele será exigido, cortando na própria carne, no sangue do próprio sangue, quando necessário, para que a justiça do pais possa ser cumprida e, se comprovado que Flavio Bolsonaro cometeu ilícito, que seja punido com os rigores da lei, para bem do pais e de toda a população.
A se Aguardar...

JAIR, FLÁVIO E DIAS TOFFOLI

A grande virtude de vc chegar aos 5.7 é que `você sabe que, provavelmente, já viveu e experimentou mais coisas na vida, do que provavelmente experimentará ou viverá daqui para a frente. As coisas vão se tornando mais claras, você não cria falsas expectativas com os amigos e acaba por aceitar as coisas e as pessoas como elas são, com suas virtudes e seus defeitos. Sem julgamentos e sem críticas.
O mesmo vale na esfera macro, a nível nacional, quando vc percebe claramente que não existem heróis, que não existem salvadores da Pátria, nem mocinhos nem bandidos. Que o mundo continua sendo o velho e bom mundo, com seus defeitos, com suas pessoas bem intencionadas, mas que as vezes falham na execução de seus projetos.
Quando escolhi fazer uma campanha e defender o voto em Jair Bolsonaro, eu tinha claro para mim, que existiam candidatos bem melhores que ele, mas os mesmos não tinham chance de vencer o pleito, devido à polaridade entre esquerda e direita que se criou naquele momento histórico. Sabia que ele seria uma peça de transição, que haveria um antes e um depois. Que ele é um homem cheio de limitações, cheio de preconceitos, cheio de lugares comuns em sua maneira de ver o mundo. Sabia que ele faria um monte de asneiras como presidente. Que ele não é tão ruim com os militantes de esquerda o pintam, mas tampouco, tão maravilhoso como os bolsonaristas de carteirinha o enxergam. Não é um deus grego, muito menos um grande líder. Tanto é que sempre fora um deputado do chamado baixo clero, que durante 28 anos, não havia chamado tanto a atenção de todos, exceto por algumas extravagâncias ou alguns rompantes e impropérios proferidos contra seus adversários políticos. Mas ele soube canalizar para ele e se apresentar como o contrário do petismo. E venceu as eleições presidenciais, contra todas as expectativas de que seria uma piada política. Ao escolher o texto de João 8;32 “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, como ele vive apregoando, ele decidiu escolher o caminho mais difícil para todo politico, de dizer a verdade em todas as ocasiões. Porém, isso, que para alguns jornalistas, é tido como. "Sincericídio”, tem sido um divisor de águas na política deste país, e com isso, ele comete acertos e erros. Cada semana, cada dia, temos um principio de incêndio, uma crise, que precisa ser debelado por seus assessores e ministros.
O presidente tem demonstrado, porém, que o seu ponto fraco, o seu tendão de Aquiles, são os seus filhos. A cada dia que passa, fica mais claro para todos, que o deputado Flávio Bolsonaro poderia ter cometido o pecado de nomear assessores parlamentares na Assembléia Legislativa do seu Estado, o Rio de Janeiro e de ter ficado com parte dos seus salários para ele, deputado, sendo esse dinheiro gerenciado por seu assessor. Quando o COAF abriu com zelo extremado e mostrou essas movimentações, transformou Bolsonaro e o país refém dessa informação. Agora, Jair Bolsonaro tem agido com todas as suas forças para defender o seu filho do possível ilícito cometido, usando prerrogativas de Estado, e se aliando a Dias Toffoli, para que este lançasse aquela peça casuística, vergonhosa, de proibir a divulgação dos dados do COAF sem ordem judicial. E o preço dessa bondade, é o de o presidente da República defender a permanência do presidente do STF, sabidamente por todos, uma das peças mais podres daquele tribunal superior, juntamente com Gilmar Mendes e Ricardo Lewandovsky, além de nomear para a PGR um nome alinhado com Dias Toffoli e o PT. Em vez de defender o nome que toda a sociedade pede, de Deltan Dallagnol, procurador responsável e o numero 2 da Operação Lava Jato, que foi, com certeza, a maior obra que este país já lançou mão, para fazer essa operação de limpeza nas ratazanas da corrupção.
Como eu digo, não existem santos no meio político. Jair Bolsonaro, pelo que se sabe até agora, não teve contra ele nenhuma prova de que tenha recebido dinheiro ilícito de empreiteiras ou de empresas como a JBS, que saiu comprando o poder através do financiamento ilícito de campanhas de centenas a milhares de políticos por todo o país. Tampouco, em todas as operações que foram desenvolvidas pela PF, pelas instituições que resguardam a justiça e o bem publico, nada existe que desabonem o politico Jair Bolsonaro. Porém o seu ponto fraco são seus filhos e estes podem ser a sua perdição. O dilema do estadista, é que, numa situação extrema como essa, ele tem que sacrificar o lado errado, que nesse caso é o seu filho. Senão, ele corre o risco de por para perder todo o seu esforço para reconstruir esta Nação. E o pior que pode acontecer, nesse momento, é termos um presidente refém de Dias Toffoli e similares.
Por isso, estamos aguardando os próximos movimentos no tabuleiro de xadrez de Brasília. Dependendo de qual peça ele mover, pode levar um xeque mate. E isso será ruim demais, pois teremos uma rainha da Inglaterra, manipulado pelos poderes que há décadas manipulam o poder e os tribunais do Brasil.
E isto tudo seria uma pena, pois, como disse lá no início, se fizermos uma analise desapaixonada do que foram estes 10 meses de mandato presidencial, sem duvida, perceberemos que muita coisa aconteceu, que muitos avanços ocorreram, principalmente na maneira de se fazer politica em Brasília, com um ministério técnico e capacitado para tocar os problemas cotidianos dos seus setores, que, mesmo sem dinheiro, conseguiram alavancar a economia, fazer com que diversos tratados de cooperação econômica e politica, avançassem décadas em poucos dias. Que temos um ministro da infraestrutura que tem angariado o respeito de todos, por onde passa, calando jornalistas esquerdistas com fatos e números, que ninguém consegue contradizer. Uma ministra da Agricultura, e um ministro da Saude, ambos do nosso Estado, que fizeram uma verdadeira revolução em suas pastas, uma conseguindo abrir mercados no mundo todo para nossos produtos agrícolas e nossa proteína animal, o outro resolvendo gargalos e sumidouros de dinheiro que por décadas sangraram o dinheiro do erário público, sem contar um plano de Médico do Estado, que era o grande sonho de todas as entidades médicas há décadas.
Além disso, Jair Bolsonaro, tem angariado a simpatia da população por ser uma figura extremamente simples e direto, que não se intimida com o contato com seu eleitorado, mesmo já tendo sido vitima de um atentado que quase o matou, não se furtando ao corpo a corpo com seus simpatizantes, para o pânico dos seus seguranças.
Portanto, eu espero, de todo o coração, que Jair Bolsonaro consiga ver a grandeza do cargo que ocupa e do sacrifício que por vezes dele será exigido, cortando na própria carne, no sangue do próprio sangue, quando necessário, para que a justiça do pais possa ser cumprida e, se comprovado que Flavio Bolsonaro cometeu ilícito, que seja punido com os rigores da lei, para bem do pais e de toda a população.
A se Aguardar...

publicado por drtakeshimatsubara às 15:44 | comentar | favorito
21
Jul 19

VIDA MODERNA

 

Vida moderna

Almoçando num restaurante do shopping de Campo Grande, chamou minha atenção o comportamento das pessoas.
Numa mesa, sentaram-se duas moças parecidas uma com a outra, provavelmente duas irmãs. As mesmas, cada uma com seu celular, não trocaram uma palavra, cada uma interagindo com a tela do smartphone, mas não entre si. Passaram o almoço todo sem trocar uma palavra, uma com a outra.
Em outra mesa, sentou-se um pai com dois filhos. Provavelmente, pais separados, com o final de semana para o pai. Da mesma forma, o pai, não trocou uma palavra com seus filhos, permanecendo o tempo todo interagindo com seu celular. O irmão mais velho, também tinha o seu celular e jogava algum jogo. O irmão mais novo olhava para o lado, ora incomodava seu irmão mais velho
Numa terceira mesa, um casal de jovens, com uma senhora idosa, talvez a avó de um deles, também permaneceu o tempo todo calada, olhando ora para um, ora para outro, mas sem participar ativamente da conversa.
Cabe aqui uma reflexão: vemos adolescentes e jovens desajustados, com problemas de comportamento, de consumo de drogas ilícitas, com síndrome do pânico, que se cortam, etc., todos lotando consultórios de psicólogos e psiquiatras aos montes. Quando se investiga a fundo, vemos pessoas carentes, que não se sentem amadas por seus pais, que se sentem abandonadas pela família. Vemos famílias ricas, morando em seus palacetes, com carros importados na garagem, mas famílias sem amor.
Em algum momento, nós nos perdemos na estrada da vida, correndo atrás de ilusões, de dinheiro, de poder, de riquezas, e nos esquecemos das pessoas, dos nossos entes amados.
Ficamos tão cansados das dificuldades do dia a dia, que nos esquecemos da conversa, olho no olho, daquela conversa jogada fora, das piadas sem graça, do simples brincar. Interagindo com nossas maquininhas, esquecemos das pessoas que estão ao nosso redor. Depois, a vida passa, nós envelhecemos, ficamos ricos, com grande poder econômico e politico, mas nós nos sentimos sozinhos no mundo.
A vida é muito curta. Num átimo, se passam décadas e finalmente, quando nós nos damos conta, ela foi desperdiçada conosco correndo atrás de moinhos de vento!
Vivamos intensamente o presente! A depressão, o deprimido, é aquela pessoa que vive do passado, olhando apenas para o passado. O sujeito ansioso, vive somente o amanhã, olhando apenas para o futuro. A nossa vida, é feita de um presente bem vivido. Se aquelas irmãs do início do texto, largassem seus celulares e trocassem confidencias, trocassem seus sonhos, suas expectativas, talvez elas pudessem se amar mais. Se aquele pai pudesse ouvir as experiencias de seus filhos durante a semana, do que eles brincaram, o que a professora ensinou para eles, talvez ele pudesse participar da vida de seus filhos, mesmo não morando junto deles. Se o casal pudesse ouvir as experiencias da avó, as historias que ela já deve ter vivido, a experiencia acumulada, talvez pudessem aprender alguma coisa. Aliás, aprenderiam muita coisa!!!
Enfim, precisamos repensar nosso modo de viver. Para que nós precisaremos adquirir tantos tesouros na terra? Porque nós precisamos morar num palacete com dez quartos, se nós somos um só e só podemos dormir num único lugar, por noite? Para que precisamos de um carro importado, que corre a 300 km/hora, se nas estradas, o máximo permitido é 120 Km/h? Porque termos tanto dinheiro, se não podemos levar para a outra vida? Se ainda não inventaram caixão com gavetas? Não dá para fazermos depósitos de dinheiro nos bancos do além túmulo! Dinheiro em excesso só serve para causar desentendimentos e brigas de herdeiros.
Viver de forma mais simples, sem desperdiçarmos nosso tempo, olhando aquelas bobagens que os amigos escrevem nos grupos de Whatsapp. Invejando as fotos de viagens para o exterior dos amigos no Facebook. Isso tudo faz mal, é tempo desperdiçado. E tempo, é algo por demais precioso!
Vamos nos desapegar um pouco de nossas ilusões e olharmos ao nosso lado? Podemos ter alguém muito querido, pedindo socorro, implorando por um olhar, por um gesto de carinho! Pensemos nisso!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 20:22 | comentar | favorito
09
Jan 19

A DIFICIL ARTE DE GOVERNAR UM PAÍS.

A dificil arte de governar um país

 

O Brasil iniciou uma nova fase, a partir do dia primeiro de janeiro de 2019, com a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República.

Junto com ele, vem uma tentativa de se mudar um sistema que dura mais de 500 anos, de uso da máquina pública e do tesouro público, como fonte de privilégios e de favorecimentos dos amigos do rei.

Mas, toda mudança, tem um preço muito alto.

Quando percorreu o país, se oferecendo como uma alternativa para o que estava aí, no sistema político, Bolsonaro se ofereceu como um candidato que tentaria algo diferente, sem o tradicional sistema político clientelista, sem os favorecimentos políticos, sem os acordos espúrios de nomeação de cupinchas para cargos em estatais e bancos públicos.

Ao se lançar como um candidato que combate o sistema, ele se torna alvo da fiscalização de todos, principalmente da imprensa e dos setores que se sentem ameaçados com as mudanças que fatalmente terão que ser implementados, pelo seu projeto politico.

Neste caso, as denuncias envolvendo seu filho Flávio, com seu assessor legislativo, pelo COAF, não têm tanta consistência, mas, mesmo assim, incomodam o capitão, neste seu inicio de governo.

Por ultimo, a nomeação do filho do vice presidente, General Mourão, para cargo no Banco do Brasil, de assessoria do presidente, com grande aumento salarial, a principio, não fere nenhum código de posturas do serviço público.

É difícil para nós, eleitores dessa mudança, entendermos todo esse processo e fazermos um julgamento do processo, separando o joio do trigo.

Porém, é necessário que, uma vez constatada a irregularidade, que seja tomada as providencias para se corrigir os erros. A tolerância zero com a falta de ética e as punições com aqueles que cometem erros, deve ser medida norteadora do processo de governar.

É preciso que se tome o cuidado para não sermos tolerantes com os pequenos vícios e pequenos erros, pois eles são a porta aberta para a tolerância, que conduz a faltas éticas mais graves, que acabam levando a um governo que permita a corrupção e as tramoias de sempre.

Sabemos também que dentro do seu ministério, tivemos denúncias envolvendo Onyx Lorenzoni, O Ministro do Meio Ambiente, o próprio Mandetta e a Ministra Tereza Cristina.

É necessário que se permita as investigações pelos órgãos fiscalizadores e que, se constatada irregularidades graves, que os mesmos sejam sumariamente demitidos de seus cargos.

Se dizia que a esposa de César, na Roma Antiga, não devia apenas ser honesta, mas também, parecer honesta aos olhos do publico.

É isso que o Brasil todo está esperando deste governo.

Vamos aguardar os acontecimentos.

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09
Out 18

O BRASIL QUE RESULTOU DAS URNAS

O BRASIL QUE RESULTOU DAS URNAS Terminado o primeiro turno, temos cristalizado a polarização que se desenhava há 4 anos e que se agudizou nos últimos tempos. Nós contra eles, Coxinhas versus mortadela, esquerda contra direita, Bolsonaristas contra petistas. A grande maioria dos brasileiros, por todo o país, vestiu a camisa verde amarela e foi para as ruas, mostrar um desejo de mudança. Enquanto isso, o que fez a maioria dos políticos? Uma reforma política feita sob medida, que só privilegiava a eles mesmos, com uso de verbas públicas para arcar com despesas bilionárias para a farra nas eleições, propaganda eleitoral no rádio e televisão gratuitos, uso maciço da imprensa e da mídia para repercutir notícias criadas pelas suas assessorias. Tudo caminhava para a reeleição dos grandes caciques, para governadores, para o Senado e para a Câmara dos Deputados. O que fez o povo?! Mandou para casa a maioria deles !!! A família Sarney, Dilma Roussef, Eduardo Suplicy, Romário, Chico Alencar, Roberto Requião, Beto Richa, e tantos outros políticos que eram grandes lideranças, perderam o mandato. Em nosso Estado, Zeca do PT, Geraldo Resende, Waldemir Moka, e tantos outros perderam o seu mandato. Um capitão do Exército Brasileiro, que se candidatou inicialmente para Vereador, e depois reeleito inúmeras vezes para Deputado Federal, resolve se lançar candidato a presidente, contra tudo e contra todos. Sempre filiado a partidos pequenos, consegue o nanico PSL para se lançar na empreitada. Verba pública para campanha? Quase nenhum. Tempo para propaganda eleitoral gratuita? 7 segundos por dia. Visita praticamente todos os Estados do país, vai para todos os lugares onde tenha vôo de carreira, visita outros países, como Israel, Japão Coréia do Sul, Taiwan, e vai percebendo que algo de muito errado estava acontecendo com este pais. Um gigante, de tamanho continental, com uma natureza exuberante, com riquezas mil, cobiçado por todos os países do mundo, mas que vive uma situação de miséria, de penúria, com suas estruturas institucionais completamente destruídas, corrompidas, apodrecidas. Nenhum partido, aceita o cargo de vice-presidente de Bolsonaro, rindo da ousadia desse político que tenta fazer tudo ao contrário da prática comum Não se submete ao jogo político, que vigora desde sempre no Brasil, do toma lá dá cá. Não aceita fazer acordos espúrios e se lança sem apoio nenhum, sem nenhum marqueteiro para criar programas eleitorais lindos e bem arranjados. Consegue na última hora um General reformado, por outro partido nanico, que acrescenta 1 segundo ao seu tempo eleitoral. Qual foi o recado claro que foi dado pelas urnas nestas eleições de 2018? Que o povo não aguenta mais o jogo político, que vigora há 500 anos neste país, onde uma súcia de poderosos, se intitula dono do poder, negocia esse mesmo poder para obter vantagens pessoais e dos grupos políticos, e assim, nesse jogo de compadrio, se perpetuam, formando verdadeiros clãs políticos, como os de Romero Jucá, Jader Barbalho, José Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Renan Calheiros, César Maia, Roberto Requião. etc. Alguns, ainda continuam, mas a grande maioria, foi varrida do mapa político por um eleitorado que se cansou de servir de massa de manobra a cada eleição. Mesmo com propaganda eleitoral abundante, com dinheiro público a rodo para tentar comprar votos, o povo deu um verdadeiro chega prá lá, A sociedade está num processo de eterna mudança. Após um período conservador, vem uma fase de liberalização dos costumes. Após a década de 60, com a pílula anticoncepcional, com o movimento hippie, o movimento de revolta estudantil o movimento feminista, a sociedade deu um grande avanço, em matéria comportamento social. Após 30 anos de governos de esquerda, a sociedade está cansada de tanta liberalidade. Após medidas governamentais, para implantar propostas ditas progressistas no sistema educacional e com leis liberalizantes, as pessoas estão dando um sinal claro de preferir uma guinada para o conservadorismo. Valores como igreja, família, combate a propostas de liberalização do aborto, liberalização das drogas, que fazem parte dessas propostas progressistas, causaram uma reação contraria na maioria das pessoas. A grande maioria da população brasileira, é conservadora. Preza pela sua família, frequenta missas e cultos religiosos, ouve desde sempre padres e pastores que pregam contra o consumo de álcool, de drogas, contra o aborto e pela defesa da família tradicional heterossexual. A atitude dos últimos governos de esquerda, ao tentarem forçar a barra e implantar a ideologia de gênero nas escolas, as festas da família, proibindo as festas no dia dos pais e das mães, sob a alegação de que existiriam famílias formados por dois pais ou duas mães homossexuais, não foi tolerada por essa sociedade conservadora e tradicional. Associado a tudo isso, escândalos de corrupção se sucederam em série, durante os governos do PT. Iniciou com a CPI dos Correios, mensalão, petrolão e culmina com a Operação Lava Jato, que prendeu toda a principal cúpula do PT e dos partidos aliados. Dentre eles o líder mor, Luis Inácio Lula da Silva. O que as urnas mostraram é que Jair Messias Bolsonaro conseguiu capitalizar os principais anseios de uma sociedade que se sente farta de tanta corrupção, de tantos programas governamentais que mexem com seus valores morais, de tantos programas liberalizantes e discursos progressistas. A sociedade brasileira está demonstrando que pede muito pouco: que quer líderes que governem pelo exemplo, que sejam frugais nos gastos consigo mesmos, que não precisam andar em limousines blindadas, morar em verdadeiros palácios, rodar o país e o mundo a bordo de jatinhos luxuosíssimos, cujas despesas, dariam para bancar hospitais, creches, escolas, salários decentes para professores e policiais. Que quer que haja responsabilidade no trato com a coisa pública. Que juízes, promotores, políticos, abram mão de suas mordomias, de seus auxílios moradia, auxilio saúde, auxilio terno e outros que acabam dobrando os salários ou mesmo triplicando os mesmos, quando a maioria das pessoas têm salários baixíssimos, que mal dão para as despesas do mês. Por isso, a polarização entre Jair Bolsonaro e o PT, para presidente, é uma luta entre um futuro desejado e um passado, que nos envergonha. Tudo que a população está pedindo é que o nosso futuro possa ser menos sombrio e possamos recuperar a esperança de dias melhores. A dicotomia direita contra esquerda, na verdade, se resume em Estado Mínimo versus Estado Maximo! A sociedade não aguenta mais pagar tantos impostos, que oneram mais da metade dos ganhos de qualquer cidadão de classe média, para sustentar uma máquina tão perdulária, corrupta e que não oferece o mínimo de saúde, educação, segurança e infra estrutura, quesitos básicos que todo cidadão se acha merecedor de receber de volta, diante de tanto imposto que paga! E as propostas de governos de esquerda, no caso, a proposta de Fernando Haddad, é de total irresponsabilidade fiscal, de retirada de tetos de gastos, de aumentos das despesas, de aumento de salários de funcionalismos, enfim, soa como provocação, como os franceses às vésperas da Revolução Francesa, quando o governo de Luis XV aumentava dia a dia a cobrança de impostos sobre a população faminta, enquanto a nobreza se esbaldava em festas e bacanais nos palácios. Portanto, quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, que fique atenta aos claros sinais emitido das ruas e que se cristalizou nas urnas, neste dia 7 de outubro de 2018. A população está `a beira de uma revolução. Qualquer atitude temerária da esquerda, qualquer provocação, neste momento, tipo fraudar as urnas e dar a vitória para o petista, quando toda a população sinaliza que não quer essa continuidade, poderia desencadear uma reação em cadeia, cujos resultados poderiam ser catastróficos para a nossa unidade como país. Que o alerta das urnas seja ouvido com bastante carinho e cuidado!!! BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 03:54 | comentar | favorito
25
Set 18

BOLSONAROXHADDAD

BOLSONAROXHADDAD

 

Conforme os dias vão se passando e a eleição em primeiro turno, para presidente do Brasil, se aproxima, vemos cada vez mais claro a polarização do país em petismo contra antipetismo.

Os treze anos de governo petista, deixou, como maior resultado, um país completamente dividido! Não sou historiador e não tenho um conhecimento tão profundo da historia do Brasil, em todos os tempos, mas, pelo pouco que sei, nós nunca tivemos um país tão dividido em dois blocos tão antagônicos, tão polarizados e tão inimigos, a ponto de um grupo tentar, a todo momento, destruir o outro.

Alguns falam que Jair Bolsonaro, com seu discurso radical, é o culpado pelo discurso de ódio que divide o país nos dias de hoje. Mas, temos que fazer justiça e percebermos que, na verdade, essa divisão vêm de mais de quatro anos atrás, quando o PT e Lula, iniciou esse discurso polarizado, de nós contra eles. De mortadelas contra coxinhas. De vermelhos contra amarelos, de nordestinos contra sulistas, de brancos contra negros, de homossexuais contra heterossexuais. Na eleição de Dilma Roussef contra Aécio Neves, em 2014, esse discurso foi debatido, à exaustão, pela campanha eleitoral de Dilma.

E ao longo desses quatro anos, com o processo popular nas ruas, de pessoas saindo às ruas com camisetas amarelas e verdes, pedindo o impeachment de Dilma, enquanto as esquerdas organizavam manifestações com bandeiras do MST, CUT, MTST e dos partidos de esquerda, que culminou na caravana de Lula, pelo Brasil, principalmente no Sul do país, essa polarização e divisão só foi se acentuando paulatinamente e continuamente.

E assim, chegamos a um processo eleitoral neste ano de 2018, com uma grande maioria da população brasileira, dando um basta a todo esse processo de “vermelhização” do Brasil. A população está dizendo Basta!!! Eu não aguento mais tanto discurso de ódio! Eu não aguento mais ver o meus país e o brasileiro ser tratado como gado, como massa de manobra! Eu não aguento mais ver pessoas querendo calar o discurso do outro com violência, com uma facada num candidato que eu odeio!!!

E principalmente, a grande maioria da população brasileira está dizendo que não aguenta mais ver tanta corrupção, tanta sujeira nos meios políticos, com compra de votos, com nomeações políticas para cargos que culminaram em uma corrupção generalizada em todas as instâncias e em todas as instituições de empresas estatais e corporações do governo.

Jair Bolsonaro, apesar de estar há 28  anos na política, como vereador e depois deputado federal, sempre pertenceu ao baixo clero, sendo um deputado mais famoso pelo seu destempero verbal e pelas suas manifestações que compunham o discurso da bancada dita evangélica da Câmara de Deputados. Mas, de repente, há 4 anos, ele começou a viajar o país, a visitar todas as cidades grandes, médias e pequenas de todos os Estados do pais. E neste processo, ele viu que sua popularidade foi aumentando aos poucos, sendo recebido nos aeroportos por uma multidão, que o chamavam de “mito”, que fazem carreatas cada vez com maior número de componentes, aparecendo aos poucos nas redes sociais, no facebook, twitter, youtube e outros mecanismos, em gravações feitas com celulares, com má qualidade técnica de gravação, mas que mostravam todo o carinho e todo o respeito que ia angariando do brasileiro médio, do produtor rural, do empresário, do comerciante, da classe média, dos profissionais liberais.

E no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, MG, às 15:30, uma facada desferida contra Jair Bolsonaro, numa tentativa clara de matar o candidato, mostrou que essa polarização chegou às raias do absurdo e da violência como meio, para justificar os fins, quais sejam, de tentar, a todo custo, barrar um candidato que oferece uma real ameaça a todo o estabilishment, ao status quo, e à tentativa de se implantar um governo comunista no Brasil, de tentar manter um sistema político do toma lá dá cá, da corrupção generalizada, dos privilégios para castas e estamentos dentro da máquina pública, de distribuição de verbas para empresas e empresários amigos do rei. Fica claro que o grau de belicosidade e de certo desespero de certos setores que viveram a farra do dinheiro público distribuído a torto e a direito, com privilégios e subsídios estabelecidos pelo poder.

Neste processo de radicalização e polarização, cabe a cada brasileiro se posicionar claramente, se está de um lado ou de outro. Neste momento, não é possível ficar em cima do muro, não é possível assistir nos bastidores o desfecho deste processo político e eleitoral, pois os resultados, pode ser a completa destruição deste país, a transformação deste lindo país numa ditadura. Eu mesmo, havia me resolvido por votar em João Amoedo, cheguei mesmo a me filiar ao Partido Novo, mas percebo que isto, neste momento, seria uma atitude completamente perniciosa para os destinos deste pais. Mudei de opinião e me desfiliei ao partido recém filiado. Neste processo de polarização, ou você está ao lado de um candidato, que não é perfeito, que comete erros como todo ser humano, que tomou várias decisões erradas em votações como deputado, no passado, que falou muita bobagem e que se tornou uma figura tão combatida pela mídia. Ou, por outro lado,  você está ao lado de um candidato que é um fantoche, um poste, uma figura que é completa e totalmente manipulado por Lula, um presidiário, uma figura que tanto mal fez ao País. Decida-se e vote com a sua consciência. A decisão de votar em Haddad, ou mesmo em Ciro Gomes, ou em Marina Silva, ou até mesmo em Alckmin, será a manutenção de um sistema de esquerdização do país, que já dura 24 anos e que deixa, como legado, um país completamente destruído, com todas as principais e grandes empresas nacionais sobrevivendo com muita dificuldade, após 3 anos da mais brutal recessão da economia brasileira, muito pior do que a crise de 1929, com mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, com a total destruição do sistema de saúde, com todos os hospitais e unidades de saúde sucateadas, com Santa Casas e hospitais filantrópicos totalmente quebrados, com sistema educacional falido, com milhões de analfabetos funcionais, com jovens chegando ao ensino médio e superior sem conseguir ler e interpretar um texto básico, sem conseguir escrever uma frase completa e sem conseguir fazer contas básicas. Com um país onde 70.000 brasileiros são mortos todos os anos de forma violenta, por tiro, por arma branca, com facções de criminosos dominando todos os presídios do país, com milícias e gangues de traficantes dominando favelas e morros pelo país afora, com policiais desmotivados, mal equipados, com viaturas sucateadas e sem a mínima condição, com seus revólveres enferrujados, de enfrentar fuzis e armamentos pesados, como granadas e armamentos de grosso calibre. E morrendo aos montes, numa total covardia e desproporção de forças!

O Brasil de amanhã, depende da sua decisão de hoje. Depois, não adianta reclamar que o Brasil, que sempre foi um país do futuro, nunca se transforma num país potência mundial, apesar de todas as belezas e riquezas que Deus colocou no solo e na natureza deste país continente!!!

Eu voto Jair Bolsonaro no dia 7 de outubro!

BRASIL, ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 01:05 | comentar | favorito
26
Mai 18

A GREVE DOS CAMINHONEIROS

A GREVE DOS CAMINHONEIROS

 

Em uma semana, uma categoria profissional, a dos caminhoneiros, conseguiu parar um país. Com a paralisação de suas atividades, instalou-se o caos por todo o país, faltando combustível nos postos de gasolina, botijões de gás nas distribuidoras, alimentos nas prateleiras, querosene para os aviões, insumos para a indústria enfim, tudo parou no Brasil nesta semana.

Em 2013, o país foi sacudido por um movimento espontâneo, que surgiu das ruas, em protesto pelo aumento de tarifa de ônibus e contagiou o pais. Hoje, temos um pais parado, que mesmo sob as ameaças de um governo que perdeu toda a credibilidade e apoio politico, tentando mostrar uma força que ele não tem.

Ao mesmo tempo, vemos comerciantes elevando os preços nos postos, de 4 para 14 reais por litro de combustível, vemos botijões de gás, de 80 sendo vendidos por 200 reais, a saca de batata subindo de 50 para 300 reais. Livre mercado? Não sei, isso me parece pura sacanagem, o pior da Lei de Gérson sendo colocado em prática por alguns oportunistas.

Mas, de tudo isto, esta crise nos permite fazer uma reavaliação do momento em que estamos vivendo, e da oportunidade única que esta crise nos dá, de percebermos que, do jeito que está, não pode permanecer.

Somos um pais jovem, com uma cultura jovem, e como tal, temos muito que aprender, temos muito a apanhar, antes de nos tornarmos uma civilização mais moderna e que pense de maneira mais global e menos individualista.

Porém, refletindo sobre o movimento dos caminhoneiros, muitas coisas vêm a nossa mente. Estamos passando, desde 2013, por uma profunda crise moral, pois todo o arcabouço politico, que deu sustentação aos governos nos últimos anos, esta ruindo, e caindo por terra, desmoronando qual um castelo de cartas no ar.

Assistindo ao vídeo com as palestras de Paulo Guedes, economista cotado para ser o mentor de economia do plano de governo de Jair Bolsonaro e possível ministro da fazenda, se este ganhar as eleições, vê-se que o Brasil precisa ser passado a limpo. Começa que nós precisamos reescrever uma nova Constituição Federal, pois essa, de 1988, é uma grande m... que muito contribuiu para o estado de caos que hoje estamos vivendo. É preciso reescrever uma Constituição com menos artigos, mais genérica e com menos regulamentações. É preciso que revisemos todo o sistema fiscal do pais, que vendamos todas as estatais, a Petrobrás, a Eletrobrás, os Correios,  o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, enfim, é preciso fazer caixa, para quitar a dívida pública, que hoje está beirando os 4 trilhões de reais. Estamos pagando 500 bilhões de juros todos os anos para os bancos. Precisamos rever o sistema previdenciário, tornar o sistema menos injusto e equitativo, diminuir privilégios. Criar um teto para o pagamento para o funcionalismo público, pagando salários equivalentes aos do mercado, e acabarmos com os inúmeros privilégios que foram agregados, ao longo dos anos, nas inúmeras castas de funcionalismo publico, da qual eu mesmo faço parte. Cortar na própria carne. Fazer o Estado atuar nas áreas que lhe são inerentes, na educação, na saúde, na segurança, na justiça, etc. Precisamos mudar o sistema político, fazendo valer a fidelidade partidária e criar mecanismos para acabar com o toma lá, dá cá, que hoje é o principal fomentador da corrupção em todos os níveis. É preciso que o sistema tributário seja todo revisto, que os impostos sejam cobrados e aplicados no próprio local de origem, sem precisar ir para Brasilia para depois voltar , numa cadeia de corrupção que vai corroendo a verba, ao longo desse caminho de volta.

Se sairmos do sistema de monopólio do refino e da distribuição dos combustíveis, acaba esse sistema perverso da Petrobras, que foi quebrada pelo assalto petista ao seu caixa, e que no governo Temer, tentou (e conseguiu) se reerguer, jogando nas costas dos brasileiros todos, e principalmente dos caminhoneiros, a conta dos combustíveis crescentes, que foi o estopim deste movimento de revolta popular.

Michel Temer era vice-presidente na chapa de Dilma Roussef, e sempre foi cúmplice de toda a bandalheira que tomou de assalto as ações dos políticos, por todo o pais. Carece de toda e qualquer credibilidade para governar o pais. Os dois processos que foram enviados para a Câmara, para permitir a cassação do seu mandato, foram suspensos, mediante uma compra deslavada de voto dos deputados. Percebe-se claramente, em todos os eventos desta crise, que Temer carece de autoridade para governar o Brasil, neste momento de grave crise.

Em todo movimento que toma a proporção deste atual, claramente aparecem os oportunistas, como agora, onde os empresários do transporte aproveitam a oportunidade para fazer um possível locaute, pois eles também estão sendo penalizados pelos problemas que motivaram a paralisação. O preço dos combustíveis, num pais onde 80% de sua produção é interna e não importada, não necessariamente precisaria seguir os preços do mercado externo, dolarizado, deveríamos pagar o preço de custo da extração mais a taxa de ganho da empresa exploradora, no caso a Petrobrás.  O preço dos combustíveis não precisaria ter um aumento diário, mas sim uma vez por mês ou menos, quando houvesse justificativa para tal. O pagamento de pedágio, mesmo quando o pneu do caminhão esta elevado, não tem justificativa. Aliás, a lógica de se pagar pedágios caríssimos, em estradas esburacadas e mal cuidadas, é outro motivo de questionamento. A alta tributação sobre os combustíveis, que faz com que o litro, que custa 2 reais na porta da refinaria, chegue por quase 5 reais no posto de gasolina, mostra que a incidência de tributos, tais como CIDE, PIS, COFINS e ICMS, é um absurdo!!! Além disso, as distribuidoras e os donos de posto de gasolina, embutem uma margem de lucros muito alta, subindo o preço quando o preço sobe na refinaria, mas nunca diminuindo o mesmo, quando nas poucas vezes em que o preço diminuiu na Petrobras.

Por tudo isso, mesmo sofrendo na própria pele o caos que essa greve está ocasionando, mesmo assim, estou completamente solidário com o movimento paredista! Alguém precisava dar um basta em toda essa bandalheira e, como nós ficamos acomodados, em nossa zona de conforto, aceitando tudo passivamente, precisou que uma categoria se organizasse, fizesse um movimento que começou tímido, mas hoje, após uma semana, parou completamente todo um pais. E mesmo com toda a pressão do governo, eles não se acovardaram e permanecem parados.

Por isto, nós, sociedade brasileira, precisamos entender a justiça das reivindicações dos caminhoneiros e ficarmos completamente solidários com eles, pois a sua luta, é nossa também. Por isso, ao invés de olharmos para o nosso próprio umbigo e reclamarmos desse movimento, tenhamos a lucidez de manifestar esse apoio, que eles precisam tanto, pois sua desobediência civil, o é por um motivo justo e digno, que com certeza, nos legará um país melhor, no futuro.

Por isso, eu admiro demais esses profissionais, que passam dezenas de horas ao volante de um monstro motorizado, levando fechadas e xingamentos de motoristas de carros apressadinhos, que passam dias, semanas, meses, longe dos seus familiares, que dormem todas as noites na boléia de seus caminhões, que chegam ao final de sua vida, doentes, com problemas de coluna, de bursites, de problemas de coração, etc, muitos deles sem ter direito a aposentadorias dignas. Enfim, esse profissional, que foi a vida toda desprezada pela sociedade brasileira, como uma categoria invisível, hoje, mostra a sua força, mostra a sua união e mostra que, acima de tudo, são brasileiros, que não aceitam mais os desmandos e a bandalheira que ai está e quer mudanças, quer que o Brasil seja passado a limpo!!!

POR ISSO, EU APOIO INTEGRALMENTE OS CAMINHONEIROS DO BRASIL!!!!

VIVA OS CAMINHONEIROS!!!

VIVA O BRASIL!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 21:49 | comentar | favorito
12
Mai 18

MINHA MÃE, TAKE MATSUBARA

MINHA MÃE, TAKE MATSUBARA

 

Ao se aproximar o Dia das Mães, no próximo domingo, lembro-me com saudade de minha querida mãezinha.

Um dia, algum dia, pretendo escrever um livro, contando a história dessa mulher sensacional, que foi a dona Take.

Nasceu de uma família de agricultores, na Provincia de Kumamoto Ken, no sul do Japão, Era a segunda filha de uma família numerosa e que, nos idos dos anos 1930, resolveu imigrar para o Brasil. Venderam tudo que tinham, e compraram passagens de navio, para vir para o Brasil, na época, num esforço enorme para substituir a mão de obra escrava por imigrantes, europeus e asiáticos. Durante o embarque, minha mãe foi barrada pela imigração, pois estava doente, com conjuntivite por Chlamidia trachomatis. Naquela época, não havia tratamento com antibióticos e esta doença estava na lista das doenças que impediam as viagens internacionais de navios. A família do meu avô, Nishida, se viu numa tremenda saia justa. Tinham vendido tudo e não tinha mais como voltar atrás e esperar longos meses pela recuperação de minha mae. A solução encontrada, foi deixa-la para trás, aos cuidados de seus tios, irmão do meu avô. Eu me lembro de que minha mãe falava sobre isso sem revolta, mas, com certeza, foi um período duro, que a marcou para sempre. Por ter sido praticamente abandonada pela família, ela foi usada como uma empregada pela família de seus tios, trabalhando de sol a sol e sem direito a descanso. O que mais doía era  ouvir que ela chegava varada de fome, de tanto trabalho pesado, mas muitas vezes, tinha que dormir sem direito a jantar, pois a prioridade era alimentar primeiro o chefe de família, depois os familiares e, se sobrasse comida, a minha mãe.

Nesse ínterim, a família do meu pai, Matsubara, havia se mudado para a Mandchuria, possessão chinesa que havia sido tomada pelo Japão, na Guerra entre ambos, que durou de 1937 a 1945. Esta guerra, tinha por um lado os chineses que recebiam apoio militar e de aviões e armamentos americanos, contra os japoneses. Durante a fase inicial, os japoneses venceram e conquistaram uma grande porção oriental da China.  A Mandchuria era uma região extremamente rica, com solo altamente fértil e com subsolo pleno de riquezas, como carvão mineral e petróleo. Eles haviam sido convocados pelo governo japonês para produzir hortaliças e verduras para os soldados japoneses que haviam se estabelecido por lá. Pelos idos de 1940,  o meu pai estava em idade de se casar e fizeram um casamento arranjado chamado “omiai”, onde o contato era feito por um padrinho, através de cartas e fotos. Feito o casamento, minha mãe vai para uma terra desconhecida, onde os ataques terroristas eram constantes, pois os japoneses eram os invasores que haviam se estabelecido pela força das armas. Minha mãe contava que eram constantes os ataques, com muitos amigos e conhecidos sendo assassinados pelos “manchus”, os moradores originais daquela terra. Além disso, era uma região conflagrada, com tiros de metralhadoras e canhões, além de bombardeios constantes,  de aviões americanos. Esta guerra foi um dos embriões que causaram a II Guerra Mundial, no Pacífico, entre o império japonês e o americano, culminando com o ataque a Pearl Harbor, no estado americano do Havaí em 7 de dezembro de 1941. Apesar de tudo, a minha mãe me contava que ela havia sido feliz, pois comparado com a vida anterior, ela estava no paraíso, morando numa colônia de japoneses onde procuravam preservar as tradições, com as festas e comemorações que fazem parte da cultura japonesa.

Terminada a II Guerra Mundial, o Japão havia perdido a guerra. Já nos estertores do final da guerra, em 1945, a União Soviética declara guerra ao Japão e invade a Mandchuria, retomando as terras e as devolvendo para a China. Durante a fuga da família Matsubara para o Japão, eles foram embarcados em um trem de carga, de transporte de minérios e carvão, aqueles vagões que não tinham teto. Numa época de extremo frio, chuva e neve, a minha família, que contava com duas filhas, a minha irmã mais velha Keiko e uma segunda filha, Yasuko, que contava com meses de idade. Esta última, ao sofrer os rigores do clima, adquiriu uma doença respiratória, provavelmente uma pneumonia, e veio a falecer.  Num momento de grande confusão, com tiros de metralhadoras para todo lado, com ameaças de explosão desse trem o tempo todo, não foi possível se fazer uma cerimonia de funeral decente para ela, sendo praticamente abandonada ao lado dos trilhos, no processo de fuga.

Chegando ao Japão, eles retomam a vida, com o meu pai, segundo filho, assumindo os cuidados da família Matsubara, pois o meu tio, irmão mais velho dele, Toiti, tinha ido para a guerra e não se sabia seu paradeiro, sendo dado como morto. O meu pai, que tinha uma formação de técnico agrícola, naquela época um equivalente a um titulo universitário, foi trabalhar numa cooperativa próxima e também ajudava o meu avô nos cuidados da terra que haviam recebido num processo de reforma agraria pós-guerra.

Nesse ínterim, por volta de 1952, o meu tio tionam, Toiti ou mais velho, e que havia sido levado como prisioneiro de guerra pelos soviéticos, em campos de trabalhos forçados e concentração na Sibéria, foi libertado, mediante acordo de paz entre o Japão e a União Soviética e libertado, voltando para casa. O meu pai percebe que não havia espaço para tantas famílias na casa de meu avô e resolve imigrar para o Brasil.

Nessa época, a família de meu pai contava com 3 filhas mulheres. O contrato de imigração exigia a presença de mais um trabalhador do sexo masculino. Foi nessa hora que entra a figura do nosso tio Motonobu, irmão mais novo de meu pai, que foi praticamente forçado por meu avô a vir junto, acompanhando a nossa família. Nós, temos uma dívida de gratidão enorme por esse tio, pois foi graças a ele, que foi possível a imigração da família Matsubara para o Brasil.

Eles assinam um contrato com uma fazenda de cacau na cidade de Una, BA. Ao chegarem àquele local, percebem que as condições de moradia e trabalho não eram exatamente como propagado anteriormente. Havia uma alta incidência de malária, doença para quais os japoneses não estavam imunologicamente preparados e causava uma mortandade imensa. Além disso, havia fortes boatos de estupros de mulheres japonesas pelos baianos. Minha mãe estava gestante do nosso irmão mais velho, Ryuiti e as condições para o parto não eram as melhores na Bahia. O meu avô materno, Nishida, que havia se estabelecido em Santana do Itararé, PR, envia passagens de avião, para que meu pai, minha mãe e irmã menor na época, Takako, pudessem ir para lá. Alguns meses depois, o meu pai vai buscar o tio Motonobu e as minhas duas irmãs mais velhas, Keiko e Naoko, que haviam ficado na Bahia.

Começa então uma das fases áureas para a nossa família. Com a ajuda do meu avô Nishida, o meu pai inicia a vida de agricultor, logo comprando sua terra e em pouco tempo, fazendo grandes melhoramentos, com a edificação de uma casa, construção de granjas para criação de galinhas, cultivo de tomate, batata, feijão e outras atividades.

Em 1978, logo após o casamento do nosso tionam, Ryuiti com a nossa cunhada Marcia Ritie, eu, com 15 anos de idade, saio para estudar o terceiro colegial e fazer cursinho. Nessa época, um novo baque na vida de Dona Take, ao descobrir que ela estava com um câncer de colo de útero. Avançado. Submetida a uma cirurgia de grandes proporções no Hospital AC Camargo, de São Paulo, passa por um longo e penoso período de tratamento quimioterápico e radioterápico. Enquanto isso, eu era aprovado no curso de medicina na Fundação do ABC, em Santo André, SP.

O nosso irmão mais velho, Ryuiti, juntamente com nossa cunhada, havia assumido os comandos dos negócios da família, ficando responsável pelo cuidado de todos nós. Já manifestei em outro texto a minha gratidão enorme por esse irmão e por sua família, por ter me permitido formar-me médico. Pois bem, numa época de grande dificuldade financeira, a nossa mãe manifesta o desejo de voltar para o Japão, pois ela não sabia quanto tempo sobreviveria. Eu sei que meu irmão fez um esforço sobre humano, pegando dinheiro emprestado de agiota e tudo o mais, para poder financiar essa viagem para o Japão. Os cunhados ajudaram na empreitada e a viagem foi realizada. Eu só sei que, quando ela voltou do Japão, estava horrorizada com as mudanças pelas quais o país havia passado em tão pouco tempo. O consumismo desenfreado, o materialismo, a perda de valores das crianças, enfim, tudo havia se modificado de tal maneira, que ela não reconheceu mais os lugares por onde havia vivido. Eu me lembro de que, mesmo não sabendo falar quase nada em português, ela percebeu que ela havia se tornado uma brasileira.

Depois de formado em medicina e terminado a minha residência médica em pediatria, voltei para Dourados. Menos de um ano depois, ela me chama para que eu a examinasse, pois havia percebido uns caroços em sua barriga. Ao examiná-la, novo baque, pois o câncer dela havia voltado com tudo, tendo se disseminado por todo o seu abdômen. Tentamos um tratamento com ela, mas sabíamos que era em vão.

Recém chegado a Dourados, conheci o grande amor da minha vida, a Silvia. Nós tínhamos planos para nos casarmos no final de 1989, mas ela nos pediu para adiantar o casamento, pois queria ver casado o ultimo filho dela. E assim nós fizemos.  E sete meses depois, ela falecia, em 24 de fevereiro de 1990, após uma longa agonia.

Era uma mulher com baixíssimo nível de escolaridade, mal tendo conseguido concluir o ensino primário dos dias de hoje, mas gostava de ler os jornais escritos em língua japonesa, o que demonstrava que ela havia aprendido sozinha, por autodidatismo. Além disso, foi uma mulher muito sábia e que me passou valores que carrego comigo, de honestidade, de ética, de valores morais, tendo marcado a vida de todos os seus filhos para sempre.

Dona Take, obrigado pela sua vida, pelo seu exemplo e pela sua fortaleza. Dizem que uma árvore se mede pelos seus frutos e eu vejo que essa árvore frondosa, deu inúmeros bons frutos, tendo influenciado filhos, genros, noras, netos e bisnetos, que, espelhados no seu exemplo, seguem pela vida, dando testemunho dos seus imensos valores, plantando novas árvores, instituindo novas famílias, todas alicerçadas no exemplo de amor, dignidade e ética que marcaram sua vida para todos nós.

A senhora, juntamente com o ditian, Takasuke, deixaram um legado que só tem crescido e frutificado ao longo dos anos.

Muitíssimo obrigado!

Feliz Dia das Mães!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 18:42 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Set 17

A EXPOSIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER EM PORTO ALEGRE

A EXPOSIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER EM PORTO ALEGRE

 

 

Recentemente, vimos uma exposição de obras, ditas de artes, serem expostas no Espaço Cultural Santander, em Porto Alegre, RS, patrocinadas com dinheiro público, através da Lei Rouanet, que chocaram a sociedade e nos conduzem a uma reflexão profunda, sobre o momento em que estamos vivendo.

Toda sociedade, ao longo da história, tem a sua fase de crescimento, apogeu e queda. Vide as grandes civilizações do passado, como a egípcia, persa, grega, romana ou os grandes impérios como o espanhol, ingles e americano. Todas eles, no seu final, passaram por uma profunda crise, de cunho moral, que destroem os alicerces de sua sociedade, e entram num processo autofágico, destrutivo, que causam a sua implosão.

A nossa sociedade moderna, nos últimos sessenta anos, passou, de um processo extremamente conservador, onde a mulher trabalhava em casa, como dona de casa, educava seus filhos, tricotava, fazia bolos e se preocupava nos mínimos detalhes com os afazeres domésticos. De repente, veio a revolução sexual, a pílula anticoncepcional, os movimentos dos hippies, o rock and roll e o movimento da igualdade dos direitos para as mulheres, com estas saindo para o mercado de trabalho, com sua busca por formação e a mudança do modelo familiar para um núcleo mais restrito, com menos filhos, com o divórcio e os vários modelos de família, com pais ou mães do mesmo sexo adotando ou criando filhos.

No Brasil, saímos de uma ditadura militar de 21 anos, onde tudo era proibido, onde o pensamento e a liberdade de expressão foram censurados, onde as universidades tiveram grandes expurgos, exilando pensadores e professores mais progressistas, que foram mortos ou mandados para outros países. A imprensa era censurada, apresentando materiais jornalísticos que passavam por crivos dos censores. Tudo que contrariasse os interesses ou valores desse status quo, era proibido.

De repente, passamos por um processo de redemocratização, que culmina com a ascensão ao poder de um líder metalúrgico, semianalfabeto, filho de retirantes da seca do nordeste, carismático, bom de oratória e do poder de convencimento. Este promove algumas revoluções, principalmente com o seu olhar voltado para as minorias, os homossexuais, os índios, os negros, enfim, para um extrato social que sempre fora marginalizado ou restrito a guetos, tiveram o seu grau de liberdade máxima, com o Estado promovendo ações de valorização dos seus atos.

O que a sociedade não percebeu, foi que a ascensão de Lula e do PT fazia parte de um plano orquestrado por todas as forças ditas de esquerda da América Latina, num projeto para instalar o comunismo ou o socialismo, com estampas renovadas, nos diversos países. Liderados por Lula e Fidel Castro, unido a Hugo Chaves e outras lideranças, o Foro de São Paulo tentou instalar um sistema totalitário, onde o Estado era uma extensão dos partidos no poder e onde toda a atividade política e de governo, foi feito para criar mecanismos que permitissem a perpetuação desse grupo, ad eternem, no poder.

Nesse processo, tanto os órgãos de imprensa, dependentes da verba publicitária das instituições governamentais, ou da troca pura e simples de favores, como o de salvar a Rede Globo do seu processo de falência iminente, através de empréstimos camaradas a fundo perdido, de verbas do BNDES, transformando a outrora conservadora rede de televisão numa empresa que vivia para enaltecer os feitos do governo petista.

No bojo de tudo isso, criaram uma tal Lei Rouanet, que despejou bilhões de reais em supostos projetos de arte, transformando os artistas em grandes defensores dessa visão socialista e dependente das benesses desse governo, dito progressista.

Estamos vivendo a ressaca dessa fase de liberação geral da sociedade. Toda vez que isso ocorre, os excessos e a falta de limite, fazem com que as pessoas percam os parâmetros, percam sua bússola e começam a achar tudo normal. Essa normose, faz com que tudo se resuma a liberdade de expressão, essa iconoclastia de destruir valores, faz com que atitudes como desconstruir valores religiosos e sociais seja considerado forma de livre expressão.

Mas, isso não é verdade. Passada essa ressaca libertária, a própria sociedade recomeça tudo da estaca zero, reconstruindo valores e voltando ao ponto de partida. Reconheceremos que essa suposta liberdade de expressão, na verdade se tornou um desrespeito, uma ofensa às crenças e a princípios sociais e religiosos.

A sociedade, quando passa por uma crise violenta, como a que estamos passando, carece do norte, principalmente porque as pessoas de bem se omitem, se calam e ficam num estado catártico, de assistir a tudo passivamente, permitindo que o mal se arvore de defensor da liberdade de expressão e da liberdade de pensamento.

Mas, sem querer cair no maniqueísmo do bem contra o mal, os meus valores precisam ser respeitados. Não posso considerar arte, uma obra que defenda a pedofilia, a zoofilia, o homossexualismo, o sexo grupal e, principalmente, que essas ditas obras sejam expostas para públicos de todas as idades, para crianças em idade escolar, que fizeram visitas guiadas por professores criando confusão na cabeça de seres que ainda não têm o senso crítico e de valor que lhes permitam avaliar se aquilo que estão vendo e assistindo é bom ou ruim, se ela deve aceitar e absorver aquilo como sendo realmente uma obra de arte. Não posso aceitar como obra de arte, escrever na hóstia sagrada, no pão que simboliza a presença de Jesus Cristo, palavras de baixo calão ou descrevendo órgãos anatômicos e sexuais. Isso passa a ser um total e completo desrespeito com a minha crença e com a minha liberdade de escolher uma religião. Não posso aceitar como obra de arte um Cristo crucificado, com várias mãos, segurando pênis, e outros órgãos sexuais.

Por isso, a sociedade precisa reagir. Precisa dar um basta em tudo aquilo que passa do ponto. Precisa dar um basta na corrupção, que grassou livre e solto durante muito tempo, parar de achar normal que um político receba comissão pela liberação de verba pública para uma determinada obra, como se fosse uma corretagem da venda de um imóvel ou de um carro. Não, isso não é correto!

A sociedade precisa se manifestar e resgatar seus valores éticos e morais. Não se trata de conservadorismo contra os progressistas e liberais. Podemos conviver com as pessoas homossexuais, respeitar suas escolhas, não estigmatizá-las nem colocar rótulos sobre sua opção sexual. Mas não posso aceitar que ele tente impor para mim o seu modelo de vida e que eu seja obrigado a tomar a mesma decisão e fazer a mesma opção. Ou mesmo que uma criança em idade escolar seja obrigado a fazer essa escolha, quando ela ainda não tem maturidade para tal. Podemos falar sobre sexo, sobre as diversas formas de se obter o prazer, sobre as escolhas que cada um pode fazer e se dispor do seu próprio corpo. Não cabe a mim julgar ou condenar o outro por essa escolha. Mas não tentem transformar a pedofilia, um ato, que o próprio Código Penal brasileiro considera crime, punido com a restrição da liberdade, em um ato normal. Ou dizer que isso é uma obra de arte! Quando alguém faz sexo com uma criança, aquele ser não estava preparado para tal. Tanto o seu corpo, como o seu espirito, não estavam preparados para a conjunção carnal. Isso é um ato de extrema violência, que causa traumas profundos e graves naquele ser.

Vamos lá, sociedade!!! Chega de ficarmos na zona de conforto! Vamos espernear, gritar, protestar, fazer a nossa parte, para não deixarmos o nosso mundo se afogar na escuridão e nas trevas!!! Façamos um movimento de união, em defesa dos valores que nos são caros!

Quero que meus filhos e netos vivam num mundo melhor, onde a liberdade de expressão seja total, mas sempre baseado no respeito com o próximo!

Que mais vozes se manifestem e deem um basta nesta bagunça em que transformaram nosso país! Chega, eu não aguento mais isso tudo!

Parem o mundo, que eu quero descer, parafraseando Raul Seixas!!!

 

publicado por drtakeshimatsubara às 16:22 | comentar | favorito