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A CRISE DO CORONAVIRUS

Há dias que eu venho me segurando, para me manter quieto em meu canto, mas as coisas estão fugindo do controle e venho aqui dar minha opinião.
Sem dúvida, nós temos hoje um presidente da República diferente de tudo que já tivemos, num passado recente. Um presidente que talvez não tenha assimilado aquilo que FHC e Sarney chamavam de liturgia do cargo. As formalidades, as palavras bonitas, o isolamento no Monte Olimpo de Brasília, com dezenas de seguranças isolando o presidente do contato, do sentir o cheiro do povo. Bolsonaro é um presidente diferente, que gosta de comer pão com leite condensado, que come pastel com caldo de cana, que usa calção e chinelo de dedos, que escreve com canetas esferográficas de 2 reais, que não tem medo de se expor, para desespero de seus seguranças, ele que é ameaçado de morte 24 horas por dia, e le que já levou uma facada e que é odiado por uma parte da população. Ao responder a entrevistas, onde a grande maioria dos jornalistas trabalha para as empresas de comunicação que o odeiam, porque ele fechou a torneira que jorrava bilhões de reais todos os anos para manter a imprensa dócil, falando bem do presidente, não importando quão bandido ele fosse. Essa imprensa passa o dia todo procurando qualquer vírgula, qualquer sombra para realizar manchetes todas contra o presidente. Até a primeira dama provou da vileza e da sujeira dessa imprensa, que não mede esforços para se rebaixar dia após dia, a procura de manchetes para vender seus jornais e revistas, cada dia mais desacreditadas, cada dia mais perdendo audiência.
A crise do coronavirus é mundial!!!! Começou na China e se espalhou pelo mundo todo. Culpa dos chineses? Parece que sim, eles omitiram, com o totalitarismo do partido comunista dominando os meios de comunicação, humilhando médicos e causando suas mortes, só pelo simples fato deles terem tido a audácia de falar a verdade, que a epidemia era perigosa, que ela poderia se espalhar pelo mundo. Arma de guerra bacteriológica? Não sei. Talvez.
Enfim, a crise do coronavirus, pediu um país estruturado, com hospitais funcionando, com UTI, com respiradores, com equipes médicas e de enfermagem, em todos os rincões do país, prontos para atender uma demanda monstruosa, que poderá acontecer, daqui a alguns dias, até o final de setembro. Quando o ministro da saúde diz que o sistema poderá entrar em colapso no final de abril, a imprensa bate com toda a força e vontade no presidente Jair Bolsonaro e no governo.
Esquecem-se porém, que nós estamos entrando no segundo ano do governo Bolsonaro. Que nós estamos recém saindo de 16 anos de desgovernos petistas. Tivéssemos tido um governo honesto e realmente preocupado com o povo, como dizem os ainda militantes do PT, que não tivesse saqueado os cofres públicos no maior assalto, no maior crime de corrupção da história humana, nós aí sim, teríamos um SUS robusto, rico, com centros de referencia, com hospitais com UTIS espalhados pelos principais polos do país, com hospitais robustos, com equipamentos de última geração, preparados para receber a avalanche de pacientes com insuficiência respiratória, com pneumonias graves, que talvez tivessem uma chance de sobreviver.
A crise do coronavirus é um problema sério, não tanto por sua letalidade, ou seja, pelo índice de pessoas que irão morrer nessa epidemia, mas sim porque essa epidemia causa um volume de doentes graves num curto espaço de tempo, fazendo com que o sistema de saúde não tenha condições de atender a todos os doentes que precisarão dos aparelhos para sobreviver.Em poucas semanas, teremos toda a capacidade de leitos de UTI tomada e mais e mais pacientes baterão à porta dessas UTI, sem poderem ser atendidas, porque todos os leitos estarão ocupados. ´Foi isso que o ministro quis dizer. A única maneira de se tentar evitar isso, é fazer com que menos pessoas se contaminem ao mesmo tempo e que o adoecimento não seja em progressão geométrica e sim aritmética. Isso permitiria que todos pudessem ser atendidos e o índice de mortalidade, principalmente de pessoas mais idosas e imunodeprimidas, não aconteçam aos montes.
Em todos os países do mundo, as pessoas se unem, para enfrentar as crises. No Brasil, temos uma pequena parte da população que torce para que o pior ocorra, que muitas pessoas possam morrer, que o sistema entre em colapso, que Bolsonaro mostre sua incopetencia, para poder mostrar que eles estavam certos, que o presidente era um despreparado para a crise. Etc.
Mas, meus amiguinhos, podem ir tirando o cavalinho da chuva, pois nada de ruim, como vocês previram, vai acontecer. O gestor principal da crise, o ministro Luis Henrique Mandetta, do nosso Estado de Mato Grosso do Sul, meu amigo pessoal, que fizemos curso juntos, vai continuar dando conta do recado, com serenidade, com clareza, com ética e sem esconder nada da população. A crise vai passar e todos nós teremos superado tudo isso.
Espero que quando tudo isso acabar, a pessoa que foi ao supermercado e comprou 50 sacos de arroz , que comprou fardos e fardos de papel higiênico, que saiu comprando fardos e fardos de álcool gel, pare um pouco para pensar na sua pequenez, no seu egoísmo, na sua falta de fraternidade. Que ele possa perceber que ele não precisava de nada disso. Que se ele tivesse sido um pouquinho menos egoísta, outras pessoas também poderiam ter se protegido, e não faltado comida. Espero que o excesso de comida que ele comprou sirva para ele entender que os momentos de crise são testes que Deus faz conosco, para botarmos a prova o quanto nós estamos pensando somente em nós mesmos, ou pensando também no nosso vizinho, no outro, no nosso irmão que esta ao nosso lado. Que ele possa entender que foi reprovado neste teste de Deus.
Pelo que consta da Biblia, os tempos são chegados. A separação do joio e do trigo se faz nessas pequenas ações do dia a dia, que traem o nosso verdadeiro eu. A falta de caráter, a falta de fraternidade, a falta de amor para com o próximo, irão separar aqueles que ficarão a direita ou a esquerda do Pai. Pensem nisso, pois novos testes virão nos próximos meses e anos.
Eu, faço a minha parte que me cabe. Estou no hospital, atendendo a todos, com fé em Deus, de que estou fazendo o meu papel de médico, atendendo os doentes na crise. Se for da vontade dele que eu vá para o outro lado, irei sem medo e com a certeza de ter cumprido até o final, o meu papel que me cabe.
Mas, você, que tem a oportunidade de escolher entre ficar recluso ou sair esparramando o vírus, pense na importância de sua acao, do quanto nós podemos ajudar, não contaminando tudo à nossa volta com o vírus e não permitindo que haja milhões de pessoas morrendo por aí.
Um forte abraço virtual a todos e fiquem com Deus!!!
publicado por drtakeshimatsubara às 18:53 | comentar | favorito