09
Out 18

O BRASIL QUE RESULTOU DAS URNAS

O BRASIL QUE RESULTOU DAS URNAS Terminado o primeiro turno, temos cristalizado a polarização que se desenhava há 4 anos e que se agudizou nos últimos tempos. Nós contra eles, Coxinhas versus mortadela, esquerda contra direita, Bolsonaristas contra petistas. A grande maioria dos brasileiros, por todo o país, vestiu a camisa verde amarela e foi para as ruas, mostrar um desejo de mudança. Enquanto isso, o que fez a maioria dos políticos? Uma reforma política feita sob medida, que só privilegiava a eles mesmos, com uso de verbas públicas para arcar com despesas bilionárias para a farra nas eleições, propaganda eleitoral no rádio e televisão gratuitos, uso maciço da imprensa e da mídia para repercutir notícias criadas pelas suas assessorias. Tudo caminhava para a reeleição dos grandes caciques, para governadores, para o Senado e para a Câmara dos Deputados. O que fez o povo?! Mandou para casa a maioria deles !!! A família Sarney, Dilma Roussef, Eduardo Suplicy, Romário, Chico Alencar, Roberto Requião, Beto Richa, e tantos outros políticos que eram grandes lideranças, perderam o mandato. Em nosso Estado, Zeca do PT, Geraldo Resende, Waldemir Moka, e tantos outros perderam o seu mandato. Um capitão do Exército Brasileiro, que se candidatou inicialmente para Vereador, e depois reeleito inúmeras vezes para Deputado Federal, resolve se lançar candidato a presidente, contra tudo e contra todos. Sempre filiado a partidos pequenos, consegue o nanico PSL para se lançar na empreitada. Verba pública para campanha? Quase nenhum. Tempo para propaganda eleitoral gratuita? 7 segundos por dia. Visita praticamente todos os Estados do país, vai para todos os lugares onde tenha vôo de carreira, visita outros países, como Israel, Japão Coréia do Sul, Taiwan, e vai percebendo que algo de muito errado estava acontecendo com este pais. Um gigante, de tamanho continental, com uma natureza exuberante, com riquezas mil, cobiçado por todos os países do mundo, mas que vive uma situação de miséria, de penúria, com suas estruturas institucionais completamente destruídas, corrompidas, apodrecidas. Nenhum partido, aceita o cargo de vice-presidente de Bolsonaro, rindo da ousadia desse político que tenta fazer tudo ao contrário da prática comum Não se submete ao jogo político, que vigora desde sempre no Brasil, do toma lá dá cá. Não aceita fazer acordos espúrios e se lança sem apoio nenhum, sem nenhum marqueteiro para criar programas eleitorais lindos e bem arranjados. Consegue na última hora um General reformado, por outro partido nanico, que acrescenta 1 segundo ao seu tempo eleitoral. Qual foi o recado claro que foi dado pelas urnas nestas eleições de 2018? Que o povo não aguenta mais o jogo político, que vigora há 500 anos neste país, onde uma súcia de poderosos, se intitula dono do poder, negocia esse mesmo poder para obter vantagens pessoais e dos grupos políticos, e assim, nesse jogo de compadrio, se perpetuam, formando verdadeiros clãs políticos, como os de Romero Jucá, Jader Barbalho, José Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Renan Calheiros, César Maia, Roberto Requião. etc. Alguns, ainda continuam, mas a grande maioria, foi varrida do mapa político por um eleitorado que se cansou de servir de massa de manobra a cada eleição. Mesmo com propaganda eleitoral abundante, com dinheiro público a rodo para tentar comprar votos, o povo deu um verdadeiro chega prá lá, A sociedade está num processo de eterna mudança. Após um período conservador, vem uma fase de liberalização dos costumes. Após a década de 60, com a pílula anticoncepcional, com o movimento hippie, o movimento de revolta estudantil o movimento feminista, a sociedade deu um grande avanço, em matéria comportamento social. Após 30 anos de governos de esquerda, a sociedade está cansada de tanta liberalidade. Após medidas governamentais, para implantar propostas ditas progressistas no sistema educacional e com leis liberalizantes, as pessoas estão dando um sinal claro de preferir uma guinada para o conservadorismo. Valores como igreja, família, combate a propostas de liberalização do aborto, liberalização das drogas, que fazem parte dessas propostas progressistas, causaram uma reação contraria na maioria das pessoas. A grande maioria da população brasileira, é conservadora. Preza pela sua família, frequenta missas e cultos religiosos, ouve desde sempre padres e pastores que pregam contra o consumo de álcool, de drogas, contra o aborto e pela defesa da família tradicional heterossexual. A atitude dos últimos governos de esquerda, ao tentarem forçar a barra e implantar a ideologia de gênero nas escolas, as festas da família, proibindo as festas no dia dos pais e das mães, sob a alegação de que existiriam famílias formados por dois pais ou duas mães homossexuais, não foi tolerada por essa sociedade conservadora e tradicional. Associado a tudo isso, escândalos de corrupção se sucederam em série, durante os governos do PT. Iniciou com a CPI dos Correios, mensalão, petrolão e culmina com a Operação Lava Jato, que prendeu toda a principal cúpula do PT e dos partidos aliados. Dentre eles o líder mor, Luis Inácio Lula da Silva. O que as urnas mostraram é que Jair Messias Bolsonaro conseguiu capitalizar os principais anseios de uma sociedade que se sente farta de tanta corrupção, de tantos programas governamentais que mexem com seus valores morais, de tantos programas liberalizantes e discursos progressistas. A sociedade brasileira está demonstrando que pede muito pouco: que quer líderes que governem pelo exemplo, que sejam frugais nos gastos consigo mesmos, que não precisam andar em limousines blindadas, morar em verdadeiros palácios, rodar o país e o mundo a bordo de jatinhos luxuosíssimos, cujas despesas, dariam para bancar hospitais, creches, escolas, salários decentes para professores e policiais. Que quer que haja responsabilidade no trato com a coisa pública. Que juízes, promotores, políticos, abram mão de suas mordomias, de seus auxílios moradia, auxilio saúde, auxilio terno e outros que acabam dobrando os salários ou mesmo triplicando os mesmos, quando a maioria das pessoas têm salários baixíssimos, que mal dão para as despesas do mês. Por isso, a polarização entre Jair Bolsonaro e o PT, para presidente, é uma luta entre um futuro desejado e um passado, que nos envergonha. Tudo que a população está pedindo é que o nosso futuro possa ser menos sombrio e possamos recuperar a esperança de dias melhores. A dicotomia direita contra esquerda, na verdade, se resume em Estado Mínimo versus Estado Maximo! A sociedade não aguenta mais pagar tantos impostos, que oneram mais da metade dos ganhos de qualquer cidadão de classe média, para sustentar uma máquina tão perdulária, corrupta e que não oferece o mínimo de saúde, educação, segurança e infra estrutura, quesitos básicos que todo cidadão se acha merecedor de receber de volta, diante de tanto imposto que paga! E as propostas de governos de esquerda, no caso, a proposta de Fernando Haddad, é de total irresponsabilidade fiscal, de retirada de tetos de gastos, de aumentos das despesas, de aumento de salários de funcionalismos, enfim, soa como provocação, como os franceses às vésperas da Revolução Francesa, quando o governo de Luis XV aumentava dia a dia a cobrança de impostos sobre a população faminta, enquanto a nobreza se esbaldava em festas e bacanais nos palácios. Portanto, quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, que fique atenta aos claros sinais emitido das ruas e que se cristalizou nas urnas, neste dia 7 de outubro de 2018. A população está `a beira de uma revolução. Qualquer atitude temerária da esquerda, qualquer provocação, neste momento, tipo fraudar as urnas e dar a vitória para o petista, quando toda a população sinaliza que não quer essa continuidade, poderia desencadear uma reação em cadeia, cujos resultados poderiam ser catastróficos para a nossa unidade como país. Que o alerta das urnas seja ouvido com bastante carinho e cuidado!!! BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 03:54 | comentar | favorito
25
Set 18

BOLSONAROXHADDAD

BOLSONAROXHADDAD

 

Conforme os dias vão se passando e a eleição em primeiro turno, para presidente do Brasil, se aproxima, vemos cada vez mais claro a polarização do país em petismo contra antipetismo.

Os treze anos de governo petista, deixou, como maior resultado, um país completamente dividido! Não sou historiador e não tenho um conhecimento tão profundo da historia do Brasil, em todos os tempos, mas, pelo pouco que sei, nós nunca tivemos um país tão dividido em dois blocos tão antagônicos, tão polarizados e tão inimigos, a ponto de um grupo tentar, a todo momento, destruir o outro.

Alguns falam que Jair Bolsonaro, com seu discurso radical, é o culpado pelo discurso de ódio que divide o país nos dias de hoje. Mas, temos que fazer justiça e percebermos que, na verdade, essa divisão vêm de mais de quatro anos atrás, quando o PT e Lula, iniciou esse discurso polarizado, de nós contra eles. De mortadelas contra coxinhas. De vermelhos contra amarelos, de nordestinos contra sulistas, de brancos contra negros, de homossexuais contra heterossexuais. Na eleição de Dilma Roussef contra Aécio Neves, em 2014, esse discurso foi debatido, à exaustão, pela campanha eleitoral de Dilma.

E ao longo desses quatro anos, com o processo popular nas ruas, de pessoas saindo às ruas com camisetas amarelas e verdes, pedindo o impeachment de Dilma, enquanto as esquerdas organizavam manifestações com bandeiras do MST, CUT, MTST e dos partidos de esquerda, que culminou na caravana de Lula, pelo Brasil, principalmente no Sul do país, essa polarização e divisão só foi se acentuando paulatinamente e continuamente.

E assim, chegamos a um processo eleitoral neste ano de 2018, com uma grande maioria da população brasileira, dando um basta a todo esse processo de “vermelhização” do Brasil. A população está dizendo Basta!!! Eu não aguento mais tanto discurso de ódio! Eu não aguento mais ver o meus país e o brasileiro ser tratado como gado, como massa de manobra! Eu não aguento mais ver pessoas querendo calar o discurso do outro com violência, com uma facada num candidato que eu odeio!!!

E principalmente, a grande maioria da população brasileira está dizendo que não aguenta mais ver tanta corrupção, tanta sujeira nos meios políticos, com compra de votos, com nomeações políticas para cargos que culminaram em uma corrupção generalizada em todas as instâncias e em todas as instituições de empresas estatais e corporações do governo.

Jair Bolsonaro, apesar de estar há 28  anos na política, como vereador e depois deputado federal, sempre pertenceu ao baixo clero, sendo um deputado mais famoso pelo seu destempero verbal e pelas suas manifestações que compunham o discurso da bancada dita evangélica da Câmara de Deputados. Mas, de repente, há 4 anos, ele começou a viajar o país, a visitar todas as cidades grandes, médias e pequenas de todos os Estados do pais. E neste processo, ele viu que sua popularidade foi aumentando aos poucos, sendo recebido nos aeroportos por uma multidão, que o chamavam de “mito”, que fazem carreatas cada vez com maior número de componentes, aparecendo aos poucos nas redes sociais, no facebook, twitter, youtube e outros mecanismos, em gravações feitas com celulares, com má qualidade técnica de gravação, mas que mostravam todo o carinho e todo o respeito que ia angariando do brasileiro médio, do produtor rural, do empresário, do comerciante, da classe média, dos profissionais liberais.

E no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, MG, às 15:30, uma facada desferida contra Jair Bolsonaro, numa tentativa clara de matar o candidato, mostrou que essa polarização chegou às raias do absurdo e da violência como meio, para justificar os fins, quais sejam, de tentar, a todo custo, barrar um candidato que oferece uma real ameaça a todo o estabilishment, ao status quo, e à tentativa de se implantar um governo comunista no Brasil, de tentar manter um sistema político do toma lá dá cá, da corrupção generalizada, dos privilégios para castas e estamentos dentro da máquina pública, de distribuição de verbas para empresas e empresários amigos do rei. Fica claro que o grau de belicosidade e de certo desespero de certos setores que viveram a farra do dinheiro público distribuído a torto e a direito, com privilégios e subsídios estabelecidos pelo poder.

Neste processo de radicalização e polarização, cabe a cada brasileiro se posicionar claramente, se está de um lado ou de outro. Neste momento, não é possível ficar em cima do muro, não é possível assistir nos bastidores o desfecho deste processo político e eleitoral, pois os resultados, pode ser a completa destruição deste país, a transformação deste lindo país numa ditadura. Eu mesmo, havia me resolvido por votar em João Amoedo, cheguei mesmo a me filiar ao Partido Novo, mas percebo que isto, neste momento, seria uma atitude completamente perniciosa para os destinos deste pais. Mudei de opinião e me desfiliei ao partido recém filiado. Neste processo de polarização, ou você está ao lado de um candidato, que não é perfeito, que comete erros como todo ser humano, que tomou várias decisões erradas em votações como deputado, no passado, que falou muita bobagem e que se tornou uma figura tão combatida pela mídia. Ou, por outro lado,  você está ao lado de um candidato que é um fantoche, um poste, uma figura que é completa e totalmente manipulado por Lula, um presidiário, uma figura que tanto mal fez ao País. Decida-se e vote com a sua consciência. A decisão de votar em Haddad, ou mesmo em Ciro Gomes, ou em Marina Silva, ou até mesmo em Alckmin, será a manutenção de um sistema de esquerdização do país, que já dura 24 anos e que deixa, como legado, um país completamente destruído, com todas as principais e grandes empresas nacionais sobrevivendo com muita dificuldade, após 3 anos da mais brutal recessão da economia brasileira, muito pior do que a crise de 1929, com mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, com a total destruição do sistema de saúde, com todos os hospitais e unidades de saúde sucateadas, com Santa Casas e hospitais filantrópicos totalmente quebrados, com sistema educacional falido, com milhões de analfabetos funcionais, com jovens chegando ao ensino médio e superior sem conseguir ler e interpretar um texto básico, sem conseguir escrever uma frase completa e sem conseguir fazer contas básicas. Com um país onde 70.000 brasileiros são mortos todos os anos de forma violenta, por tiro, por arma branca, com facções de criminosos dominando todos os presídios do país, com milícias e gangues de traficantes dominando favelas e morros pelo país afora, com policiais desmotivados, mal equipados, com viaturas sucateadas e sem a mínima condição, com seus revólveres enferrujados, de enfrentar fuzis e armamentos pesados, como granadas e armamentos de grosso calibre. E morrendo aos montes, numa total covardia e desproporção de forças!

O Brasil de amanhã, depende da sua decisão de hoje. Depois, não adianta reclamar que o Brasil, que sempre foi um país do futuro, nunca se transforma num país potência mundial, apesar de todas as belezas e riquezas que Deus colocou no solo e na natureza deste país continente!!!

Eu voto Jair Bolsonaro no dia 7 de outubro!

BRASIL, ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 01:05 | comentar | favorito
26
Mai 18

A GREVE DOS CAMINHONEIROS

A GREVE DOS CAMINHONEIROS

 

Em uma semana, uma categoria profissional, a dos caminhoneiros, conseguiu parar um país. Com a paralisação de suas atividades, instalou-se o caos por todo o país, faltando combustível nos postos de gasolina, botijões de gás nas distribuidoras, alimentos nas prateleiras, querosene para os aviões, insumos para a indústria enfim, tudo parou no Brasil nesta semana.

Em 2013, o país foi sacudido por um movimento espontâneo, que surgiu das ruas, em protesto pelo aumento de tarifa de ônibus e contagiou o pais. Hoje, temos um pais parado, que mesmo sob as ameaças de um governo que perdeu toda a credibilidade e apoio politico, tentando mostrar uma força que ele não tem.

Ao mesmo tempo, vemos comerciantes elevando os preços nos postos, de 4 para 14 reais por litro de combustível, vemos botijões de gás, de 80 sendo vendidos por 200 reais, a saca de batata subindo de 50 para 300 reais. Livre mercado? Não sei, isso me parece pura sacanagem, o pior da Lei de Gérson sendo colocado em prática por alguns oportunistas.

Mas, de tudo isto, esta crise nos permite fazer uma reavaliação do momento em que estamos vivendo, e da oportunidade única que esta crise nos dá, de percebermos que, do jeito que está, não pode permanecer.

Somos um pais jovem, com uma cultura jovem, e como tal, temos muito que aprender, temos muito a apanhar, antes de nos tornarmos uma civilização mais moderna e que pense de maneira mais global e menos individualista.

Porém, refletindo sobre o movimento dos caminhoneiros, muitas coisas vêm a nossa mente. Estamos passando, desde 2013, por uma profunda crise moral, pois todo o arcabouço politico, que deu sustentação aos governos nos últimos anos, esta ruindo, e caindo por terra, desmoronando qual um castelo de cartas no ar.

Assistindo ao vídeo com as palestras de Paulo Guedes, economista cotado para ser o mentor de economia do plano de governo de Jair Bolsonaro e possível ministro da fazenda, se este ganhar as eleições, vê-se que o Brasil precisa ser passado a limpo. Começa que nós precisamos reescrever uma nova Constituição Federal, pois essa, de 1988, é uma grande m... que muito contribuiu para o estado de caos que hoje estamos vivendo. É preciso reescrever uma Constituição com menos artigos, mais genérica e com menos regulamentações. É preciso que revisemos todo o sistema fiscal do pais, que vendamos todas as estatais, a Petrobrás, a Eletrobrás, os Correios,  o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, enfim, é preciso fazer caixa, para quitar a dívida pública, que hoje está beirando os 4 trilhões de reais. Estamos pagando 500 bilhões de juros todos os anos para os bancos. Precisamos rever o sistema previdenciário, tornar o sistema menos injusto e equitativo, diminuir privilégios. Criar um teto para o pagamento para o funcionalismo público, pagando salários equivalentes aos do mercado, e acabarmos com os inúmeros privilégios que foram agregados, ao longo dos anos, nas inúmeras castas de funcionalismo publico, da qual eu mesmo faço parte. Cortar na própria carne. Fazer o Estado atuar nas áreas que lhe são inerentes, na educação, na saúde, na segurança, na justiça, etc. Precisamos mudar o sistema político, fazendo valer a fidelidade partidária e criar mecanismos para acabar com o toma lá, dá cá, que hoje é o principal fomentador da corrupção em todos os níveis. É preciso que o sistema tributário seja todo revisto, que os impostos sejam cobrados e aplicados no próprio local de origem, sem precisar ir para Brasilia para depois voltar , numa cadeia de corrupção que vai corroendo a verba, ao longo desse caminho de volta.

Se sairmos do sistema de monopólio do refino e da distribuição dos combustíveis, acaba esse sistema perverso da Petrobras, que foi quebrada pelo assalto petista ao seu caixa, e que no governo Temer, tentou (e conseguiu) se reerguer, jogando nas costas dos brasileiros todos, e principalmente dos caminhoneiros, a conta dos combustíveis crescentes, que foi o estopim deste movimento de revolta popular.

Michel Temer era vice-presidente na chapa de Dilma Roussef, e sempre foi cúmplice de toda a bandalheira que tomou de assalto as ações dos políticos, por todo o pais. Carece de toda e qualquer credibilidade para governar o pais. Os dois processos que foram enviados para a Câmara, para permitir a cassação do seu mandato, foram suspensos, mediante uma compra deslavada de voto dos deputados. Percebe-se claramente, em todos os eventos desta crise, que Temer carece de autoridade para governar o Brasil, neste momento de grave crise.

Em todo movimento que toma a proporção deste atual, claramente aparecem os oportunistas, como agora, onde os empresários do transporte aproveitam a oportunidade para fazer um possível locaute, pois eles também estão sendo penalizados pelos problemas que motivaram a paralisação. O preço dos combustíveis, num pais onde 80% de sua produção é interna e não importada, não necessariamente precisaria seguir os preços do mercado externo, dolarizado, deveríamos pagar o preço de custo da extração mais a taxa de ganho da empresa exploradora, no caso a Petrobrás.  O preço dos combustíveis não precisaria ter um aumento diário, mas sim uma vez por mês ou menos, quando houvesse justificativa para tal. O pagamento de pedágio, mesmo quando o pneu do caminhão esta elevado, não tem justificativa. Aliás, a lógica de se pagar pedágios caríssimos, em estradas esburacadas e mal cuidadas, é outro motivo de questionamento. A alta tributação sobre os combustíveis, que faz com que o litro, que custa 2 reais na porta da refinaria, chegue por quase 5 reais no posto de gasolina, mostra que a incidência de tributos, tais como CIDE, PIS, COFINS e ICMS, é um absurdo!!! Além disso, as distribuidoras e os donos de posto de gasolina, embutem uma margem de lucros muito alta, subindo o preço quando o preço sobe na refinaria, mas nunca diminuindo o mesmo, quando nas poucas vezes em que o preço diminuiu na Petrobras.

Por tudo isso, mesmo sofrendo na própria pele o caos que essa greve está ocasionando, mesmo assim, estou completamente solidário com o movimento paredista! Alguém precisava dar um basta em toda essa bandalheira e, como nós ficamos acomodados, em nossa zona de conforto, aceitando tudo passivamente, precisou que uma categoria se organizasse, fizesse um movimento que começou tímido, mas hoje, após uma semana, parou completamente todo um pais. E mesmo com toda a pressão do governo, eles não se acovardaram e permanecem parados.

Por isto, nós, sociedade brasileira, precisamos entender a justiça das reivindicações dos caminhoneiros e ficarmos completamente solidários com eles, pois a sua luta, é nossa também. Por isso, ao invés de olharmos para o nosso próprio umbigo e reclamarmos desse movimento, tenhamos a lucidez de manifestar esse apoio, que eles precisam tanto, pois sua desobediência civil, o é por um motivo justo e digno, que com certeza, nos legará um país melhor, no futuro.

Por isso, eu admiro demais esses profissionais, que passam dezenas de horas ao volante de um monstro motorizado, levando fechadas e xingamentos de motoristas de carros apressadinhos, que passam dias, semanas, meses, longe dos seus familiares, que dormem todas as noites na boléia de seus caminhões, que chegam ao final de sua vida, doentes, com problemas de coluna, de bursites, de problemas de coração, etc, muitos deles sem ter direito a aposentadorias dignas. Enfim, esse profissional, que foi a vida toda desprezada pela sociedade brasileira, como uma categoria invisível, hoje, mostra a sua força, mostra a sua união e mostra que, acima de tudo, são brasileiros, que não aceitam mais os desmandos e a bandalheira que ai está e quer mudanças, quer que o Brasil seja passado a limpo!!!

POR ISSO, EU APOIO INTEGRALMENTE OS CAMINHONEIROS DO BRASIL!!!!

VIVA OS CAMINHONEIROS!!!

VIVA O BRASIL!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 21:49 | comentar | favorito
12
Mai 18

MINHA MÃE, TAKE MATSUBARA

MINHA MÃE, TAKE MATSUBARA

 

Ao se aproximar o Dia das Mães, no próximo domingo, lembro-me com saudade de minha querida mãezinha.

Um dia, algum dia, pretendo escrever um livro, contando a história dessa mulher sensacional, que foi a dona Take.

Nasceu de uma família de agricultores, na Provincia de Kumamoto Ken, no sul do Japão, Era a segunda filha de uma família numerosa e que, nos idos dos anos 1930, resolveu imigrar para o Brasil. Venderam tudo que tinham, e compraram passagens de navio, para vir para o Brasil, na época, num esforço enorme para substituir a mão de obra escrava por imigrantes, europeus e asiáticos. Durante o embarque, minha mãe foi barrada pela imigração, pois estava doente, com conjuntivite por Chlamidia trachomatis. Naquela época, não havia tratamento com antibióticos e esta doença estava na lista das doenças que impediam as viagens internacionais de navios. A família do meu avô, Nishida, se viu numa tremenda saia justa. Tinham vendido tudo e não tinha mais como voltar atrás e esperar longos meses pela recuperação de minha mae. A solução encontrada, foi deixa-la para trás, aos cuidados de seus tios, irmão do meu avô. Eu me lembro de que minha mãe falava sobre isso sem revolta, mas, com certeza, foi um período duro, que a marcou para sempre. Por ter sido praticamente abandonada pela família, ela foi usada como uma empregada pela família de seus tios, trabalhando de sol a sol e sem direito a descanso. O que mais doía era  ouvir que ela chegava varada de fome, de tanto trabalho pesado, mas muitas vezes, tinha que dormir sem direito a jantar, pois a prioridade era alimentar primeiro o chefe de família, depois os familiares e, se sobrasse comida, a minha mãe.

Nesse ínterim, a família do meu pai, Matsubara, havia se mudado para a Mandchuria, possessão chinesa que havia sido tomada pelo Japão, na Guerra entre ambos, que durou de 1937 a 1945. Esta guerra, tinha por um lado os chineses que recebiam apoio militar e de aviões e armamentos americanos, contra os japoneses. Durante a fase inicial, os japoneses venceram e conquistaram uma grande porção oriental da China.  A Mandchuria era uma região extremamente rica, com solo altamente fértil e com subsolo pleno de riquezas, como carvão mineral e petróleo. Eles haviam sido convocados pelo governo japonês para produzir hortaliças e verduras para os soldados japoneses que haviam se estabelecido por lá. Pelos idos de 1940,  o meu pai estava em idade de se casar e fizeram um casamento arranjado chamado “omiai”, onde o contato era feito por um padrinho, através de cartas e fotos. Feito o casamento, minha mãe vai para uma terra desconhecida, onde os ataques terroristas eram constantes, pois os japoneses eram os invasores que haviam se estabelecido pela força das armas. Minha mãe contava que eram constantes os ataques, com muitos amigos e conhecidos sendo assassinados pelos “manchus”, os moradores originais daquela terra. Além disso, era uma região conflagrada, com tiros de metralhadoras e canhões, além de bombardeios constantes,  de aviões americanos. Esta guerra foi um dos embriões que causaram a II Guerra Mundial, no Pacífico, entre o império japonês e o americano, culminando com o ataque a Pearl Harbor, no estado americano do Havaí em 7 de dezembro de 1941. Apesar de tudo, a minha mãe me contava que ela havia sido feliz, pois comparado com a vida anterior, ela estava no paraíso, morando numa colônia de japoneses onde procuravam preservar as tradições, com as festas e comemorações que fazem parte da cultura japonesa.

Terminada a II Guerra Mundial, o Japão havia perdido a guerra. Já nos estertores do final da guerra, em 1945, a União Soviética declara guerra ao Japão e invade a Mandchuria, retomando as terras e as devolvendo para a China. Durante a fuga da família Matsubara para o Japão, eles foram embarcados em um trem de carga, de transporte de minérios e carvão, aqueles vagões que não tinham teto. Numa época de extremo frio, chuva e neve, a minha família, que contava com duas filhas, a minha irmã mais velha Keiko e uma segunda filha, Yasuko, que contava com meses de idade. Esta última, ao sofrer os rigores do clima, adquiriu uma doença respiratória, provavelmente uma pneumonia, e veio a falecer.  Num momento de grande confusão, com tiros de metralhadoras para todo lado, com ameaças de explosão desse trem o tempo todo, não foi possível se fazer uma cerimonia de funeral decente para ela, sendo praticamente abandonada ao lado dos trilhos, no processo de fuga.

Chegando ao Japão, eles retomam a vida, com o meu pai, segundo filho, assumindo os cuidados da família Matsubara, pois o meu tio, irmão mais velho dele, Toiti, tinha ido para a guerra e não se sabia seu paradeiro, sendo dado como morto. O meu pai, que tinha uma formação de técnico agrícola, naquela época um equivalente a um titulo universitário, foi trabalhar numa cooperativa próxima e também ajudava o meu avô nos cuidados da terra que haviam recebido num processo de reforma agraria pós-guerra.

Nesse ínterim, por volta de 1952, o meu tio tionam, Toiti ou mais velho, e que havia sido levado como prisioneiro de guerra pelos soviéticos, em campos de trabalhos forçados e concentração na Sibéria, foi libertado, mediante acordo de paz entre o Japão e a União Soviética e libertado, voltando para casa. O meu pai percebe que não havia espaço para tantas famílias na casa de meu avô e resolve imigrar para o Brasil.

Nessa época, a família de meu pai contava com 3 filhas mulheres. O contrato de imigração exigia a presença de mais um trabalhador do sexo masculino. Foi nessa hora que entra a figura do nosso tio Motonobu, irmão mais novo de meu pai, que foi praticamente forçado por meu avô a vir junto, acompanhando a nossa família. Nós, temos uma dívida de gratidão enorme por esse tio, pois foi graças a ele, que foi possível a imigração da família Matsubara para o Brasil.

Eles assinam um contrato com uma fazenda de cacau na cidade de Una, BA. Ao chegarem àquele local, percebem que as condições de moradia e trabalho não eram exatamente como propagado anteriormente. Havia uma alta incidência de malária, doença para quais os japoneses não estavam imunologicamente preparados e causava uma mortandade imensa. Além disso, havia fortes boatos de estupros de mulheres japonesas pelos baianos. Minha mãe estava gestante do nosso irmão mais velho, Ryuiti e as condições para o parto não eram as melhores na Bahia. O meu avô materno, Nishida, que havia se estabelecido em Santana do Itararé, PR, envia passagens de avião, para que meu pai, minha mãe e irmã menor na época, Takako, pudessem ir para lá. Alguns meses depois, o meu pai vai buscar o tio Motonobu e as minhas duas irmãs mais velhas, Keiko e Naoko, que haviam ficado na Bahia.

Começa então uma das fases áureas para a nossa família. Com a ajuda do meu avô Nishida, o meu pai inicia a vida de agricultor, logo comprando sua terra e em pouco tempo, fazendo grandes melhoramentos, com a edificação de uma casa, construção de granjas para criação de galinhas, cultivo de tomate, batata, feijão e outras atividades.

Em 1978, logo após o casamento do nosso tionam, Ryuiti com a nossa cunhada Marcia Ritie, eu, com 15 anos de idade, saio para estudar o terceiro colegial e fazer cursinho. Nessa época, um novo baque na vida de Dona Take, ao descobrir que ela estava com um câncer de colo de útero. Avançado. Submetida a uma cirurgia de grandes proporções no Hospital AC Camargo, de São Paulo, passa por um longo e penoso período de tratamento quimioterápico e radioterápico. Enquanto isso, eu era aprovado no curso de medicina na Fundação do ABC, em Santo André, SP.

O nosso irmão mais velho, Ryuiti, juntamente com nossa cunhada, havia assumido os comandos dos negócios da família, ficando responsável pelo cuidado de todos nós. Já manifestei em outro texto a minha gratidão enorme por esse irmão e por sua família, por ter me permitido formar-me médico. Pois bem, numa época de grande dificuldade financeira, a nossa mãe manifesta o desejo de voltar para o Japão, pois ela não sabia quanto tempo sobreviveria. Eu sei que meu irmão fez um esforço sobre humano, pegando dinheiro emprestado de agiota e tudo o mais, para poder financiar essa viagem para o Japão. Os cunhados ajudaram na empreitada e a viagem foi realizada. Eu só sei que, quando ela voltou do Japão, estava horrorizada com as mudanças pelas quais o país havia passado em tão pouco tempo. O consumismo desenfreado, o materialismo, a perda de valores das crianças, enfim, tudo havia se modificado de tal maneira, que ela não reconheceu mais os lugares por onde havia vivido. Eu me lembro de que, mesmo não sabendo falar quase nada em português, ela percebeu que ela havia se tornado uma brasileira.

Depois de formado em medicina e terminado a minha residência médica em pediatria, voltei para Dourados. Menos de um ano depois, ela me chama para que eu a examinasse, pois havia percebido uns caroços em sua barriga. Ao examiná-la, novo baque, pois o câncer dela havia voltado com tudo, tendo se disseminado por todo o seu abdômen. Tentamos um tratamento com ela, mas sabíamos que era em vão.

Recém chegado a Dourados, conheci o grande amor da minha vida, a Silvia. Nós tínhamos planos para nos casarmos no final de 1989, mas ela nos pediu para adiantar o casamento, pois queria ver casado o ultimo filho dela. E assim nós fizemos.  E sete meses depois, ela falecia, em 24 de fevereiro de 1990, após uma longa agonia.

Era uma mulher com baixíssimo nível de escolaridade, mal tendo conseguido concluir o ensino primário dos dias de hoje, mas gostava de ler os jornais escritos em língua japonesa, o que demonstrava que ela havia aprendido sozinha, por autodidatismo. Além disso, foi uma mulher muito sábia e que me passou valores que carrego comigo, de honestidade, de ética, de valores morais, tendo marcado a vida de todos os seus filhos para sempre.

Dona Take, obrigado pela sua vida, pelo seu exemplo e pela sua fortaleza. Dizem que uma árvore se mede pelos seus frutos e eu vejo que essa árvore frondosa, deu inúmeros bons frutos, tendo influenciado filhos, genros, noras, netos e bisnetos, que, espelhados no seu exemplo, seguem pela vida, dando testemunho dos seus imensos valores, plantando novas árvores, instituindo novas famílias, todas alicerçadas no exemplo de amor, dignidade e ética que marcaram sua vida para todos nós.

A senhora, juntamente com o ditian, Takasuke, deixaram um legado que só tem crescido e frutificado ao longo dos anos.

Muitíssimo obrigado!

Feliz Dia das Mães!!!

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13
Set 17

A EXPOSIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER EM PORTO ALEGRE

A EXPOSIÇÃO DO ESPAÇO CULTURAL SANTANDER EM PORTO ALEGRE

 

 

Recentemente, vimos uma exposição de obras, ditas de artes, serem expostas no Espaço Cultural Santander, em Porto Alegre, RS, patrocinadas com dinheiro público, através da Lei Rouanet, que chocaram a sociedade e nos conduzem a uma reflexão profunda, sobre o momento em que estamos vivendo.

Toda sociedade, ao longo da história, tem a sua fase de crescimento, apogeu e queda. Vide as grandes civilizações do passado, como a egípcia, persa, grega, romana ou os grandes impérios como o espanhol, ingles e americano. Todas eles, no seu final, passaram por uma profunda crise, de cunho moral, que destroem os alicerces de sua sociedade, e entram num processo autofágico, destrutivo, que causam a sua implosão.

A nossa sociedade moderna, nos últimos sessenta anos, passou, de um processo extremamente conservador, onde a mulher trabalhava em casa, como dona de casa, educava seus filhos, tricotava, fazia bolos e se preocupava nos mínimos detalhes com os afazeres domésticos. De repente, veio a revolução sexual, a pílula anticoncepcional, os movimentos dos hippies, o rock and roll e o movimento da igualdade dos direitos para as mulheres, com estas saindo para o mercado de trabalho, com sua busca por formação e a mudança do modelo familiar para um núcleo mais restrito, com menos filhos, com o divórcio e os vários modelos de família, com pais ou mães do mesmo sexo adotando ou criando filhos.

No Brasil, saímos de uma ditadura militar de 21 anos, onde tudo era proibido, onde o pensamento e a liberdade de expressão foram censurados, onde as universidades tiveram grandes expurgos, exilando pensadores e professores mais progressistas, que foram mortos ou mandados para outros países. A imprensa era censurada, apresentando materiais jornalísticos que passavam por crivos dos censores. Tudo que contrariasse os interesses ou valores desse status quo, era proibido.

De repente, passamos por um processo de redemocratização, que culmina com a ascensão ao poder de um líder metalúrgico, semianalfabeto, filho de retirantes da seca do nordeste, carismático, bom de oratória e do poder de convencimento. Este promove algumas revoluções, principalmente com o seu olhar voltado para as minorias, os homossexuais, os índios, os negros, enfim, para um extrato social que sempre fora marginalizado ou restrito a guetos, tiveram o seu grau de liberdade máxima, com o Estado promovendo ações de valorização dos seus atos.

O que a sociedade não percebeu, foi que a ascensão de Lula e do PT fazia parte de um plano orquestrado por todas as forças ditas de esquerda da América Latina, num projeto para instalar o comunismo ou o socialismo, com estampas renovadas, nos diversos países. Liderados por Lula e Fidel Castro, unido a Hugo Chaves e outras lideranças, o Foro de São Paulo tentou instalar um sistema totalitário, onde o Estado era uma extensão dos partidos no poder e onde toda a atividade política e de governo, foi feito para criar mecanismos que permitissem a perpetuação desse grupo, ad eternem, no poder.

Nesse processo, tanto os órgãos de imprensa, dependentes da verba publicitária das instituições governamentais, ou da troca pura e simples de favores, como o de salvar a Rede Globo do seu processo de falência iminente, através de empréstimos camaradas a fundo perdido, de verbas do BNDES, transformando a outrora conservadora rede de televisão numa empresa que vivia para enaltecer os feitos do governo petista.

No bojo de tudo isso, criaram uma tal Lei Rouanet, que despejou bilhões de reais em supostos projetos de arte, transformando os artistas em grandes defensores dessa visão socialista e dependente das benesses desse governo, dito progressista.

Estamos vivendo a ressaca dessa fase de liberação geral da sociedade. Toda vez que isso ocorre, os excessos e a falta de limite, fazem com que as pessoas percam os parâmetros, percam sua bússola e começam a achar tudo normal. Essa normose, faz com que tudo se resuma a liberdade de expressão, essa iconoclastia de destruir valores, faz com que atitudes como desconstruir valores religiosos e sociais seja considerado forma de livre expressão.

Mas, isso não é verdade. Passada essa ressaca libertária, a própria sociedade recomeça tudo da estaca zero, reconstruindo valores e voltando ao ponto de partida. Reconheceremos que essa suposta liberdade de expressão, na verdade se tornou um desrespeito, uma ofensa às crenças e a princípios sociais e religiosos.

A sociedade, quando passa por uma crise violenta, como a que estamos passando, carece do norte, principalmente porque as pessoas de bem se omitem, se calam e ficam num estado catártico, de assistir a tudo passivamente, permitindo que o mal se arvore de defensor da liberdade de expressão e da liberdade de pensamento.

Mas, sem querer cair no maniqueísmo do bem contra o mal, os meus valores precisam ser respeitados. Não posso considerar arte, uma obra que defenda a pedofilia, a zoofilia, o homossexualismo, o sexo grupal e, principalmente, que essas ditas obras sejam expostas para públicos de todas as idades, para crianças em idade escolar, que fizeram visitas guiadas por professores criando confusão na cabeça de seres que ainda não têm o senso crítico e de valor que lhes permitam avaliar se aquilo que estão vendo e assistindo é bom ou ruim, se ela deve aceitar e absorver aquilo como sendo realmente uma obra de arte. Não posso aceitar como obra de arte, escrever na hóstia sagrada, no pão que simboliza a presença de Jesus Cristo, palavras de baixo calão ou descrevendo órgãos anatômicos e sexuais. Isso passa a ser um total e completo desrespeito com a minha crença e com a minha liberdade de escolher uma religião. Não posso aceitar como obra de arte um Cristo crucificado, com várias mãos, segurando pênis, e outros órgãos sexuais.

Por isso, a sociedade precisa reagir. Precisa dar um basta em tudo aquilo que passa do ponto. Precisa dar um basta na corrupção, que grassou livre e solto durante muito tempo, parar de achar normal que um político receba comissão pela liberação de verba pública para uma determinada obra, como se fosse uma corretagem da venda de um imóvel ou de um carro. Não, isso não é correto!

A sociedade precisa se manifestar e resgatar seus valores éticos e morais. Não se trata de conservadorismo contra os progressistas e liberais. Podemos conviver com as pessoas homossexuais, respeitar suas escolhas, não estigmatizá-las nem colocar rótulos sobre sua opção sexual. Mas não posso aceitar que ele tente impor para mim o seu modelo de vida e que eu seja obrigado a tomar a mesma decisão e fazer a mesma opção. Ou mesmo que uma criança em idade escolar seja obrigado a fazer essa escolha, quando ela ainda não tem maturidade para tal. Podemos falar sobre sexo, sobre as diversas formas de se obter o prazer, sobre as escolhas que cada um pode fazer e se dispor do seu próprio corpo. Não cabe a mim julgar ou condenar o outro por essa escolha. Mas não tentem transformar a pedofilia, um ato, que o próprio Código Penal brasileiro considera crime, punido com a restrição da liberdade, em um ato normal. Ou dizer que isso é uma obra de arte! Quando alguém faz sexo com uma criança, aquele ser não estava preparado para tal. Tanto o seu corpo, como o seu espirito, não estavam preparados para a conjunção carnal. Isso é um ato de extrema violência, que causa traumas profundos e graves naquele ser.

Vamos lá, sociedade!!! Chega de ficarmos na zona de conforto! Vamos espernear, gritar, protestar, fazer a nossa parte, para não deixarmos o nosso mundo se afogar na escuridão e nas trevas!!! Façamos um movimento de união, em defesa dos valores que nos são caros!

Quero que meus filhos e netos vivam num mundo melhor, onde a liberdade de expressão seja total, mas sempre baseado no respeito com o próximo!

Que mais vozes se manifestem e deem um basta nesta bagunça em que transformaram nosso país! Chega, eu não aguento mais isso tudo!

Parem o mundo, que eu quero descer, parafraseando Raul Seixas!!!

 

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26
Jun 17

RUMIKA WATANABE, UM ANJO EM MINHA VIDA!!!

RUMIKA WATANABE, UM ANJO EM MINHA VIDA!!! Eu nasci numa família pobre, de imigrantes japoneses que há 64 anos, vieram do Japao, fugindo dos rigores de um país totalmente destruído pela guerra. Meus pais chegaram em 1953 e em 1962 eu nasci, 9 anos depois. Quando resolvi estudar Medicina, meu pai havia se aposentado e passado a responsabilidade da família para o meu irmão mais velho, Ryuiti, que havia se casado recentemente com minha cunhada Ritie. Eles eram agricultores e viviam do cultivo de batata e feijão, em Itaberá, interior de São Paulo. Quando fui aprovado na Faculdade de Medicina do ABC, Uma faculdade particular, após pagar a matricula, fiquei 3 meses sem conseguir pagar as mensalidades, pois a família estava passando por uma grave crise financeira. Quando fui fazer a prova de Anatomia, fui chamado para comparecer à Tesouraria, pois estava inadimplente e não poderia fazer a prova. Ao subir à minha sala um anjo, chamado Dona Rumika Watanabe, veio me socorrer. A Dona Rumika era uma senhora nissei de uns 50 anos de idade, que a vida toda sonhara em estudar Medicina. Contava-me ela que ela era a filha mais velha de uma família de agricultores e que seu pai havia morrido por causa de um erro médico, pois entrara no Centro Cirúrgico para realizar uma cirurgia sem maior gravidade, se não me engano, para operar da vesícula biliar e saiu morto. Como filha mais velha, ela teve que assumir o cuidado de suas irmãs e irmãos mais novos, tendo que largar os estudos. Casou-se e seu marido era dono de uma banca do Ceasa de São Paulo. Ela sonhava em estudar medicina, pois a morte de seu pai fora muito traumatizante. Ela queria a todo custo entender o que havia ocorrido e poder atuar como médica, para que pudesse salvar vidas. Era dona de casa e a família vivia uma situação financeira muito boa, morando numa mansão num bairro nobre de São Paulo, com uma garagem que tinha mais de oito carros estacionados. Ela tinha finalmente conseguido passar no vestibular de medicina, mas devido ao longo tempo que ficara sem estudar, tinha muita dificuldade para compreender as matérias do curso médico, tendo repetido por vários anos a primeira série do curso. Pois bem, quando eu voltei para a sala para pegar o meu material e voltar para casa, pois minha aventura como estudante de medicina acabava naquele instante, ela me chamou para um canto e perguntou o que havia ocorrido. Quando ela ficou sabendo do meu problema, foi comigo até a tesouraria da faculdade, pagou as mensalidades em atraso e uma subsequente. Eu me lembro até hoje que foi um cheque de 17 mil cruzados novos, que era muito dinheiro!!! Logo em seguida, fui aprovado no Crédito Educativo, um programa que financiava faculdades nos moldes do FIES de hoje. Como eu disse, se aquele anjo não tivesse aparecido, naquele instante, sobravam duas opções para mim: Trancar a faculdade, trabalhar, fazer um cursinho noturno e prestar vestibular para uma faculdade de medicina pública. Naquela época, isso era uma missão quase impossível, para um estudante que a vida toda havia estudado em escolas públicas de zona rural e posteriormente de pequenas cidades do interior. A outra opção seria fazer as minhas malas e voltar para casa, derrotado, vencido pelas dificuldades e pela falta de dinheiro. Voltar para Itaberá, terminar o colégio e me candidatar para ser professor ou bancário, do Banco Bradesco ou do Brasil. Como eu disse em texto anterior, eu tenho um sentimento de muita gratidão por várias pessoas que participaram da minha vida, em momentos cruciais. Mas a Dona Rumika para mim vai ser sempre um anjo, que teve uma participação num momento crucial de minha vida, que definiu todo o meu futuro, que me permitiu formar numa faculdade de medicina particular, que me permitiu alcançar o meu sonho de me tornar médico, fazer pediatria e ser este profissional totalmente realizado com o que faço, todos os dias. Eu perdi totalmente o contato com a Dona Rumika. Na minha formatura, fiz questão de procura-la, para levar o meu convite, mas ela não compareceu. Depois, ao longo dos anos, eu a procurei nos sites de busca, mas a informação que tive foi que ela falecera em 2002. Contei essa história para os meus colegas de faculdade, quando comemoramos 30 anos de formados. A minha família, principalmente os meus filhos, conhecem a história de cor, tantas foram as vezes que repeti a história para eles. A grande lição que ficou para mim é que Deus não abandona os seus filhos. Ele coloca anjos em nosso caminho, que participam em momentos cruciais e definem todo o nosso destino. Por isso, a medicina para mim é muito mais do que uma profissão, é um grande compromisso diante do nosso Pai, de sermos um instrumento Dele aqui na terra, para podermos ajudar Seus filhos, nossos irmãos, num momento de dor e sofrimento. O dinheiro? Ele é apenas uma consequência natural, na quantidade merecida, conforme o suor do nosso rosto, para pagarmos nossas contas e cuidarmos dos nossos familiares. Obrigado, Dona Rumika! Espero um dia poder reencontrá-la, no céu, para te agradecer por sua ajuda, por seu gesto cristão, que definiu totalmente o rumo de uma vida! E me permitiu participar de milhares de vidas! Muito obrigado, onde a senhora estiver!!!

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19
Abr 17

O FUTEBOL E A ÉTICA

O FUTEBOL E A ÉTICA Recentemente, durante um clássico paulista, entre os times do São Paulo e do Corinthians, pela semifinal do campeonato paulista, ocorreu um fato que motivou discussões acaloradas de jornalistas e especialistas em futebol. Durante um lance, o jogador Jô do Corintians e o jogador Rodrigo Caio do São Paulo estiveram envolvidos numa disputa de bola na área, com o goleiro do São Paulo Renan. O juiz viu falta do corintiano e marcou cartão amarelo em Jô. A prevalecer esta postura, o Corinthians perderia um de seus principais artilheiros, para o próximo jogo de volta. Porém, o jogador do São Paulo, Rodrigo Caio, conversou com o juiz e disse que não havia ocorrido falta e que na verdade, ele havia atingido sem querer o seu companheiro de time e que portanto, o cartão amarelo seria injusto. Num lance de fair play como há muito não se via no futebol, o juiz voltou atrás e retirou o cartão. Isso motivou uma série de reações em cadeia, fazendo com que o resultado do jogo ficasse em segundo plano, com técnicos, jogadores e jornalistas e comentaristas esportivos colocando-se contra e a favor da atitude ética do jogador Rodrigo Caio. Quando acontecem acidentes na estrada, onde caminhões carregados de objetos ou alimentos tombam, a turba para seus carros, ou aparece da vizinhança para assaltar e saquear esses produtos, como se os mesmos não tivessem dono e pudessem ser roubados sem que nada de errado estivesse ocorrendo, no conceito dessas pessoas envolvidas. Quando aconteceu o terremoto no nordeste do Japão, na região de Fukushima, seguido do maremoto que destruiu cidades inteiras e matou milhares de pessoas, um fato que chamou a atenção da imprensa foi a maneira cordata com que a população se comportou, aguardando de maneira disciplinada a distribuição de comida e água pelas autoridades, não ocorrendo um único caso de saque ou de roubo dos alimentos ou de roupas. Pessoas e famílias que tinham perdido tudo, ficado com a roupa do corpo, esperaram por dias a fio, com sede e fome, mas sem saquear, roubar ou queimar tudo, como estamos acostumados a ver por este lado do trópico. O amadurecimento de uma sociedade passa pela ação do fogo e da dor. A sociedade japonesa, que já tinha uma cultura milenar, baseada em rígidos códigos de moral e ética dos samurais, teve o país todo destruído pelas bombas americanas, que destruiu todas as cidades, principalmente as maiores, com um bombardeio diuturno pelas fortalezas voadoras, as temidas B29 da Força Aérea Americana, um quadrimotor a hélice que jogava toneladas de bombas sobre as cidades, destruindo tudo que estivesse em pé. Ao final da guerra, nos idos de 1945, o pais estava totalmente destruído, com todas as suas cidades e fábricas transformadas em montes de entulho. Com a ajuda do capital americano, em poucas décadas o país se refez totalmente, transformando-se na segunda economia do mundo(hoje, terceiro). Junto com isso, noções de disciplina e ética ficaram totalmente arraigados nos membros da sociedade, de tal maneira que todos os seus cidadãos têm claro para si, de que a coisa certa deve ser feita sempre, independente de ter algo ou alguém olhando ou fiscalizando. Para um japonês, as lojas têm seus produtos expostos, com a maior naturalidade. O comprador vê o preço, vai ao caixa, onde não tem ninguém, paga o valor correto, pega o troco e assim realiza a sua compra. Algo impensável em nosso país. A nossa conduta no dia a dia, é baseada na fiscalização. Se estiver dirigindo o meu carro e vejo um guarda de transito, paro de falar ao celular, diminuo a velocidade, coloco o cinto de segurança, enfim, na frente da autoridade, somos cidadão acima de qualquer suspeita. Ao virarmos a esquina, voltamos a cometer todo tipo de infração. Um dos grandes absurdos da nossa legislação de transito previa a obrigatoriedade de se avisar sobre a existência de radares e aparelhos de fiscalização, seja de velocidade ou de ultrapassagem do sinal vermelho, sem o qual, a multa era invalidada. Nos jogos de futebol pelo país afora, cansamos de ver cenas de jogadores ajoelhados no gramado, orando e pedindo a Deus para que Ele se torne parcial, que esteja ao lado daquele determinado time, em detrimento do outro time. Como cansamos de dizer para os estrangeiros, Deus é brasileiro! Deus tem lado! Tem preferencia, torce para um time A ou B. Quando aconteceu a tragédia em novembro de 2016, quando quase todo o time da Chapecoense perdeu os seus jogadores, vimos um gesto maravilhoso, vindo dos jogadores, torcedores e diretores do Atlético Nacional de Medellin, da Colômbia, que num gesto de extrema grandeza, abdicou do título que estava em jogo, a Taça Sul Americana e concedeu o título em disputa para o time que havia perdido os seus jogadores na maior tragédia do futebol brasileiro. Movido pelo mesmo espirito de comoção que tomou conta do cenário esportivo nacional, vários times brasileiros propagandearam que cederiam seus jogadores por empréstimo, com os salários bancados por esses times, para ajudar a reconstruir o time do Chapecoense. A grande maioria, ficou apenas na propaganda e na promessa. O grande gesto de fair play, veio da Colombia, num gesto de solidariedade e altruísmo, que faltou aos brasileiros. Por ser o esporte mais popular do país, o futebol reflete todas as características da sociedade. As boas e as más. Com isso, todos os comportamentos que caracterizam o famoso e malfadado “jeitinho brasileiro”, ficam escancarados, à mostra de todos. O gesto do jogador Rodrigo Caio do São Paulo, de assumir que ele havia tocado o companheiro de time e não o jogador adversário, era para ser o padrão de normalidade, numa sociedade mais amadurecida. Porém, foi manchete de jornais. Da mesma forma, fico indignado quando o Jornal Nacional noticia que uma pessoa devolveu uma mala cheia de dinheiro para o seu dono, em cadeia nacional. A grande maioria dos comentaristas esportivos, a maioria deles ex-jogadores de futebol, admitiram candidamente que eles não teriam tomado a atitude de Rodrigo Caio. Alguns , inclusive, criticaram a posição do jogador, dizendo que ela prejudicava o seu time, o São Paulo, que perdera a oportunidade de desfalcar um jogador adversário importante, diminuindo suas chances de lutar pelo titulo paulista. É extremamente preocupante que formadores de opinião tenham um posicionamento tão antiético. A sociedade brasileira como um todo precisa rever, urgentemente, os seus valores morais e éticos. Senão, de nada adianta ficar criticando os políticos, os grandes vilões do momento, dos numerosos escândalos de corrupção e desvio de verbas públicas. Pobre país, onde um jogador que toma a atitude certa, de ser ético, correto e honesto, é vítima da fúria de sua própria torcida. Depois, não adianta reclamar que o Brasil é um pais de corruptos e de pessoas espertas, que passam a perna em todo mundo.

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07
Abr 17

JOSE MAYER E O BRASIL

JOSÉ MAYER E O BRASIL O escândalo que explodiu esta semana com uma figurinista da Globo, Susllen Tonani, denunciando o ator José Mayer, de 67 anos, por assédio moral e sexual, repercutiu bastante. A nossa sociedade e a nossa cultura brasileira são muito jovens. Em pouco mais de 150 anos, saímos de uma sociedade escravocrata, para uma democracia moderna. Isso faz com que tenhamos certos resquícios de sociedade antiga se misturando com a modernidade. Existem momentos, em que a casa grande e a senzala se misturam com os arranha céus e o passado retorna com força total, misturando-se com o presente. Nesses momentos, esses traços da nossa sociedade patriarcal, arcaica e machista, arvoram e aparecem com força total manifestando o contraste que é a nossa sociedade. Li a entrevista da figurinista ao blog. Nela, ela fala de toda a humilhação de uma jovem de 28 anos, branca, bonita, cheia de sonhos, que foi trabalhar na maior rede de televisão do país, no Rio de Janeiro. A grande maioria dos crimes e infrações são cometidas por pessoas que apostam na impunidade. No caso do ator, estrela que atua como protagonista em filmes, novelas e seriados, a sua superioridade era inquestionável, em sua ótica, para poder prevalecer acima de qualquer menina que trabalhasse para ele, uma mucama, uma serviçal sobre a qual ele poderia exercer toda a sua autoridade, de maneira inquestionável. O Brasil está mudando a passos largos. As pessoas tem dificuldade de perceber que essas mudanças vêm para ficar. Quando a figurinista tomou a iniciativa de dar um basta em suas humilhações, muitas pessoas, inclusive mulheres, acharam a atitude errada. Algumas, questionaram dizendo que ela estava apenas querendo aparecer, ter seus quinze minutos de fama. Outras, não viam mal algum em a mulher levar umas cantadas, ser alvo de piadas machistas, de ser coisificada, transformada em objeto. Uma sociedade amadurecida e culta, é aquela em que as pessoas são donas do seu corpo e dos seus atos. Mas tudo, respeitando o limite do outro. Em alguns países da Europa, uma mulher pode usar uma microssaia, mostrando suas calcinhas, mas o homem que a olhar de maneira despudorada, será denunciado à policia, podendo inclusive ser preso por assédio sexual. O assédio moral e o sexual são dois atos que somente recentemente têm sido reconhecidos como crimes, tanto é que a legislação brasileira ainda não possuem leis federais que tipifiquem ambos e tenham uma apenação adequada. A maioria dos julgamentos são feitos por jurisprudências baseadas em leis estaduais ou municipais. Até a década de 80 do século passado, as manifestações ríspidas e repetitivas, de maneira a humilhar o seu subordinado, era tido como uma maneira de a empresa obter um ganho de produtividade. Após a Constituição de 1988, quando foram estabelecidos princípios sobre direitos humanos e sobre o respeito à dignidade humana, houve uma mudança total na compreensão desses atos. Passou-se a perceber que o chefe agressivo e assediador adoecia seus subordinados, com aumentos dos índices de quadros psiquiátricos, de ansiedade, depressão e até mesmo de suicídio. Que um ambiente agressivo e conflitante, diminuía a produtividade de todos, ao invés de aumentar, como se imaginara no passado. A partir dessa percepção, estudos começaram a ser feitos, e alguns Estados e municípios começaram a elaborar leis tipificando o assédio moral e transformando em crime passíveis de punição. Portanto, ao se lidar com o novo, muitos de nós nos sentimos perdidos, pois atitudes e condutas que eram tidas como normais no passado, hoje não são mais. Ao ouvir musicas e cantigas de ninar do passado, como “Atirei um pau no gato” ou “Boi da cara preta”, hoje achamos as letras politicamente incorretas, pois eram musicas que incentivavam a judiar dos animais ou a fomentar o medo nas crianças. Os humoristas do passado, tinham em seu arsenal sempre uma piada sexista, sobre homossexuais, pretos, judeus, japoneses e outros. Hoje, tais humoristas morreriam de fome, ou estariam presos, por homofobia, ou racismo. Neste processo, muitas pessoas têm dificuldade de rever os seus conceitos, de mudar suas opiniões, de mudar o seu olhar sobre fatos e sobre as pessoas. E com isso, temos incidentes como o ocorrido com o ator José Mayer. Toda mudança gera ansiedade e medo. Em toda crise, nós destruímos um modelo do passado e reconstruímos um novo modelo, baseado em novos valores. A sociedade brasileira terá que .adotar, em conjunto, essa postura de mudar, de avançar, de deixar o passado para trás, para adentrarmos o século XXI baseado em novos valores e com novos conceitos. Onde os traços de nosso comportamento machista, sexista, de exploração do trabalho escravo, fiquem no passado, nos séculos XIX e XX. Que hoje, tenhamos um novo olhar sobre as pessoas, respeitando as diferenças e a potencialidade de cada ser humano, o tempo de cada um, os limites e as limitações do outro. Obrigado, José Mayer, você serviu para nos mostrar o quanto nós ainda temos que avançar, se quisermos ser membros de uma sociedade moderna e progressista. Se a sua carta de pedido de desculpas foi sincero e suas palavras vieram do seu coração, parabéns. Se não foi, e se tratou apenas de uma peça de propaganda, você receberá o julgamento da história, e terá o seu lugar no panteão dos grandes vilões de nossa historia, como o anti-herói sem caráter, um velho que não percebeu queo tempo passou e mudou. Aguardemos o desenrolar dos fatos...

publicado por drtakeshimatsubara às 18:48 | comentar | favorito
11
Dez 16

RENUNCIE, TEMER!

RENÚNCIA JÁ, SENHOR MICHEL TEMER!!! Diante dos últimos acontecimentos, principalmente das denúncias das delações premiadas de empresários da Odebrecht, o governo de Michel Temer, que sempre esteve cambaleante, mostra que está nos seus estertores finais. Diante das provas que se avolumam no Processo da Lava Jato, fica evidente que apesar de um certo exagero dos petistas, de uma certa forma, houve um golpe de estado, que derrubou o governo Dilma Roussef. O capital internacional, através dos bancos e dos fundos de investimento, tem horror a qualquer indicio de instabilidade política. Acreditavam que derrubando Dilma e colocando Temer em seu lugar, o país poderia dar uma guinada para a direita e voltar a crescer e voltar a ser o paraiso do investimento do capital estrangeiro. Enquanto eles trabalham com taxas de juros baixíssimos, em alguns casos até negativos, em seus países de origem, o Brasil sempre foi um paraiso para os especuladores, pois a taxa de juros que o governo paga para tomar dinheiro emprestado é melhor do que o de qualquer agiota. Pois bem, diante das burradas e da incapacidade em gerenciar este país, Dilma Roussef foi mandada para casa. Mas era uma certa burrice acreditar que Michel Temer, presidente do PMDB, não estaria envolvido até o pescoço com todas as tramoias que vicejaram durante os 13 anos de governo petista. Juntamente com os políticos do PT e do PP, os políticos de todas as denominações, mas principalmente os do PMDB, deitaram e rolaram com o dinheiro sujo da propina que tomou conta do cenário nacional, numa volúpia e proporção dantesca. O povo brasileiro não havia engolido direito o processo de impeachment de Dilma, pois a taxa de credibilidade de Michel Temer sempre foi muito baixa, semelhante aos de sua antecessora, nos piores momentos da crise. Agora, que as delações têm engolido, um a um os principais ministros que compunham o núcleo do poder do governo Temer, a sujeira começa a atingir também o seu cabeça. Citado várias vezes por Marcelo Odebrecht e pelos executivos daquela empreiteira, o nosso presidente vê os seus índices de aprovação caírem dia a dia, num círculo vicioso, em que cada denuncia piora a avaliação popular. O gélido silêncio durante a sua participação nas exéquias fúnebres dos jogadores, dirigentes e jornalistas em Chapecó, foi uma prova eloquente do quanto o povo brasileiro despreza a sua liderança. A única forma do país sair do buraco em que se encontra, de buscar novamente o caminho do crescimento econômico e de aumentar o emprego, será convocar novas eleições diretas para presidente da República. Buscar um candidato que não esteja envolvido nas denúncias da Lava Jato é um trabalho árduo, mas necessário, para tentarmos uma nova liderança, que conduza o país no processo revisional que se faz necessário. Quiçá, com convocação de uma nova Assembleia Constituinte, para formularmos uma nova Constituição, pois a de 1988 já mostrou que apresenta muitos furos e muitos erros que precisam ser revistos. Precisamos de leis onde impere a noção dos deveres, pois nossos cidadãos só sabem exigir os seus direitos, esquecendo-se que em tudo no universo existe o equilíbrio e para termos, precisamos dar a nossa contribuição. Precisamos estabelecer a meritocracia em todos os setores, principalmente para a composição dos nossos tribunais superiores, para nunca mais termos arremedos de juízes, como Levandowski, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Rosa Weber, compondo a mais alta corte do país. A nossa Constituição em vigor estabelece o prazo máximo para 31 de dezembro de 2016 para mudarmos o governo. Se ficar para o ano que vem, o presidente será eleito por via indireta, pelos membros da Câmara e do Senado. Isto seria o fim do mundo, pois esses políticos que ai estão já mostraram que não merecem nenhum crédito da população. Por isso, fica o nosso apelo para Michel Temer: PELO BEM DO NOSSO PAÍS, RENUNCIE AGORA, MICHEL TEMER!!! SUMA!!! ESCAFEDA!!! DESAPAREÇA!!! VÁ PROCURAR SUA TURMA!!! TCHAU QUERIDO!!!!

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02
Dez 16

QUE PAÍS É ESSE?!?!

QUE PAÍS É ESSE?!?! Enquanto a sociedade brasileira se encontrava chocada, comovida com a tragédia que vitimou 71 pessoas no pior acidente aéreo da história do futebol brasileiro, levando à morte quase que todo o time de futebol da Chapecoense, todo o seu estafe, jornalistas, autoridades, tripulação, enquanto isso, em Brasília, na calada da noite, os deputados federais na Câmara Federal, legislavam em causa própria, desfigurando por completo uma lei que foi enviada por um movimento popular, que tentava corrigir diversos desvios e irregularidades, que conduzem à impunidade. Numa manobra traiçoeira, revanchista e sacana, os deputados se colocam contra os anseios de toda a população brasileira, que através de um abaixo assinado com milhões de assinaturas, tentava aprovar uma lei para tornar o país um lugar melhor, menos impune. Dizem que a democracia é o melhor sistema político, pois permite que a vontade popular seja representando por políticos eleitos pelo voto direto, que vão à Brasília para representar a vontade de seus eleitores. Não sabemos em que momento ocorre essa dissociação entre a vontade popular e a vontade de legislar em causa própria. Talvez os ares do planalto central, com seus 6 meses de seca, de ventos fortes e sem chuva; talvez a altitude de aproximadamente 1000 metros do nível do mar, do planalto central; ou ainda o isolamento, a distância relativa da cidade, de quase 1000 km dos grandes centros urbanos. Enfim, em algum momento, os políticos em Brasília se esquecem da sua principal responsabilidade, de legislar em prol do bem comum, e passam a se preocupar apenas em conseguir os malfadados retornos, o percentual em todas as verbas liberadas para construir obras em seus “currais eleitorais”, perdendo a noção do que é público do privado. E brincando de fazer leis, para se beneficiarem dos mesmos, ou para se protegerem quando correm o risco de serem pegos com a boca na botija. A sociedade brasileira é muito nova. Ela começou a se estruturar de verdade há menos de 2 séculos. Antes disso, éramos apenas um grande latifúndio, com fazendas enormes, movidas pela mão de obra escrava, em grandes monoculturas de cana ou café. Ou cidades pequenas onde se vivia de comércio e serviços. A era de industrialização tem aproximadamente um século. Com ela, veio o desenvolvimento de grandes metrópoles e com ela, o desenvolvimento cultural e cientifico. Pois bem, essa sociedade nova, traz de berço alguns costumes que são difíceis de serem mudados, como o compadrio, o favorecimento de alguns poucos amigos e parentes nos negócios que envolvem o dinheiro público. A nossa justiça, carrega ainda em seu bojo, favorecimentos, como prisões especiais para pessoas de nível superior, o tratamento diferenciado para o criminoso rico do ladrão de galinhas e o foro privilegiado para autoridades e políticos com mandato. nosso sistema político, é ainda muito recente, pois vivemos muitos anos de exceção e ditatura, que fizeram com que os partidos políticos, e as nossas instituições de fiscalização ainda sejam jovens e inadequados. Os nossos partidos políticos não têm ideologia política, sendo apenas um amontoado de letras que não significam absolutamente nada, sendo as pequenas legendas apenas para servir de aluguel no processo eleitoral. O processo que move a sociedade para o caminho do amadurecimento e do crescimento, passa pela necessidade de manifestação dessa vontade popular, seja em manifestos, seja pelas suas lideranças, ou, atualmente, pela internet e pelos sites de relacionamento e de mensagens. Tais mecanismos tem causado uma obsolescência dos meios tradicionais de informação, pela televisão, jornais e rádio. As pessoas estão conectadas umas às outras e as informações se espalham como um rastilho de pólvora, causando um estrago tremendo na imagem de autoridades e políticos. Nesses tempos modernos, quem não se atualizou e se conectou às novas tecnologias, perde uma grande oportunidade de se inserir nesse mundo digitalizado. Nesses termos, a impressão que nós temos é que nossos políticos não perceberam as mudanças que ocorreram. Gastar dinheiro, produzindo releases que são impressos em jornais ou nos noticiários dos rádios e televisão, não tem mais o alcance que tinham antigamente. As pessoas têm acesso a fontes as mais diversas de informações, muitas delas independentes e desatrelados dos interesses desses políticos. Os blogs, os sites informativos, os canais de notícias por assinatura, enfim, hoje, a informação é obtida de maneira muito mais democrática e livre. A Operação Lava Jato, que investiga as entranhas do sistema de corrupção que se instalou no país, após a ascensão do PT ao poder, configurou uma expectativa e um sopro de esperança nos corações dos brasileiros, já fartos de saber do sistema de enriquecimento estrondoso de políticos e burocratas pelo Brasil afora, através da institucionalização de esquemas de cobrança de propinas em praticamente todas as instâncias das atividades que envolviam dinheiro público. Em seu bojo, centenas de políticos estão entre os acusados de receber propinas e caixa dois de empreiteiras e de empresas, sob a cândida explicação de arrecadar dinheiro para pagar despesas eleitorais. Quando os deputados perceberam que de madrugada os jornais por assinaturas, os blogueiros e demais pessoas estariam descansando, ainda mais numa ressaca de emoções de um dia tenso, com o povo comovido pelas noticias da tragédia do acidente aéreo, os políticos de praticamente todos os matizes, principalmente daqueles que se encontram apoiando o governo atual, não tiveram dúvidas em propor emendas parlamentares que tentaram colocar as autoridades da Lava Jato sob pressão. A reação não se fez esperar,seja da Ministra Cármen Lúcia, uma sóbria presidente do STF, seja do Procurador Geral da República e dos promotores e procuradores da Lava Jato. A população, mais uma vez, está indignada com a vileza e a torpeza da classe política. Por isso, quando descobrimos que de nossa bancada de oito deputados federais, quase todos, com exceção de Mandetta, votaram a favor das emendas que desfiguraram o projeto de lei elaborado pela sociedade para combater a corrupção, isto serve de alerta para lembrarmos na próxima eleição, quando esses deputados baterem à nossa porta, para pedir o voto. Nós iremos nos lembrar com carinho de Zeca do PT, Dagoberto Nogueira, Tereza Cristina, Geraldo Resende, Carlos Marun e Vander Loubet nas próximas eleições!!! Nos aguardem!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 11:19 | comentar | favorito