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Fev 10

A HOMEOPATIA E AS DIFERENTES ESCOLAS

HOMEOPATIA E AS DIFERENTES ESCOLAS

A homeopatia, que surgiu na Alemanha , em 1796, através do médico Samuel Hahnemann, durante o século XIX, teve uma grande expansão no mundo todo, principalmente na Europa, e nos Estados Unidos. Neste último, médicos homeopatas de extrema importância para a história da homeopatia mundial, dentre os quais se destacaram Kent e Hering, que ajudaram a desenvolver a filosofia homeopática mundial.
No século XX, na França, diversos luminares desenvolveram a homeopatia, tornando-a uma ciência médica mais próxima da Medicina tradicional ou alopática.
Com o advento da penicilina e dos antibióticos, a Medicina tradicional deu um grande salto qualitativo, pois doenças como tuberculose, pneumonias, diarréias e outras infecções, que matavam aos montes, puderam ser combatidas e a bactéria, nossa grande inimiga há milênios, passou a ser combatida com uma arma poderosa, capaz de matá-la e com isso, as infeções passaram a não ser sinônimo de morte certa. Isto fez com que a medicina tradicional se fortalecesse de uma tal maneira que a homeopatia quase desapareceu nos diversos centros, principalmente nos Estados Unidos, onde passou a ser uma medicina alternativa e marginalizada.
Porém na Europa, ela continuou sendo a medicina preferida da nobreza. Ainda hoje, o médico da Rainha Elizabeth II é um homeopata, bem como os médicos de diversos reis e rainhas.
Na Índia, mais da metade da população utiliza a homeopatia. A outra metade, utiliza a medicina tradicional indiana, baseada em medicamentos à base de plantas e outros. Na China, a grande maioria dos médicos utiliza a medicina tradicional chinesa, baseada em chás, extratos de plantas e substâncias animais e minerais. Um outro tanto, utiliza a acupuntura, massagens, etc. Bem como no Japão, onde se utiliza tambem a acupuntura, massagens, do-in, shiatsu e outras formas tradicionais de tratar as doenças.
Ao longo do tempo, a homeopatia foi se modificando, de acordo com o pensamento dos diversos mestres e suas práticas. Hoje, temos uma primeira divisão, entre os tradicionalistas, que seguem a filosofia do fundador da homeopatia, Hahnemann, e sua escola homeopatica hahnemaniana, que preconiza um único remédio de cada vez. Outra variante é a escola kentiana, de James Tyler Kent, americano citado no início deste, e que também preconizada o uso de um único remédio.
Porém a escola francesa preconiza o uso de vários remédios aos mesmo tempo, o chamado Pluralismo. Segundo esta escola, nós pacientes temos um chamado remédio de fundo, que é o remédio da pessoa, que aumenta a imunidade e melhora nossa resistência às doenças. Existe um segundo remédio, dito de terreno, no qual, a pessoa teria um remédio dependendo de sua forma de adoecer .Um terceiro remédio seria o local, ou seja, o remédio para determinada doença.
Historicamente, essa diferença filosófica e de maneira de tratar causa uma divisão profunda entre os homeopatas. Há acusações de ambos os lados, mas principalmente dos unicistas, que chamam os pluralistas de não homeopatas, pois estes não seguiriam o princípio do fundador da homeopatia, Samuel Hahnemann, que preconizava um remédio único.
Para nós, que nos colocamos fora desta discussão, o fato é que a homeopatia funciona. Independente da escola e da forma de tratar, seja com um único remédio ou usando vários ao mesmo tempo, os pacientes que usam a homeopatia têm, sem dúvida, uma melhora importante, mudando para melhor, tanto na forma de vida, como na maneira de adoecer.
E isso é o que realmente importa. O resto, é vã filosofia...

publicado por drtakeshimatsubara às 01:35 | comentar | favorito

DR. ARCHIDUQUE FERNANDES

Conheci o Dr. Archiduque em 1991, na época em que eu era um quase recém chegado a Dourados (3 anos), começando minha carreira de médico e ainda estudante de um curso de homeopatia que eu fazia mensalmente em São Paulo, na Sociedade Brasileira de Homeopatia. Figura ímpar, do tipo “Ame-o ou deixe-o”, cativou-me desde o primeiro instante. Comecei a estagiar com ele, no Posto da Vila Rosa, onde ele atendia seus pacientes todas as tardes, e aprendia aos borbotões, passando-me um monte de macetes, de “pulos do gato” ,que curso nenhum oferecia nem que se pagasse o peso em ouro. Com sua simplicidade, fazia escola, pois depois de mim, vários colegas se seguiram, tendo a oportunidade de estagiar enquanto faziam cursos teóricos de homeopatia em São Paulo ou em Campo Grande.

Em 1992, ele lançou o desafio, de fundarmos um Posto de Saúde especializado no atendimento em homeopatia. Eu e o Dr. Leidniz Guimarães, juntamente com o dr. Ailton Salviano, Nelson Kozoroski, Dra Waldenil Rolim, e claro, Dr. Archiduque, formamos um grupo ao qual se juntou o Dr. Laidenss Guimarães, Dra. Alice Kozoroski e Dra. Eliane Guimarães para fundarmos o primeiro Centro Homeopático de Saúde Pública, cujo nome foi sugerido pela assistente administrativa da Secretaria de Saúde, Sra. Elizete: Dr. S
antiago Martinez dos Santos, numa edícula na Rua Antonio Emilio de Figueiredo. O prefeito da época, Braz Melo, amigo particular e conterrâneo do dr. Archiduque, deu todo o apoio político para que esta importante obra da saúde pública fosse criada em nossa cidade. O secretario de saúde da época, Eduardo Marcondes, foi outro entusiasta que possibilitou a criação daquele serviço. As paredes das salas foram pintadas magnificamente pelo artista plástico Marcello e equipado com móveis de junco. Porém, o prédio, alugado, tinha um problema crônico de telhado, pois era só chover que inundava tudo. Por isso, tivemos de mudar para a parte traseira do Posto Tipo A que ele carinhosamente apelidara de a “bunda do tipo A”. Mais tarde, em 31 de Março de 2000, já no segundo mandato do Brás Melo, este possibilitou a construção do tão sonhado Centro Homeopático em prédio próprio, com a arquitetura do prédio toda definida pelo dr. Archiduque, juntamente com a arquiteta responsável pela obra. Foi sem dúvida, a obra com a qual ele mais se identificou e que até os seus últimos dias de encarnado, fez questão de frequentar.

Nos intervalos entre as consultas, ou quando terminávamos o atendimento, nosso horário de bate-papo era sagrado. Grande conhecedor e estudioso da filosofia espírita, ele vivia a dar aulas para mim, de uma profundidade imensa, naquele seu jeito simples, de bom contador de “causos”. Tornava simples e compreensível assuntos áridos, de tal maneira que eu me tornava também um interessado por aqueles assuntos, sem o perceber.

Ele também gostava de contar histórias, principalmente sobre a sua vida. Quando falava de sua infância sofrida, na cidade de Mutum, MG, onde, filho de mãe solteira, foi criado na rua, como verdadeiro moleque de rua, passando por todas as dificuldades desta condição, invariavelmente lágrimas apareciam em seus olhos. Contava que fora adotado por uma família caridosa, que acolhia crianças de rua e necessitados, dando-lhe um teto, comida e roupa. Que menino ainda, foi estudar num colégio interno, onde, em troca de estudos, teto e comida, trabalhava nos mais diferentes serviços, enquanto os outros alunos, filhos de famílias abastadas, tinham todo o conforto. Que ao completar dezoito anos, entrou para o Exército, onde foi sargento por muitos anos. Casou-se com Dona Ila, teve 6 filhos, a primeira das quais morreu, por falta de atendimento médico adequado, e já com uma certa idade, resolveu estudar medicina, pois jurara no leito de morte de sua filha que seu passamento não teria sido em vão, pois o inspirara a seguir a carreira médica para que outros não tivessem que morrer por falta de atendimento médico adequado. Formou-se na Universidade Federal de Santa Maria, RS, com uma família de cinco filhos pequenos para criar e o parco soldo de sargento,conciliando as aulas em período integral, com plantões noturnos e nas mais diversas condições do trabalho no quartel.

Assim que concluiu o curso médico, mudou-se para Dourados, onde foi o primeiro pediatra, numa época em que os médicos eram todos generalistas e faziam de tudo, de partos, cirurgias, anestesias, atendimento domiciliar nas fazendas, etc. Ria a solta, quando contava que andava sempre com um revolver 38 na cintura, que ele se orgulhava de nunca ter usado para atirar em outro ser humano. Mas, para aqueles que não o conheciam na intimidade, era tido como um médico disciplinador, bravo, que dava broncas homéricas nas mães, com aquele seu jeitão de sargentão, bigode e, claro, o trinta e oito na cintura.

Ajudou a fundar a Associação Médica de Dourados, em 1970, numa época que tinham 15 médicos na cidade e região, tendo sido o seu primeiro presidente. Ingressou na Maçonaria, e juntamente com outros seis membros, fundou a Loja Maçônica Justiça Liberdade e Disciplina, ligado à Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul.

Fundou também uma academia de judô, em Dourados, pois quando morava em Santa Maria, tivera a oportunidade de aprender a arte e a filosofia deste esporte diretamente, com dois imigrantes japoneses, professores da Kodokan de Tokio, que eram seus vizinhos e se tornaram seus amigos, ensinando-o todos os segredos desta arte maravilhosa.

Enfim, eram muitas as histórias que ele me contava, e eu ficava imaginando, como uma pessoa que nascera com um destino determinado para que tudo desse errado, para se tornar um marginal, um bandido, fora escapando das armadilhas, uma após outra, para se tornar aquele grande homem que eu tivera a oportunidade de poder conhecer, conviver e admirar.

Passado um ano do seu passamento, fica uma saudade imensa, uma falta, um vazio difícil de ser preenchido.

Ele sempre dizia que a vida lhe dera muitos amigos, alguns deles, como eu, acabaram se tornando seus filhos adotivos, tamanho o carinho que nos unia.

Fica registrado portanto, a saudade de filho...

 

Takeshi Matsubara

médico

 

P.S.: Numa próxima oportunidade, contaremos outras histórias deste nosso amigo.

 

 

publicado por drtakeshimatsubara às 01:34 | comentar | favorito

IMUNIDADE

IMUNIDADE

Nós seres humanos, vivemos em constante guerra contra vírus, bactérias, fungos e outros seres vivos, desde que nascemos.
Nos primeiros dias de vida, recebemos através da placenta e, principalmente, através do colostro, aquela “aguinha” que o seio materno produz nos dois primeiros dias após o parto, uma dose de anticorpos da mãe, que nos protege nos nossos primeiros embates. A passagem de anticorpos através da placenta, forma um estoque que protege a criança nos primeiros seis meses de vida. Aos poucos, conforme nosso sistema imunitário vai amadurecendo e produzindo nossos próprios anticorpos, vamos aos poucos destruindo aqueles recebidos de nossas mães. Temos portanto, uma janela imunológica, que é a fase da vida em que mais ficamos doentes.
Disto, podemos inferir alguns conceitos: 1)O prematuro, como não teve tempo de receber os anticorpos maternos, é mais frágil e vulnerável às doenças, razão da maior mortandade desta condição; 2) nossas mães são seres maravilhosos, que doam seus anticorpos para nos permitir viver, principalmente nos primeiros dias de vida; 3) o aleitamento materno, e principalmente, o colostro, é fundamental para nós termos defesa contra os patógenos que nos causam doenças; 4) o convívio de crianças muito cedo, com meses de vida nas creches e escolinhas, não é uma boa idéia, pois eles irão conviver com outras crianças numa fase em que ainda não se encontram prontas, imunologicamente, para se defender das doenças;
Quando entramos em contato com um vírus, por exemplo, o vírus do sarampo, nós demoramos de 5 a sete dias para produzir anticorpos específicos para este vírus. Por isso, ficamos doente de sarampo, com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite purulenta, inflamação no pulmão e, por volta do quinto dia da doença, temos a lesão na pele, que nós chamamos exantema morbiliforme. Após uma semana, temos a produção dos anticorpos e saramos da doença. Estes anticorpos se dividem em dois tipos, o primeiro, chamado IgM, são específicos para atacar o vírus na fase aguda. Um segundo tipo de anticorpos, chamado IgG, fica circulando na corrente sanguínea. Depois de algum tempo, quando entramos novamente em contato com o vírus do sarampo, imediatamente o anticorpo de memória parte para o combate, além de servir de modelo para estimular a produção de muitos anticorpos, que combatem o vírus do sarampo e não permite que tenhamos de novo a doença sarampo pela segunda vez. Por isso, dizemos que adquirimos imunidade para a vida toda e temos somente um episódio de sarampo na vida.
Quando esse sistema de defesa fica “maluco”, temos a alergia. Eu digo para os pacientes que a doença alérgica é uma situação transmitido geneticamente, onde nossos soldados de defesa passam a reagir de forma semelhante àqueles soldados malucos, veteranos de guerra do Vietnã, que saem atirando para todos os lados, imaginando que existem vietcongues para todo lado, causando as verdadeiras chacinas em locais públicos nos Estados Unidos. Nossos soldados de defesa, passam a atirar no grão de poeira, pensando que estão atirando em vírus. Com isso, temos resfriados de mentira, com corrimento nasal, tosses, espirros, como se estivéssemos sendo invadidos por um virus da gripe, quando temos na verdade uma rinite alérgica.
Outra situação parecida são as doenças auto-imunes, como os reumatismos, lúpus e outras doenças, onde nosso sistema imunológico começa a atingir nossas cartilagens, passando a não reconhecer nosso próprio tecido e atirando sobre eles, como se fosse o inimigo. Com isso, no reumatismo, temos a agressão de nossa cartilagens, das nossas articulações, pelos nossos anticorpos, o que causa inflamações e dor nas “juntas”.
Portanto, o sistema imunológico é perfeito, adaptando-se conforme a situação e a idade. A Medicina e a ciência estão ainda engatinhando na compreensão deste sistema complexo. Mas, do pouco que já sabemos, temos a certeza de que ele é vital para nossa sobrevivência e que, quando com problemas, ele causa uma série de alterações que prejudicam nossas vidas. As doenças alérgicas e as auto-imunes estão entre os principais males que nos afligem neste século.

publicado por drtakeshimatsubara às 01:33 | comentar | ver comentários (2) | favorito

LEI DA ATRAÇÃO

LEI DA ATRAÇÃO

A partir de 2004, o mundo todo começou a falar sobre esta tal Lei da Atração.
O que é isso?
Nós ocidentais, somos frutos de uma cultura judaico-cristã, baseado na culpa. Nós nascemos impregnados pelo pecado original, ou seja, já nascemos devendo para Deus. Como Adão e Eva comeram do fruto do pecado, nós, como seus descendentes,somos todos pecadores também.
Toda vez que pensamos no dinheiro, na riqueza, na felicidade ou no trabalho, vem o sentimento de culpa. Como podemos trabalhar duro e enriquecer honestamente, sem que esse sentimento de pecado nos assole?
Precisamos deletar essas informações erradas que nos foram inculcadas em séculos de obscurantismo religioso. Nós podemos ser felizes, nós podemos ter a riqueza, desde que ela seja obtida honestamente, com trabalho e com esforço.
O livro “o Segredo, de Rhonda Byrne”, publicado recentemente, fala sobre a Lei da Atração. Prega esta Lei, que o nosso pensamento tem forma, quase material. Conforme é o nosso pensamento, criamos uma energia positiva ou negativa, que resulta daquilo que pensamos. Exemplificando, se nós queremos nos formar numa profissão, por exemplo, sermos médicos, mas somos de uma familia pobre, podemos ter duas maneiras distintas de pensar. Na primeira forma, nós pensamos: “Puxa, minha família é pobre, nunca na vida que eu posso sonhar em ser médico. Imagina só, como os meus pais vão poder custear meus estudos? Os livros de Medicina são muito caros, estudo numa escola pública, eu nunca vou conseguir passar num vestibular, onde a concorrência é de 100 candidatos por vaga!
Na segunda forma de pensar: “Puxa, apesar de minha família ser humilde, de ter estudado numa escola pública, eu vou fazer das tripas coração e, apesar de minhas deficiências, estudarei o dobro dos outros candidatos para ser vitorioso no vestibular. Depois, eu me viro para pagar um financiamento educacional do governo, farei meus bicos para custear meus livros, enfim, tenho certeza absoluta de que vou me tornar médico, pois acho esta profissão maravilhosa e missionária! Quero salvar vidas, fazer o bem, ajudar a cuidar deste meu povo tão sofrido, levar uma palavra amiga para os que padecem dos diversos males que assolam nossa sociedade, principalmente as camadas mais humildes como aquela da minha família... Entenderam a diferença? Um pessimista, já se deixou derrotar antes mesmo de começar o processo, acomodando-se numa posição de coitadinho, procurando mil desculpas para o fracasso, antes mesmo de ter tentado. O outro, tem um objetivo claro e preciso, e seus objetivos não são apenas egocêntricos, voltados para si mesmo, mas sim altruísta, seu objetivo tem uma finalidade maior, de fazer o bem. Notem bem que isso é diferente de Pensamento Positivo, uma corrente que foi muito difundida nas décadas de 70 e 80, através da divulgação de um autor americano, chamado Murphy, que pregava a força do pensamento positivo. O pensamento apenas, sem um objetivo claro e altruísta, não atinge um objetivo e não chega a lugar algum.
A nossa humanidade está passando por um grave momento de crise. O sistema capitalista, que vigorou por séculos na nossa sociedade ocidental, gerou muita desigualdade, injustiça social, e riqueza extrema de alguns poucos países e sociedades, em detrimento de uma miséria na grande maioria dos outros países. Enquanto a sociedade americana consumia 30% da energia e dos alimentos do mundo, os continentes africanos, a América Latina e os países pobres da Asia, ficavam com uma migalha pequena dessa partilha.
O consumo desenfreado de petróleo, o desmatamento, e a poluição industrial, gerou um aquecimento global, que está causando sérios desvios no clima, e provocando o aumento do nível dos oceanos.
As drogas, a violência urbana, o consumismo desenfreado, gerou uma sociedade violenta, armada, estúpida e sem amor.
Os profetas do Apocalipse criaram uma sensação de final dos tempos, de fim do mundo. Parece que nossa sociedade não pode sobreviver e se auto-destruirá, em poucos anos. Seja através de uma guerra nuclear, ou um ataque terrorista sem precedentes, ou ainda uma colisão de um cometa, nossa querida Terra parece ter os seus dias contados e, com ela, nossa sociedade como conhecemos chegará inexoravelmente ao seu final.
Se nós formos nos basear na Lei de Atração, acontecerá aquilo que nós desejarmos. Se quisermos nos deixar dominar pelo medo, pelo terror e pela inexorabilidade do nosso destino, podemos nos preparar para o fim do Mundo. Porém, se nós mudarmos nossa vibração, elevarmos um pouco o nosso pensamento, podemos escolher um outro caminho, o da esperança, o da certeza de que nós iremos superar nossas dificuldades. Que nós, brasileiros, estamos dando um grande passo com nossos biocombustíveis, com o álcool, com a energia renovável e limpa. Podemos parar de desmatar a Amazônia, pois podemos dobrar ou triplicar nossa produção agrícola e sermos o celeiro do mundo, sem precisar derrubar uma única árvore das nossas florestas, utilizando as terras ociosas que temos por este imenso país afora. Podemos, como brasileiros, darmos um exemplo ao mundo, pois somos o povo mais generoso, alegre, solidário, aberto a tudo e a todos, um país onde todos os imigrantes que vieram, de todos os cantos do mundo, foram absorvidos naturalmente, para constituir uma nova raça, a raça brasleira, mistura do branco (português), índio, negro, associado ao alemão, italiano, japonês, russo, polonês, etc etc. Ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos, onde se formou guetos de asiáticos, hispânicos, negros, italianos, judeus, etc. Somos portanto, uma sociedade fraterna, que se miscigenou naturalmente, sem preconceitos raciais, sem conflitos, gerando esse povo bonito e feliz.
Portanto, podemos utilizar a Lei da Atração para ajudar a melhorar o mundo, construir uma sociedade mais justa, mais fraterna, sem preconceitos de raça e de religiões, onde as guerras tenham ficado num passado cada vez mais distante, assim como a preocupação com o clima, com a economia, com a justiça social, pois teremos com certeza um mundo muito melhor.

publicado por drtakeshimatsubara às 01:32 | comentar | favorito

O AMOR E A FAMÍLIA

O AMOR E A FAMÍLIA

Estamos vivendo uma era de modernidade, onde tudo muda a cada segundo; as músicas e os cantores que nossos filhos de 13 anos ouvem, são diferentes daqueles de 15 anos. Que é diferente dos de 17, 19, 21, etc. As gerações, que antes eram divididos em décadas, agora o são a cada 2 anos, ou menos ainda.
O conhecimento mundial, demorou 6 mil anos para dobrar, até 1900. No entanto, hoje em dia, a cada 9 anos, todo o conhecimento disponível na internet está dobrando. É claro que existe muita porcaria, mas a quantidade de conhecimento disponível é absurdamente grande, e um profissional, não consegue abarcar todo o conhecimento disponível, mesmo que passasse 24 hs por dia estudando. Um médico, formado há 25 anos, como eu, certamente usa conhecimento adquirido fora da faculdade, através dos congressos, cursos, seminários, revistas técnicas, etc. Se ele estiver usando os medicamentos aprendidos na escola, com certeza, ele está totalmente desatualizado. Por isso, manter-se nessa corda bamba, conciliando jornada de trabalho desgastante, com múltiplos empregos, com cobranças familiares, telefonemas de pacientes fora de hora, plantões em hospitais etc., torna esta profissão de médico um desafio constante. Mas, fazer aquilo que se ama, com toda a energia disponível, torna tudo um desafio gostoso de ser enfrentado.
Viver nesta sociedade moderna, onde tudo acontece muito rápido, onde as mudanças são instantâneas, onde a comida já vem pronta nos fast foods, onde estamos conectados pelo celular, pela internet, pelos satélites, acelera de uma tal forma nossas vidas, que precisamos parar para pensar: Afinal, o que buscamos? Para quê trabalhamos e ganhamos dinheiro? Qual o sentido de nossas vidas?
Cada um deve ter a sua resposta. Para mim, o objetivo da vida foi construir uma família.
Da mesma forma que amamos nosso trabalho, amamos nossa família, as pessoas que nos são caras. Quando nos casamos, escolhemos, dentre bilhões, aquele(a) ser que nos completa, que acelera os batimentos do nosso coração, que eriça nossos pelos ao toque, cuja felicidade, nos torna felizes também.
O grande problema da sociedade de hoje, é que, quando uma grande parte das pessoas se casam, elas não tem certeza do que estão fazendo. Alguns escolhem por causa da beleza física; outros, pensando na conta bancária do(a) parceiro(a); outros ainda, por causa de uma atração física ,de uma química sexual que julgam perfeita. Quando escolhem por estes critérios, na maioria das vezes, eles caem do cavalo e o casamento não dura.
Como dizem os engenheiros, o segredo de uma boa casa está na fundação. Se não tiver bases firmes, se não estiver sustentada na pedra, as estacas não conseguem segurar o peso da casa. Quando construímos uma relação, precisamos de uma boa fundação. É o amor. Um casamento baseado no amor, torna tudo mais fácil, pois ela gera bons frutos; filhos gerados com amor, são crianças felizes, seguras, completas, que têm noção do limite, do respeito, da confiança mútua, encaram a vida e o mundo com clareza, com a certeza de que viver é uma coisa prazerosa, aprendendo desde pequenos a enfrentar a vida com otimismo. Quando vêm as dificuldades, sabem como enfrentá-los com destemor, pois foram preparados para isso.
O amor é o cimento principal do edifício da vida. O amálgama que une fortemente os membros da família. A força motriz que move o mundo. Sem amor, tudo se torna árido, sem vida, sem alegria ou energia.
O amor envolve também saber dizer não para os filhos, ensiná-los que nem tudo na vida se consegue com um estalar dos dedos, mas sim com luta, com sacrifício, com disciplina.
O amor nos torna menos materialistas. Aprendemos que não é só a forma que é importante, a aparência externa, mas sim o conteúdo. Viver uma vida apenas de riqueza material, conseguida de forma indevida, através do engodo, da corrupção, ou do tráfico, quase certamente não frutificará em amor. E quase certamente, não culmina em felicidade.
O amor enfim, torna nossas vidas menos vazias, mais plenas, completas, cúmplices uns com os outros, pois a felicidade daquele que nós amamos, nos preenche, nos torna felizes também. Existe algo mais gostoso do que ouvir uma risada da pessoa amada?

publicado por drtakeshimatsubara às 01:30 | comentar | favorito

OBESIDADE

OBESIDADE

A obesidade está se tornando um problema de saúde importante na faixa etária pediátrica.
Cada dia que passa, aumenta o número de crianças e adolescentes acima do peso.
A base genética dos pais e familiares é, sem dúvida, muito importante como causa de obesidade. Mas ela não é a única causa. Certamente, erros cometidos pelas famílias, principalmente pelos pais, contribuem decisivamente para aumentar o número de gordinhos nos dias de hoje.
Nos primeiros dias de vida, após o parto, a criança tem como meio de comunicação, quase que unicamente o choro. Ele chora por tudo e por qualquer coisa. Se sente frio, ou se está com calor, se está com fome, ou dor de ouvido, ou cólica na barriga; se ele quer colo para receber um chamego; ou ainda se está com a fralda suja ou apertada, enfim, por qualquer coisa que ela queira dizer, ela o faz através do choro. A mãe, insegura com o choro, acha que o filho está com fome e coloca o peito em sua boca. Ou a mamadeira. Com isso, a criança começa a associar que, qualquer que seja o problema, isso se resolve através da comida. Esta resposta errada a uma solicitação da criança é o princípio que gera esse grave problema de saúde pública que enfrentamos diuturnamente nos consultórios e ambulatórios país afora. A obesidade por sua vez, gera uma ansiedade imensa na criança, que sempre quer comer por tudo. E comendo, ela fica mais ansiosa, criando um círculo vicioso
Outra causa importante é o erro na escolha do alimento. Devido à propaganda maciça nos meios de comunicação, seja nos intervalos ou mesmo fazendo merchandising nos programas infantis, as crianças aprendem desde cedo a pedir a bolacha recheada, o hambúrguer com batata fritas, o refrigerante, o doce, etc. Tudo muito gostoso, mas recheado de gordura trans, altamente calórico e que engordam pra burro!
Outra causa é o sedentarismo. As crianças não gostam de fazer exercícios. Ficam o dia todo frente ao computador, assistindo televisão, jogando videogame, deitados ouvindo seus mp3players, brincando com seus celulares e nada de gastar energia. Essa energia que não é gasta se acumula em forma de gordura. Isso causa obesidade.
Precisamos aprender a prevenir a obesidade no bebê. Ensinar `as famílias e aos familiares que o bebê gordinho pode até ser bonitinho, mas que aquilo não é saudável. Que uma vez que nós tenhamos ensinado o bebê a se alimentar de forma errada, aquilo vai aumentar o número de células de gordura no seu corpinho e isso ele não perderá nunca mais. Mesmo que ele faça regimes a vida toda, qualquer descuido e aquelas células de gordura se encherão novamente, tornando-o obeso. É uma luta inglória em que a vitória quase nunca acontece. Aliás, até aqui, a Medicina tem conseguido poucas e parcas vitórias contra a obesidade. Quando ela acontece, o mérito é quase que exclusivamente do paciente, que conseguiu fechar sua boca para a tentação da gula e seguiu em frente, comendo muita alface e deixando de lado as delícias do chocolate, do doce, da gordura da picanha e por aí afora.
Portanto, se nós não fizermos nada, nos próximos anos, teremos uma epidemia de obesidade e, consequentemente, muita gente morrendo cedo demais, aos vinte, trinta ou quarenta anos,por problemas que se seguem, como o diabetes, pressão alta, infarto do coração e derrames. Precisamos, urgentemente, atuar em todas as frentes para combater esse mal e, principalmente, prevenir sua ocorrência.

publicado por drtakeshimatsubara às 01:29 | comentar | favorito

MEU FILHO NÃO COME!!!

MEU FILHO NÃO COME!

Esta é, provavelmente, a frase mais ouvida pelo pediatra ao longo de sua carreira. Quase todas as mães têm uma forte insegurança quanto a quantidade que seus filhos comem. Em geral, elas estabelecem uma quantidade arbitrária, tipo uma pratada, uma concha, um copo, uma mamadeira, etc. Quantidade esta boa para ela, mãe, mas, não necessariamente, é a quantidade que a criança precisa comer naquele determinado momento.
O primeiro princípio que tem que ficar claro para as mães é de que a desnutrição ocorre por absoluta falta de comida. Em situações de pobreza extrema, ou de guerra, quando há falta de alimento, ou seja, temos fome, a barriga ronca, mas não temos o que comer, Nesta situação, temos a desnutrição. Em casa onde tem comida, a criança não fica desnutrida. Se ela tiver fome, ela vai pedir e comer o que quiser ou tiver. Ou ela mesma se serve na geladeira.
O segundo princípio importante na alimentação dos filhos é que a família precisa comer adequada e corretamente. Os pais têm que dar o exemplo e comer alimentos saudáveis, evitando ao máximo o consumo de alimentos industrializados, os embutidos,(tipo salames, presuntos, mortadela, etc) refrigerantes, guloseimas, etc. São alimentos ocasionais, que devem ser consumidos esporadicamente. Devemos ter uma alimentação à base de verduras, frutas e legumes. Procurar diminuir o consumo de carnes e gordura animal e das frituras.
Para não consumir alimentos de má qualidade, devemos evitar a sua compra.
O terceiro princípio da boa alimentação é entender as mudanças que ocorrem na criança e no seu apetite, de acordo com a idade. Isto tem a ver com a velocidade com que ele cresce, que tem fases bem definidas. Por exemplo, uma criança que nasce com 3 kg aproximadamente, no final do primeiro mês, vai estar com 4,5 kg, ou seja, ele ganhou 1,5 kg em um mês. Conforme os meses vão se passando, a velocidade de ganho de peso vai diminuindo mês a mês. Após os 2 anos de idade, a criança ganhará 1,5 kg durante um ano, ou seja, o peso que ganhou no primeiro mês de vida, depois de 2 anos, ele ganhará e m12 meses. Com isso, é claro que o crescimento vai se modificando e o apetite também. O grande problema é que as mães não entendem e não aceitam essa mudança que ocorre fisiologicamente. E dá-lhe reclamação para o pediatra...
Outra coisa importante para a mãe entender, principalmente se ela for mãe de primeira viagem, é que o choro da criança significa um monte de coisas, e não somente que ele está com fome. O bebê chora porque está com frio, ou está com calor, ou querendo colo, ou porque a sua fralda está suja, porque está com cólica, dor de ouvido, porque a fralda está apertando, etc. Quando a mãe não consegue identificar adequadamente o choro e a sua causa, toda vez que isso acontece, ela enfia o peito na boca do bebê (ou a mamadeira). Isto, com certeza, é um dos principais motivos pelo qual ocorre a obesidade. A criança aprende que, qualquer problema que ela enfrente, resolve-se com comida. Aí quando ela cresce, qualquer frustração que ele enfrente ele tenta resolver mandando bala na comida. Se levou bronca do chefe, dá-lhe comida. Brigou com a namorada? Comida. Foi chamado de gordo? Comida. Por comer mais do que ele precisa, vêm a obesidade.
Portanto, de tudo que foi discutido aqui, dá para se perceber que o mais importante é respeitar o apetite da criança. A única maneira de se saber se a criança está com peso adequado, é pesando e medindo a criança e comparando com a tabela de adequação para o sexo e para a idade. É preciso parar com a mania de comparar o seu filho com o filho do vizinho, pois cada ser humano, tem o seu biotipo, a sua carga genética e o seu perfil de crescimento.
E por favor, não digam mais para o seu pediatra que o seu filho não come. Ele não aguenta mais ouvir essa frase...

publicado por drtakeshimatsubara às 01:28 | comentar | favorito

LIMITE É UMA FORMA DE AMOR

LIMITE É UMA FORMA DE AMOR

Eu sou fã do psiquiatra infantil e terapeuta Içami Tiba há muitos anos. Assisti suas palestras, li seus livros e vi diversas entrevistas concedidas para a imprensa.
Uma das coisas que mais me chamou atenção em sua teoria é a questão do LIMITE.
Uma palavra que anda em falta nas famílias e lares de hoje.
Vivemos a geração dos pais que trabalham fora o dia todo. A mãe, escolhe a hora de ter o seu filho. Geralmente, ela quer se formar numa boa faculdade, fazer uma boa pós-graduação, encontrar um bom emprego, fazer carreira, comprar uma casa, mobiliar a mesma, comprar um bom carro zero quilometro, ganhar um bom dinheiro e ufa! Casar com um bom partido ou então, parte para uma produção independente. Quando ela se encontra apta a ter o seu filho, já passou dos 30 anos. Ou está chegando próximo aos 40 anos. Ou seja, as pessoas se preocupam tanto em ter condições materiais ótimas para ter os seus filhos que, quando eles chegam, acham que ser bons pais e mães é dar o melhor, em termos materiais, para os rebentos.
Esquecem-se de que, na verdade, nem sempre o alto padrão de vida almejado é o mais importante em nossas vidas. Ou na dos nossos filhos.
Só o dinheiro e o luxo não aquecem os corações das crianças. Ganhar bastante dinheiro para poder pagar babás ou colocar os filhos com meses numa escola, transferindo a responsabilidade pela sua educação para outrem, nem sempre faz bem para a formação dos nossos filhos. É preciso que os pais entendam que ninguém está proibido de trabalhar fora de casa. O que é preciso ter em mente é que nós precisamos eleger quais são nossas prioridades. Se a prioridade for o trabalho, não deveríamos ter filhos. Se os filhos forem a prioridade, devemos dar a maior importância à sua formação. Precisamos investir nossa energia e esforço, concentrar nosso amor para eles, para que tenhamos bons frutos no futuro.
A palavra chave é limite. Colocar limite nos nossos filhos, é uma forma de amá-los também. Ensiná-los, desde pequeno, a respeitar as pessoas, os pais, os mais fracos é uma forma de dar limite.
Quando uma criança faz birra, na sua linguagem torta, ela está nos mandando uma mensagem. “Olha, estou tentando entender o mundo e preciso que você mostre para mim, até onde eu posso chegar. O que eu posso ou o que eu não devo fazer”. A grande maioria dos pais entendem tudo errado nesta hora e o que fazem? Adulam, expandem de forma ilimitada, deixando ela fazer o que quiser, não dando o limite que elas pedem. E aí? Na próxima vez, a birra vem mais forte, mais carregada de raiva, deixando os pais atônitos e sem entender nada.
Uma cena comum nos supermercados é ver o pimpolho de 1 ano e meio a 3 anos, rolar no chão, gritar, espernear, chorar, xingar, fazer o diabo enfim, porque a mãe se recusou a comprar um determinado produto que ela queria. O que faz a maioria das mães nessa hora? Ficam roxas de vergonha, vai até a prateleira e compra o malfadado produto. O que elas deveriam fazer da forma correta? Olhar firme no olhos da criança, dizer que não vai comprar e sair pisando duro, deixando-a no chão. Esta seria a forma correta de agir de uma mãe educadora. Porque se a criança não tiver público, o seu teatrinho não funciona e ela não atinge o seu intento.
Outra coisa que os pais não conseguiram entender ainda é que, na verdade, não há necessidade de uso da força física para se educar. É necessário o uso da força moral. O que é isso? Quando falamos com alguém, precisamos fazê-lo com convicção. Precisamos mostrar ao nosso filho que, quando dizemos não, aquele não é definitivamente um não. Não pode se transformar num sim por força do choro ou da chantagem da criança. Isto é força moral. É preciso que saibamos que quando subjugamos alguém pela força, ela não está nos respeitando, mas sim nos temendo. O medo não dura para sempre. O respeito não acaba.
Nossos filhos precisam nos respeitar sempre. Somos pais, não amigos ou companheiros apenas. Quando eles crescerem e tiverem maturidade para ser nossos amigos, mesmo assim, eles precisam ver que sempre seremos seus pais e nos respeitar como tais.
Eu sempre digo aos meus pacientes que os filhos não nos pertencem. Deus nos empresta e confia aos nossos cuidados, para que os amemos, preparemo-los para a vida, para que sejam bons cidadãos, éticos, trabalhadores, bons companheiros e para que casem e frutifiquem em novos lares, em novas famílias.
Este é o ciclo da vida e procedendo assim, teremos cumprido com nossa obrigação. Teremos sido bons pais e bons educadores.

publicado por drtakeshimatsubara às 01:27 | comentar | favorito

ANDADOR: USAR OU NÃO USAR?

ANDADOR: USAR OU NÃO USAR?

As posições que assumo neste blog manifestam apenas e tão somente as minhas opiniões pessoais. Algumas vezes, a prática tem mostrado que nem sempre a teoria é a melhor para ser seguida no dia a dia.
A análise para contra-indicar o uso de andador, vêm de 24 anos de prática de pediatria. Ao analisar a natureza, observamos que tudo na vida tem o seu tempo certo. A fruta nunca amadurece antes da hora. Com a criança, acontece a mesma coisa. Porque queremos que ela ande, se não está pronta para tal? É preciso entender que a criança amadurece de cima para baixo, ou cima, primeiro ela adquire firmeza no pescoço, depois no tronco, depois ela senta, engatinha, fica de pé e anda, Isso tudo, desde o nascimento até 1 ano, um ano e 2 meses, aproximadamente. Querer que uma criança, aos cinco ou seis meses, quando ela ainda não adquiriu a maturidade neurológica e motora, saia correndo pela casa num andador, é pedir para que ela caia, machuque ou aconteça algo ainda mais grave.
Outra coisa que nós percebemos que é comum as mães usarem é o “chiqueirinho”. O tal cercadinho é um dos objetos infantis que as mães adoram comprar, pois ela é a certeza de um pouco de sossego, numa época em que a criança começa a engatinhar pela casa toda e a mãe está super atarefada, querendo cozinhar ou limpar a casa. Pois bem, o cercadinho em geral, acaba tolhendo uma fase importante do desenvolvimento da criança.
As fases da criança passam muito rápido e, em geral, os pais têm pouco tempo para curti-las. O aprendizado se faz por tentativa e erro, empiricamente, e nós precisamos estar atentos a esse fato, sabendo atuar na hora certa, tolhendo os abusos e as malcriações, mas procurando criar os filhos não como robôs obedientes, mas sim como crianças que têm prazer na descoberta do mundo que está à sua volta. Como eu sempre digo para as mães, ter filhos, criá-los e educá-los, é uma tarefa cansativa, mas extremamente prazeirosa, desde que curtida com intensidade e com a dose certa de amor nesta relação.

publicado por drtakeshimatsubara às 01:25 | comentar | favorito
04
Fev 10

HOMEOPATIA

HOMEOPATIA

A homeopatia é uma especialidade médica, surgida na Alemanha, em 1796, quando Samuel Hahnemann, um médico insatisfeito com o modo tradicional de tratar a doença e o doente de sua época, havia abandonado a medicina e vivia de traduções de livros. Ao traduzir um tratado sobre o uso de cinchona, uma planta originária do Perú e que era muito eficaz para o tratamento da malária, descobriu que, ao tomar o medicamento, sem estar doente, desenvolvia vários sintomas da malária, como febre, calafrios e dores de cabeça, que duravam 3 dias e melhoravam, para depois voltar de novo, em tudo semelhante à doença que ela tratava. Descobria-se assim, o princípio da Lei de Semelhança, ou seja, o medicamento que causa, no homem sadio determinado sintoma, pode ser usado no doente que apresenta aquele determinado sintoma. Parece meio complicado, mas para entender a homeopatia, nós precisamos entender a medicina tradicional, ou seja, a alopatia. Esta última funciona pelo princípio dos contrários. Se eu tenho uma febre, eu uso um antitérmico, que combate a febre. Se eu tenho dor, eu uso um analgésico, que combate a dor. Se eu tenho uma infecção, uso um antibiótico, que combate aquela bactéria causadora da infecção. Esta é a chamada ação primária de uma droga. Passado algum tempo, eu tenho o chamado efeito colateral, ou seja, o efeito contrário àquela que eu desejo.
A homeopatia é sabidamente eficaz para tratar doenças alérgicas, o grande filão da especialidade. As pessoas que sofrem de infecção de garganta, rinites, asmas, sinusites, etc, respondem na sua maioria muito bem aos remédios homeopáticos.
Em alguns casos, usamos a própria bactéria causadora da doença em forma dinamizada, para tratar a infecção. É o chamado nosódio ou sarcódio.
Uma das grandes vantagens do uso da homeopatia é que ela praticamente não apresenta efeito colateral grave, como os medicamentos alopáticos, Hoje em dia, o avanço da medicina e da doença faz com que os laboratórios lancem remédios cada vez mais potentes, para atingir a finalidade de tratar as doenças. Com isso, multiplicam-se os casos de intoxicações, de efeitos colaterais, de alergia aos medicamentos utilizados, etc. Isso nào ocorre com a homeopatia.
Além disso, ao tratarmos com homeopatia, procuramos ter uma visão global e holística do doente. Não tratamos apenas a doença, e sim o doente. Isso faz uma grande diferença no enfoque dado ao paciente e à sua abordagem, que é feita de forma mais humanizada e com melhor relaçao médico-paciente, o que não tem ocorrido com a medicina tradicional, cada dia mais dependente da máquina, do aparelho, e menos humanizado.

publicado por drtakeshimatsubara às 01:23 | comentar | favorito