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Abr 21

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O AMADURECIMENTO É UM PROCESSO DOLOROSO!

O relacionamento humano é algo complexo, pois todos nós, o tempo todo fazemos aquilo que em Psicologia, chamamos de processo de transferência.
Estamos, o tempo todo, transferindo para o outro, principalmente os nossos medos, as nossas angustias, as verdades que não queremos ver em nós mesmos. Na maioria das vezes, quando uma pessoa crítica o homossexualismo, na verdade, lá no fundo ,ela pode ter uma duvida sobre a sua sexualidade. Essa pessoa, pode ter um medo profundo dela própria ser homossexual, por isso, a necessidade de combater, de criticar, de julgar os homossexuais. É como se, fazendo isso, ela se auto afirmasse de que não, ele não é um homossexual!!!
A maioria das pessoas adultas, quando têm problemas na esfera emocional, muitas vezes, atribuem isso a algum problema de relacionamento com o pai ou com a mãe , a algum problema ocorrido na infância, a algum trauma que aconteceu na sua infância, ou mesmo durante a sua gestação, que ocasionou um sentimento, seja de medo, seja de rejeição, seja de repulsa por um ou por ambos os genitores. Uma das experiencias mais dramáticas que nós observamos em nossa prática diária, é aquela criança cuja mãe ou pai tentaram o aborto. Não importa o motivo, mas esse pensamento que povoou a mente da mãe ou de ambos os pais, é captado com muita força pelo feto no ambiente intrauterino e essa experiencia, terá marcas profundas sobre o desenrolar de toda a vida desse ser, dali em diante. O grande problema dessas experiências traumáticas, é que ele fixa o ser naquela experiencia, ou seja, ela congela o tempo. É como se, a partir daquela experiencia, o tempo parasse de correr e o ser, mesmo com 40, 50 anos cronológicos, fica com a idade mental daquele momento da experiencia. São muitas vezes adultos que se casam, mas não conseguem obter a plenitude do prazer sexual, que não conseguem prosperar financeiramente, que não conseguem se relacionar, fazer amigos, ter uma vida plena. O ser fica tão preso àquela experiência traumática, que num processo de auto piedade, não cresce mais e continua uma criança, num corpo de adulto.
A nossa sociedade capitalista, sempre deu grande ênfase ao ter, às posses, aos bens materiais. O sinônimo de uma pessoa bem sucedida, é aquela pessoa que anda em carro importado, que mora numa mansão, que tem uma conta bancaria recheada, que viaja para a Europa ou Estados Unidos nas suas férias, enfim, aquela pessoa que ostenta riqueza material. Muitas vezes, para obter toda essa riqueza, ela abre mão do sentir, abre mão do amor, abre mão de uma série de processos fundamentais na vida, como brincar com as crianças, ter tempo para o lazer familiar, conversar com os seus entes amados, fazer coisas que ele realmente goste e sinta prazer em fazer.
Essa pandemia, em muitas casas, trouxe a necessidade de recolhimento, de introspecção, de reclusão dos familiares no mesmo ambiente. Para algumas famílias, foi uma experiencia linda. Para outras, foi uma tragédia, pois essa situação trouxe a serie de mentiras, de relacionamentos que estavam falidos, de casais que só viviam de aparências, de filhos que não conseguem ter nenhum momento de intimidade com os seus pais, enfim, trouxe um monte dessas mazelas às claras, à luz. Esse sentimento de repulsa, entre essas pessoas, foi aclarado e mostrado na sua dureza real.
Muitas vezes, esse adulto mal resolvido, torna-se um pai ou uma mãe incapaz de amar, incapaz de cumprir o seu papel de proteger a sua prole, de dar amor, de cuidar com zelo e amorosidade dos seus filhos. Isso vai se perpetuando, ao longo de gerações, com bisavós, avós, mães e filhas todas incapazes de expressar o amor, gerando verdadeiras dinastias de pessoas mal resolvidas. E isso se reflete na sociedade, criando uma coletividade de pessoas doentes, depressivas, agressivas, que se tornam muitas vezes, verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro, mas incapazes de abraçar um filho, de contar uma historia para ele a noite, quando ele tem medo de dormir sozinho, no escuro.
O planeta está mudando de vibração, está tornando-se um local onde o mote será o amor. Se quisermos permanecer nele, temos um curto espaço de tempo para tratarmos as nossas mazelas, as nossas doenças mentais, a nossa falta de amor.
Como eu disse no texto anterior, que trata do Medo, o mecanismo de cura, apesar de parecer complicado, na verdade é relativamente simples, ou seja, nós precisamos identificar qual foi o nosso trauma, voltarmos ao nosso passado, àquela experiencia dolorosa, olharmos aquela vivencia, com os olhos de adulto, identificar as suas causas, entender o porque do agir assim da nossa mãe ou do nosso pai, ou de outra pessoa, perdoarmos, se tivermos que perdoar, agradecer pela experiencia que ela nos proporcionou, e deixar ir, deixar ficar no passado, mas de maneira resolvida. Para isso, muitas vezes, nós iremos precisar do apoio de um(a) bom(boa) terapeuta, que saiba trabalhar esse processo e nos dar os mecanismos para tal.
Somente assim, após nós termos encarado o nosso bicho, nós poderemos superar aquela experiencia e permitir que ela passe a não ser mais dolorosa, que ela não nos prejudique mais.
Vejo muitas pessoas que dizem que odeiam a sua mãe, que sentem nojo de sua mãe, que não gostam de estar perto delas. Que ela somente critica, que ela é chata, que ela é isso, é aquilo, etc. Quando olhamos com olhos neutros, vemos o quão carente é aquela mãe, o quanto a vida judiou, humilhou aquela pessoa. E que o proceder dela, embora errado, era o que ela podia fazer, aquele pouco amor, era tudo que ela tinha para dar.
Por isso, meus amores, se quisermos realmente sermos pessoas integrais, sermos pessoas completas, pessoas capazes de fazermos a nossa viagem para a ascensão, vibrarmos numa quinta dimensão, nós precisamos expurgar os nossos traumas, nossos medos, descarregarmos esses sentimentos ruins e nos tornarmos verdadeiramente adultos completos.
Somente assim, tendo a compreensão da limitação das pessoas, aceitando isso é amando os nossos pais e ancestrais, com gratidão por eles nos terem dado o dom da vida, o dom de estarmos aqui, somente quando conseguirmos superar esses conflitos, nós estaremos prontos para sermos pessoas integrais e que podem caminhar, em busca da luz.
Namastê!!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 03:40 | comentar | favorito
26
Abr 21

O MEDO

O MEDO
O medo foi um dos sentimentos que permitiu a sobrevivência da nossa espécie. Quando os nossos ancestrais, há milhares, milhões de anos atrás, desceram da arvore e foram para as savanas, para coletar frutos e sementes, tornaram-se presa fácil para os predadores. A primeira solução, foi juntar-se em bandos, pois reagindo conjuntamente, eles espantavam os animais. Por fim, quando eram caçados e estavam prestes a serem comidos, o medo os congelava e isso, tornava essas presas menos atraentes para alguns animais caçadores. Pergunte para um pescador qual é a diferença de se pescar um dourado, que briga contra o anzol, que pula no rio, que não quer ser pescado, ou um outro peixe que não briga e você vai entender isso. Para alguns animais, a presa fácil não era tão saborosa!
Trazido para os dias atuais, essas reações continuam presentes. Algumas vezes, sentimos um medo tão intenso, que ele nos congela!
Como lidar com isso? A primeira coisa, é tomarmos consciência de que na vida, diante do desafio, nós podemos enfrentar ou fugir do mesmo. Quando não podemos nem uma coisa nem outra, temos o estresse, ou seja, um sentimento de alerta, com descarga de adrenalina constante e que não cessa, de maneira continuada.
Ao mesmo tempo que o medo nos permitiu sobreviver às várias situações de ameaça que nossos ancestrais enfrentaram, elas acabaram por criar situações doentias, de medo imaginário de tudo. Esta última acabou gerando o adoecimento dos seres humanos. Numa sociedade conectada, onde a grande maioria tem acesso às informações pelo celular, seja a sites de notícias ou pela disseminação das chamadas fake News, nos grupos de aplicativos e redes sociais, ou seja, notícias mentirosas ou não verdadeiras. Isso cria uma energia coletiva de medo, que só contribui para piorar a situação.
O que a prática de vida me ensinou, ao longo desses anos, é a procurar não fugir do medo. Diante de uma situação que nos cause esse sentimento, encaremos o bicho, olhemos no olho do leão. Aos poucos, o medo vai se esvanecendo, vai diminuindo. Outra coisa a se fazer, é viver o presente. Parar de pensar no futuro, antecipar o que ainda não aconteceu. A ansiedade, que é o viver o futuro, nos traz junto o sentimento de medo, o medo do futuro, o medo de algo que tem grande chance de nem sequer acontecer de fato. Sofremos horrores, com medo do que poderá acontecer e quando chega esse futuro, nada daquilo aconteceu. Sofremos por nada!
Neste momento de pandemia, isso tem sido uma constante. Sofremos com medo do amanhã, com medo de que não teremos o dinheiro para pagar aquela conta, o aluguel, a conta de luz, que não teremos dinheiro para o mercado. Ou que nós iremos falir do nosso negócio ou que vamos perder nosso emprego e ficaremos no olho da rua. Muitas vezes e muitas pessoas de fato, estão passando por isso. Mas muitos, estão sofrendo sem necessidade.
Como eu tenho repetido inúmeras vezes, estamos às vésperas de uma grande transição planetária, onde deixaremos a terceira dimensão e adentraremos a quinta dimensão. Neste processo, é necessário que nós nos dispamos de todas as sujeiras, de todas as energias negativas, de todos os medos que trazemos, muitas vezes, escondidos em caixinhas muito bem guardadas, em nossos armários da mente e da alma. Neste final de semana, eu fiz um curso online com a terapeuta Fabiola Murga, chilena de coração e alma brasileira, onde pude entender todos esses processos. Esse mecanismo de faxina, de limpeza desses medos, passa pelo fato de que primeiro, nós precisamos olhar para eles. Enxergar aquela experiencia que tivemos quando nós éramos crianças e que nos aterrorizou, nos traumatizou profundamente, mas que em nosso processo de “cura”, nós escondemos da nossa consciência, deixamos bem escondidinho em nosso armário mental. Muitas vezes para obtermos essa visão, nós precisaremos da ajuda de um(a) terapeuta, que nos ajude a utilizar instrumentos adequados para que possamos fazer esse reconhecimento, acessar essa informação. Buscado esse medo, precisamos trazê-lo para o presente, olhar para ele com nosso olhar de adulto, entender o processo que o motivou, perdoar se tiver que fazê-lo, entender e aceitar esse medo. E deixá-lo ir embora. Assim que nós formos nos livrando desses medos, que a nossa consciência estiver mais leve, com menos carga para carregar, poderemos finalmente acessar as nossas verdades e fazermos essa transição. Simples e fácil assim!!!!!
Haviam muitos interesses das forças demoníacas que dominaram o nosso planeta por milhares, milhões de anos, para nos manter presos nessa cadeia de medo, de mentiras, de manipulações, de escravidão. Esse processo todo está acabando agora e poderemos finalmente, sermos nós mesmos, verdadeiros, inteiros, amando, vivendo uma vida plena.
Trabalhemos esses medos e vamos ser felizes!!!!!

publicado por drtakeshimatsubara às 03:39 | comentar | favorito